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Mostrando postagens com o rótulo textos da pandemia

Picadura em 1, 2, 3, 4…

Na primeira vez , eu fiquei comovido e me senti um sujeito de sorte, ecoando a canção de Belchior. A comoção não era à toa. Na época mais de 400 mil pessoas haviam perecido pela peste no Brasil.  Na segunda vez , eu já não estava comovido, mas aliviado por, então, cumprir o que estava estabelecido como a dosagem padrão para proteção contra a peste.  Na terceira vez talvez tenha me entediado um pouco. Mas é sempre bom saber que há meios de se sentir mais protegido contra a peste.  Foram picadas no outono, no inverno e no verão. Todas elas em dias ensolarados.  No sábado, 30 de julho de 2022, outro agradável dia de sol, me dirigi novamente a um posto de vacinação, para receber a segunda dose de reforço contra a peste. Na prática a quarta dose.  A prefeitura abriu um posto de vacinação em um shopping próximo de casa, o que tornou a vacinação tão fácil como foram a primeira e a segunda dose. Mais fácil que foi a primeira dose de reforço, vulga terceira dose.  ...

Uma terça-feira de outono de 2022

Ontem choveu o dia inteiro. Hoje amanheceu chovendo. E a meteorologia informa que deve seguir chovendo até amanhã.  Semana passada tivemos uma quarta-feira de verão em pleno outono.  A Índia enfrenta uma das piores ondas de calor dos últimos muitos anos.  Talvez seja a crise climática mostrando a sua cara. E assim a vida segue.  Por volta do meio-dia a chuva deu uma estiada. E eu aproveitei o intervalo do trabalho para sair. Me vesti, peguei o guarda-chuva e fui. Precisava sacar um dinheiro para não ficar a zero. De quebra já aproveitaria para fazer uma pequena compra no hipermercado, onde fica o caixa automático.  No início da peste eu lembro de muitas mensagens em redes sociais incentivando a que fizéssemos compras nos pequenos comércios de bairro. Eu até tentei. Comecei a fazer compras em um mercadinho próximo de casa. Como recompensa, recebi preços mais altos, caras emburradas, e gestos bruscos e grosseiros no caixa. Desisti.  O tal hipermercado fica ma...

Desmascarado

Até quando dura a peste? Numa noite assombrada destas, sonhei com pessoas sem máscara pelas ruas e pelos xópings.  Acordei pensando naquilo. Preocupado.  Quando passou o perigo? Até quando dura a peste? Duas semanas depois visitei um xóping na zona sul da cidade.  A maioria das pessoas andava com o rosto descoberto.  Os amigos que me acompanhavam se constrangeram (ou se sentiram liberados?) com as máscaras e também as guardaram.  Me intimaram a fazer o mesmo.  Contrafeito, temeroso, tirei a de pano.  03/04/2022.

Diário da Peste (LXIX) - Pós-escrito: o susto dos rostos expostos

Eu havia dito que o texto anterior, o capítulo LXVIII do Diário da Peste, encerrava o Diário. Mas ocorreu algo que me fez rever minha ideia.  Foi uma ida ao supermercado. Eu não sou fã de ir ao supermercado, mas é uma necessidade. Periodicamente me sinto compelido a visitar algum para repor os mantimentos em casa.  Não foi diferente, esta semana. Foi na sexta-feira.  Vez por outra vemos pessoas que tendemos a achar mal educadas nesses estabelecimentos. E o pior é que é comum esbarrarmos mais de uma vez nelas pelos corredores. Nesse dia, foi um senhor. Meia idade, na minha ideia mal encarado, de maus bofes, rude, espaçoso. Alto como não poderia deixar de ser, por espaçoso.  No primeiro encontro, uma cortada de frente com o carrinho. No segundo um quase choque de carrinhos no setor de chocolates e balas.  No segundo, me dei conta que o cidadão espaçoso não portava máscara no queixo, como fora minha primeira impressão. De fato, ele não portava máscara nenhuma. Se a...

Diário da Peste (LXVIII) - Quando termina a pandemia?

Quando termina a pandemia? Quando achamos que a peste passou?  Eis uma pergunta que cabe mais formalmente aos especialistas.  Eu acho que o marco fundamental do fim da peste será quando as máscaras forem abolidas. Até porque, basicamente, esse é o único sinal restante que nos lembra que ainda estamos às voltas com o Sars-Cov-2.  Restaurantes estão abertos. Cinemas recebem espectadores. Shows têm plateia (reduzida, mas ainda plateia. Não é mais apenas uma “live” em uma tela na Internet).  O comércio funciona basicamente sem restrições. Lembra aqueles dias de shoppings fechados?  No meu trabalho, um rodízio visando o fim do teletrabalho começou a ser estabelecido no final de novembro. O rodízio regrediu por conta da cepa apelidada de ômicron do vírus, altamente contagiosa, embora nem tão agressiva.  Agora a emergência sanitária decorrente da ômicron também parece refluir, com diminuição de internações em enfermarias e UTIs.  As pessoas levam suas vidas d...

Diário da Peste (LXVII) - O que fica da peste?

O que fica da peste? Me fiz essa pergunta porque hoje (segunda-feira de Carnaval, 28 de fevereiro de 2022) tive que colocar o aparador de pelos que comprei no início da pandemia para recarregar. Pela primeira vez.  Não lembro quando comprei o aparador de pelos. Deve ter sido bem no início da pandemia, e do recolhimento decorrente de tal. A ideia era aparar os poucos lugares na minha cabeça em que ainda havia cabelo. É um aparelho que pode funcionar sem fio, com uma bateria recarregável. Desde então devo ter usado o aparelho umas quarenta vezes. E durante 39 vezes a bateria aguentou. Nesse meio tempo também passei a usar o equipamento para aparar uma certa barba que passei a cultivar.  Infelizmente o barbeiro que me atendia, na prática, perdeu um cliente. Nesses dois anos de pandemia, voltei ao salão apenas uma vez.  O que me leva a pensar em todas essas coisas que vieram com a pandemia. Em especial, penso com carinho nas panelas elétricas. A panela de pressão elétrica, a ...

Diário da Peste (LXV) - Praça Fortunato Pimentel Devolvida

Nesta semana que passou, terminada neste sábado – 19 de fevereiro de 2022, foi entregue de volta à comunidade a Praça Fortunato Pimentel.  Eu a citei de passagem duas vezes no blogue. Uma foi em outubro de 2020 , ainda no primeiro ano da peste. Nessa crônica eu falava de minhas caminhadas, e de uma obra de saneamento que nunca parava, apesar da pandemia.  A outra foi há pouco mais de um ano, no início de fevereiro de 2021 , época em que a vacinação contra a peste engatinhava, mas também época em que as caturritas se banqueteavam com mangas deixadas baldias no condomínio em que moro.  Esta semana, a caminho de uma consulta, quando o carro do aplicativo passou pela praça, percebi, na verdade me surpreendi, com a ausência da cerca de arame, que eu costumava ver, cercando a praça.  Não sei se houve uma inauguração formal, daquelas com presença do prefeito. Fato foi que esta semana houve uma queima de foguetes na área, em uma manhã que não lembro qual foi. Achei o foguetó...

Imobilidade

 – Tenho acompanhado teu blogue.  – Legal.  Era João que falava comigo. Estávamos em um café em um shopping na zona norte.  Eram dias de nova cepa da peste, mas, cinquentões e vacinados, inclusive com doses de reforço, nos pusemos a correr algum risco.   – Fiquei especialmente impressionado com a crônica dos novos golpes de celular . Era uma crônica, não era?  – Eu reputo como uma crônica. Alguém pode querer chamar de artigo, ou, talvez, até de notícia.   – Aquele texto alimentou minha paranoia. Eu sou um pouco. Não tanto quanto nossa amiga Liliane, mas sou.  E aí João mencionou nossa amiga. Paranoica, ou tecnofóbica, ou paranoica e tecnofóbica. Liliane não baixava aplicativo de bancos no celular dela. O máximo que se permitia era fazer operações nos caixas automáticos, não sem antes olhar para trás, para conferir não havia ninguém próximo. Também costumava limpar a tela sensível ao toque, e teclar os botões dos terminais aleatoriamente,...

Diário da Peste (LXIV) - Primeiros dias de fevereiro de 2022

Neste início de fevereiro começou o ano lunar chinês. Este será o Ano do Tigre, conforme a tradição chinesa.  Para glória da China, também neste ano Pequim está recebendo os Jogos Olímpicos de Inverno. Com isso se torna a primeira cidade do mundo a sediar Jogos Olímpicos de Verão, ocorrido em 2008, e de Inverno, agora.  Escrevo na segunda-feira. Na semana passada tivemos nova onda de calor. Não tão sufocante quanto a da terceira semana de janeiro, com suas sensações térmicas de quase 50 ºC, mas quase. Foram sensações térmicas de mais de 40 ºC. A meteorologia prometia uma frente fria que traria alívio na quinta, dia 3. Não aconteceu. Na sexta, com alerta laranja de possibilidade de tempestade. Não aconteceu. A frente fria e a chuva afinal chegaram no sábado. Mas a chuva de sábado não serviu nem para tempestade de verão. Em todo caso, veio o alívio.  Neste terceiro mês de verão, as extremosas tornam cor-de-rosa as ruas de Porto Alegre.  Como eu disse anteriormente, meu...

Um sábado de janeiro

Eu já havia bebido duas doses do Old Number Seven, em casa, antes de sair.  Chamei um carro pelo aplicativo. Passei na casa do Emanuel para pegá-lo, e nos dirigimos à festa de aniversário do filho do meu amigo Guerreiro.  Era um dia quente de verão em Porto Alegre. Temperatura de quase 40 graus, e sensação térmica se encaminhando para 50.  Havia medição de temperatura na entrada do salão de eventos. Medida inútil quando se sabe que alguém pode estar infectado sem necessariamente ter febre. Papinho para tentar tranquilizar convidados, ou dizer que faziam alguma coisa para o controle da peste.  No forno em que se encontrava a cidade, havia piscina de bolinhas e cama elástica do pátio, mas quase todo mundo ficou dentro do salão, por conta do forno, isto é, por causa do ar condicionado.  Quando cheguei, fui recebido com um puxão de orelhas, pois estava algo atrasado. Dispensei os comentários.  Tive que aguardar enquanto rearranjavam as mesas, gerando espaço....

Diário – leituras – Poesia Projetada

Adquirido em 2021, com o autógrafo da autora, o livro Poesia Projetada é resultado de um, hummm, projeto da escritora e poeta Ana Mello, durante o primeiro ano do confinamento imposto pela covid-19.  Encerrada em casa, a poeta começou a projetar poemas curtos, os poetrix (poetrixes?), uma variação do haicai, na empena de um prédio vizinho ao dela. O projetor foi um dispositivo que ela havia comprado antes do advento da peste para usar quando dava aulas. Foi um sucesso nas redes sociais, e gerou repercussão no noticiário.  A poeta foi criando e projetando. Além de seus poemas, projetou textos de outros poetas. Iluminou a região.  O livro é um grande registro do projeto (opa!). O registro de uma travessia. Uma travessia em que muitos de nós ficamos parados. Esperando o tempo passar. Esperando que a peste fosse embora.  São dezenas de poemas nesse registro. Um dos iniciais, se chama justamente quarentena. quarentena a janela é o limite antes privacidade agora – desejo d...

Diário da Peste (LXIII): Ômicron, ómicron, ómicron!

E assim terminou o primeiro mês do ano de 2022.  Pensávamos que, por conta das vacinas, a peste estava indo embora. Mas ela parece o mar. A maré vaza, e a gente pensa que ela se vai. Mas ela reflui, e volta a nos atingir.  Agora estamos às voltas com uma cepa apelidada de ómicron (ou ômicron, se você preferir). A nova cepa mais contagiosa.  Há duas semanas só sabíamos que ela estava por aí, mas não chegava a gerar lotação de enfermarias e UTIs.  Esse tempo passou.  Já estamos tendo enfermarias e UTIs lotadas novamente. O número de mortes começou a crescer novamente. 640 sábado passado, 29 de janeiro. Um mês atrás eram menos de 200.  Meu filho acabou contaminado. Seu diagnóstico foi na terça-feira, 25. Isso me fez tomar a iniciativa de me submeter a um teste, apesar de eu não apresentar nenhum sintoma. Meu primeiro teste de diagnóstico desde o advento da peste, em 2020. O teste, realizado em uma farmácia, deu negativo.  O filho está se recuperando....

Diário da Peste (LXII) - Feliz aniversário, Akin

Akin nasceu em janeiro de 2021, filho do Guerreiro e da Mireli.  Tendo nascido em janeiro de 2021, deve ter sido concebido, mais ou menos, aí por abril de 2020. Sua vida, desde a concepção, foi sob o signo da covid-19.  Seu primeiro aniversário foi celebrado sábado passado, dia 22 de janeiro de 2022, em um espaço de eventos na zona sul da cidade. Estavam presentes amigos e familiares dos pais.  Eu, por exemplo, sou colega e amigo do Guerreiro.  Foi um dia de calor no verão de Porto Alegre. As medições variavam. Mas o aplicativo no meu celular marcou uma máxima de 38 ºC, com sensação térmica de 45 ºC (estamos com uma massa de ar quente parada sobre o Cone Sul  da América do Sul, Rio Grande do Sul incluído).  Tempos de covid-19: houve medição de temperatura dos convidados na entrada, e uso de máscaras. E o ritual das máscaras: chega de máscara, recebe um salgado e tira a máscara, levanta e põe a máscara, e mais, e mais.  O Guerreiro vestia camiseta e ber...

Perdas e perdas e algum ganho

Hoje, ao acessar as notícias, fui surpreendido pelo falecimento da atriz Françoise Forton. Ela estava com 64 anos e morreu em decorrência de um câncer. Em relação à média nacional, se foi cedo. É uma pena.  Como referi em outra crônica , com o passar dos anos, as perdas vão se acumulando. Como tenho mais de cinquenta, se parar para pensar, elas se tornam opressivas. Mais para o início do mês, perdemos o professor Voltaire Schilling. Ele era um historiador pop de Porto Alegre. Quando não havia internet, e nos informávamos basicamente por rádio, TV e jornais, Voltaire Schilling era figura carimbada. Sempre estava nesses meios, com um comentário iluminador, sobre o passado recente, ou as causas históricas de algum novo conflito. Tinha 77 anos e faleceu em decorrência de embolia pulmonar. Falei há dias na Dalva(na mesma crônica do segundo parágrafo).  Falei no Marcelo , falecido talvez muito em decorrência da lentidão do governo federal em vacinar a população.  Perdas e perda...

Diário da Peste (LXI) - A Ómicron e o calor de Porto Alegre

No momento em que escrevo, é segunda-feira.  Ontem foi domingo, 16 de janeiro de 2022. Ontem, segundo o que dizia meu celular, no início da tarde, a temperatura era de 39 ºC na cidade, com sensação térmica de 43 ºC. Caminhar alguns metros sob o sol nessa temperatura foi basicamente insuportável.  O jornal informou que a temperatura chegou a 40 ºC, e, assim, os parques da cidade ficaram vazios. Não é de admirar. Faz uns anos, escrevi uma crônica testemunhando o Parque Farroupilha vazio em uma tarde de domingo escaldante . Era fevereiro então.  O mesmo aplicativo de previsão do tempo indicava 36 ºC para Porto Alegre nesta segunda-feira. 3 ºC mais frio estava escrito. Melhor teria sido dizer 3 ºC menos quente. Grande consolo. Acima de 30 ºC a temperatura é basicamente insuportável.  Enquanto isso, a ómicron (ou ômicron, acho que ambas as formas de escrita do nome da letra grega são válidas na língua portuguesa, mas se não estiverem, tanto faz. Afinal a gente só fala em ...

Diário da Peste (LX) - Perpétua vacinal e as ondas

Sigo me sentindo um sujeito de sorte  por poder seguir tomando doses de vacina contra a peste.  A chamada dose de reforço (que na prática é uma terceira dose) foi da Pfizer.  Foi sexta-feira, 7 de janeiro de 2022. Como das outras vezes, cumpri minha jornada matinal em home office, almocei e fui para o posto de saúde.  As doses de vacina vão ficando marcadas pelas estações. A primeira foi no outono, a segunda no inverno. Esta no verão. Faltou uma dose na primavera.  Felizmente uma frente fria fez a temperatura cair a agradáveis 25 ºC, contra 33 ou 34 ºC de dias antes. Os tais dias de Forno Alegre.  Desta vez não foi tão fácil. Uma fila que demorou uma hora e vinte minutos. Havia, talvez, umas vinte pessoas na minha frente quando cheguei. Menos mal que havia árvores em volta do posto de saúde, e a maior parte do tempo gasto na fila foi à sombra.  O efeito colateral apareceu 24 horas depois, quando parecia que havia um prego cravado no meu braço. Mas foi ...

Diário da Peste (LIX) - Balanços e o Ano Três da Peste

Fim de ano, início de ano, ano novo. Época de fazer balanços. Neste blogue não é diferente.  O blogue teve 174 publicações em 2021, entre textos e imagens, o novo recorde anual.  Continuei publicando uma crônica na terça e um texto ficcional na quinta . Mais alguns textos avulsos. Em geral esses textos avulsos são comentários sobre leituras realizadas. Ou seja, o blogue se tornou também um periódico. E a Maria Avelina Gastal continua sendo uma leitora fundamental . E também uma parceira de escrita, cujos textos continuo acompanhando . Já que passamos a parceiros de escrita, continuo lendo as crônicas publicadas do Rubem Penz . E também o Diário do Confinamento do Edgar ("Êdgar?") Aristimunho que recebo via aplicativo de mensagens.  Gostaria de acompanhar mais e mais gente, mas aqui há dois problemas principais. Um: essa gente precisa escrever e avisar, não é Barbara? Dois: infelizmente, se a primeira premissa acontecer, isto é, mais gente publicar, e essa gente for muita,...

Diário da Peste (LVIII) - Pestes e Natal

Nos últimos dias surgiram notícias de um surto de gripe, começando pela cidade do Rio de Janeiro, e se espalhando para outras capitais, em especial São Paulo.  Segundo o noticiário, tal surto seria devido ao vírus influenza H3N2. Embora sua letalidade seja menor que o Sars-Cov-2, essa gripe está causando nova sobrecarga nos sistemas de saúde, nesse momento em que a vacinação desinfla os números da covid-19.  O vírus H3N2 seria de uma cepa apelidada de Darwin, por conta da cidade australiana onde teria sido mapeado pela primeira vez.  Normalmente os surtos de gripe ocorrem no inverno, mas este está acontecendo excepcionalmente às vésperas do verão, e pelo verão deve se estender.  Duas coisas contribuíram para o surto. Uma é que, por conta da covid-19, menos gente se vacinou contra a gripe esse ano.  A segunda é que a cepa é bem recente. Eu, por exemplo, tomei uma vacina contra gripe, que incluía prevenção contra o H3N2 em abril passado. Mas possivelmente a vacina...

Diário da Peste (LVII) - Happy Hour e Confraternização de Fim de Ano 2021 - Parte 2

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Na sexta-feira, dia 10 de dezembro passado, eu e meus colegas fizemos um happy hour e confraternização de final de ano , no Cais Embarcadero. Estava divertido então.  Pois nesta quinta, dia 16, fizemos novo happy hour, porque havia uma colega que não pôde participar do anterior.  Nesse caso, fomos apenas quatro pessoas.  Comemos, bebemos e conversamos, como se espera que aconteça nessas situações.  Houve até algo um pouco exótico. Na carta de bebidas, havia a oferta de um certo uísque Union. Nunca ouvi falar. Como o estabelecimento em que estávamos era alguma coisa sofisticado, fiquei curioso e pedi uma dose.  Quando o garçom serviu a bebida, pedi para dar uma olhada no rótulo. Apesar de muitas inscrições em inglês, o rótulo indicava a procedência de fabricação: Veranópolis, RS.  Tão surpreendente quanto um uísque nacional servido ali, foi que o uísque era bom. Sabor parecido com os bourbons americanos, amadeirado.  Depois de rirmos da origem do uísque...

Impressão Íntima

Ele estava terminando sua caminhada diária.  Ao se aproximar da entrada do prédio, buscou a máscara na tiracolo e não a encontrou.  Parou. Revirou. Não estava lá.  Distraído que era, deve tê-la largado na rua, quando imaginou tê-la colocado na bolsa.  Entrou no prédio correndo, tapando o nariz e a boca com uma das mãos.  Foi uma das poucas vezes que gostou que o prédio não tivesse porteiro.  Se achou um pouco nu.   14, 15/12/2021.