Diário – leituras – Cassino Hotel
Procurando pelo autor, André Takeda, na internet, deparei com um resumo do livro: “Cassino Hotel conta a história de João Pedro, um cara que chegou aos 30 anos não tendo a mínima idéia do que fez de sua vida – e do que vai fazer. João Pedro é guitarrista, já teve sua própria banda, mas hoje se sustenta tocando e produzindo canções para Mel X, uma pop star teen, filha de um famoso cantor sertanejo, algo como Wanessa Camargo e Sandy. Além da relação profissional, João também vive um romance às escondidas com Melissa. Drogas, fama, redescobrimento, família, amizades, retorno às raízes e muitas reviravoltas marcam as páginas de Cassino Hotel, que nasceu inspirado em Pulp e Wilco, e quase ganhou o nome de uma canção dos Stones. No fim, acabou levando o nome de uma praia no litoral gaúcho.”. Esse resumo está disponível no saite Scream & Yell.
Muito resumidamente é isso mesmo. É um livro sobre João Pedro, o protagonista, e sua crise dos 30 anos. Até não muito tempo atrás, a chegada dos 30 podia ser uma geradora de crises pessoais; uma marca de que a pessoa já não é jovem. Isso, de não ser mais jovem aos 30 anos, pode estar mudando. Mas podia estar em vigor em 2004, ano em que o livro foi publicado.
Para variar, sou um leitor até vigoroso, mas um resenhista vagaroso. Terminei a leitura do livro em 26 de dezembro de 2025, e só agora, quase quatro meses depois estou escrevendo sobre ele.
Além do que está resumido na Scream & Yell, que mais posso dizer? Não muito. Quando vi o título pensei em hotéis com cassinos. Que talvez a história fosse ambientada no Uruguai onde há esse tipo de atividades conjuntas. Mas não, Hotel Cassino tem esse nome porque boa parte da história acontece em um hotel no balneário do Cassino, no litoral sul do Rio Grande do Sul.
É uma boa história. Pode dizer algo sobre a vida entre final do século XX e o início deste que estamos vivendo. O único porém é que talvez o autor pese a mão na dramaticidade em alguns momentos, mas isso não desabona o livro.
Comprei Cassino Hotel em um sebo virtual há mais de cinco anos. O motivo é que lá pela segunda metade da primeira década deste século XXI, participei de um grupo de discussão de fotografia com filme, fotografia usando película. Era um bom grupo e nele André Takeda brilhava. Os fragmentos que André Takeda deixou registrados de sua vida no ex-Twitter e no Instagram informam que ele parece se identificar mais como fotógrafo do que como escritor. Esses registros estão estagnados; o mais recente no ex-Twitter é de 2023; no Instagram, o registro mais recente é de novembro de 2021, em Buenos Aires – uma foto registrada em película: Kodak Portra 400, um filme direcionado para retratos. Assim André Takeda é parte de minha história, embora eu creia que ele não saiba disso. Aliás, não sei se alguém sabia disso até eu escrever a respeito.
Gostei e recomendaria o livro para quem tiver interesse sobre um homem de classe média deixando de ser jovem no Brasil, na virada do século XX para o XXI.
TAKEDA, André. Cassino Hotel. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.
P.S. Repetindo e complementando o terceiro parágrafo, terminei de ler o livro no final de dezembro de 2025, escrevi esta resenha em abril passado, e estou publicando-a em setembro de 2026.
.
.
20/04/2026, 06/09/2026.

Comentários
Postar um comentário