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Os novos golpes do celular

"Nas grandes cidades de um país tão violento Os muros e as grades nos protegem de quase tudo" Continuam os golpes contra nossos telefones celulares(e contra nós, obviamente).  Foram-se os tempos em que nossos aparelhos eram tomados por descuidistas ou trombadões e depois iam aparecer nas mãos de algum camelô ou em algum saite de compras de produtos usados na internet.  Agora há dois golpes medonhos que, parece, já se tornaram moda em São Paulo. E logo se espalharão pelo resto do país.  O primeiro golpe consiste no roubo do aparelho, mas não para revendê-lo. Agora quadrilhas especializados trocam o chip de aparelho, descobrem o número, vasculham redes sociais a procura de dados do(a) proprietário(a), e partem para instalar aplicativos bancários, e sacar dinheiro das contas, ou, eventualmente, fazer empréstimos e depois sacar o empréstimo feito em nome da vítima, transferindo o dinheiro via pix. As notícias falam em golpes com prejuízos de milhares de reais. O segundo é ain...

Diário - leituras na Piauí - Janeiro de 2017 - Pátria Iletrada

Diário - leituras na Piauí - Janeiro de 2017 - Pátria Iletrada Da edição de janeiro de 2017 da revista Piauí, a reportagem que achei mais relevante foi a que apresenta a tese de livre docência do professor Renato Perim Colistete da USP , reportagem esta escrita por Rafael Cariello e Tiago Coelho. Na sua pesquisa para a tese, Colistete se pergunta porque a permanência do analfabetismo no Brasil no final do século XIX e início do XX, tempos finais do império e república velha, enquanto as nações mais desenvolvidas estavam combatendo isso com relativo sucesso. Da pesquisa de Colistete saem algumas informações e ideias relevantes. Uma informação é que muitas câmaras de vereadores receberam solicitações de moradores (hoje chamaríamos de "abaixo-assinados") para que o município providenciasse escolas para as crianças da época. Entretanto os municípios não quiseram ou não puderam providenciar essas escolas na medida das necessidades existentes. Para que essas escolas fosse...

A Agonia da Grécia

A Agonia da Grécia Neste momento a Grécia passa por mais uma provação como membro da União Europeia, e como participante dos países que têm o euro como moeda corrente. Desde 2008 já são sete anos com a economia estagnada, ou em recessão. Neste momento, os países credores querem mais sacrifícios em acordos do governo grego, para que o país não entre definitivamente em "default", isto é, para que o país não dê calote. Diante do impasse entre o que querem os credores, representados pela "Tróica", isto é, FMI, Banco Central Europeu e pela Comissão Europeia, e do que propõe o Governo Grego, este último convocou um referendo para que a população grega diga se aceita o pacote dos credores ou não. Se a população grega aceitar o pacote europeu, o primeiro-ministro grego, Tsipras, afirma que renuncia. Se a população negar o pacote, é provável que a Grécia deixe de ter o euro como sua moeda corrente, e volte à dracma, ou qualquer outra moeda naciona...