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Mostrando postagens com o rótulo diário

Diário – leituras – Os anos

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Annie Ernaux é a escritora francesa que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura de 2022. E isso me levou a adquirir o livro Os anos há três anos. Os anos há três anos.  Concluí a leitura na primeira quinzena de dezembro passado.  Os anos é um trabalho de memória da autora. É como se ela visitasse seu álbum de fotografias, com imagens que vêm desde sua infância, e isso servisse de estímulo para suas lembranças. As lembranças iniciais são do período logo após o final da Segunda Guerra Mundial, na França. Depois seguem o ciclo de uma vida. A adolescência, a juventude, a vida adulta incluindo a vida profissional, casamento, filhos. Divórcio. Aposentadoria.  Junto com as lembranças pessoais há toda uma rememoração social. Desde a falta de saneamento básico na infância, passando pelo surgimento dos diversos aparelhos elétricos criados para facilitar o trabalhos doméstico, passando também pelos ciclos políticos, da França e do Mundo, passando ainda pelos produtos de consumo.  ...

Diário – cinema – O Agente Secreto

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Em meados de janeiro passado fui assistir o filme O Agente Secreto, escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho, e estrelado por Wagner Moura. Eu já havia escrito antes sobre o filme, comemorando suas premiações no Festival de Cinema de Cannes, lá por maio do ano passado . Agora pude assisti-lo.  Um filme com muitas camadas, como talvez diriam especialistas em cinema e em literatura. Uma espécie de thriller político talvez, ou um drama, sendo que em um momento se transforma em horror trash. Difícil dizer. Difícil dizer inclusive o que o diretor quis com tantas tramas. Para mim, a mensagem que ficou é sobre um país violento, onde a morte é banalizada: ponto ilustrado nas cenas iniciais do filme em que o personagem delegado Euclides, lendo a manchete de jornal que informava que até aquele momento no Carnaval de 1977 no Recife 93 pessoas já haviam morrido, comenta que as mortes iriam a mais de 100. Ou ilustrado também na cena inicial do filme, de um cadáver largado junto a um posto d...

Diário – leituras – Hospitalares

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Edgar Aristimunho é conhecido nos meus registros. Há um texto sobre minha leitura de seu livro O Homem Perplexo . Há referências ao seu Diário do Confinamento nos textos que compõem o meu Diário da Peste . Além disso participei junto com ele na coletânea de crônicas conto Histórias Stanislawianas publicada em 2023 . Edgar Aristimunho distribuía o Diário do Confinamento via aplicativo de mensagens, como se fosse uma newsletter. O confinamento acabou e ele iniciou os Diários Ocasionais pelo mesmo veículo de comunicação. Então parei de receber os Diários Ocasionais. Imagino que ele os tenha parado de escrever.  Agora ele publicou pela Santa Sede Editorial este livro chamado Hospitalares. Ou com um subtítulo, Hospitalares (fragmentos). Para mim ler esse livro foi como ouvir a voz de Aristimunho, como quando eu ouvia em minha cabeça cada vez que lia algum capítulo dos Diários do Confinamento ou dos Diários Ocasionais. Contudo, se é a mesma voz, as circunstâncias são diferentes. Se nos ...

Início de 2026, um balanço de leituras

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Início de ano é sempre época de balanços e avaliações.  Primeiros dias de janeiro de 2026 e retornei ao começo do livro Diário Estoico, escrito por Ryan Holiday e Stephen Hanselman. Se trata de um livro de reflexões a partir de citações de filósofos estoicos da Antiguidade, em especial Sêneca e Epíteto. Sendo este um livro de reflexões diárias, retornar ao início significa que voltei para janeiro, depois de tê-lo lido de janeiro a dezembro de 2025. Ué? Mas já não leu? Sim, li e esqueci a maior parte do que li nos 365 dias de 2025. Retornando, como eu disse no ano passado , e agora há pouco, é um livro de reflexões filosóficas. Muitas pessoas religiosas se dedicam a ler livros de reflexões religiosas. Para as pessoas religiosas, estes livros são chamados de devocionais. Quando eu era jovem e crente havia um livro assim, chamado Mananciais no Deserto, escrito por Lettie Cowman. Eu nunca o li (li outros devocionais), mas muitas pessoas passavam, e possivelmente ainda passem, o ano len...

Diário – leituras – O rio é tão longe: cartas a Fernando Sabino

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O título é relativamente autoexplicativo. Este livro junta várias e várias cartas que o jornalista e escritor Otto Lara Resende enviou ao também jornalista e escritor Fernando Sabino ao longo de vários anos. Otto Lara era um missivista compulsivo. Não à toa, os Correios lançaram um selo em homenagem a ele pouco tempo após a sua morte.  As cartas são apresentadas em ordem cronológica, agrupadas pelas cidades de onde Resende escrevia. São cartas a partir de Belo Horizonte, na década de 1940; de Bruxelas, na década de 1950; do Rio de Janeiro, em meados da década de 1960; de Lisboa no final da década de 1960 e início da década seguinte.  Os assuntos são variados, mas principalmente impressões sobre livros, dele Otto, de Sabino e de amigos de ambos; manifestações de saudades; questionamentos sobre o tempo e o clima; combinações de viagens. Entre as cartas de Lisboa, em alguns momentos, transparece o clima anuviado do regime militar no Brasil, com prisões arbitrárias e vida na cland...

Diário – leituras – O Crepúsculo da Águia

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Tudo começou em um balaio de ofertas na Feira do Livro de Porto Alegre de 2024. Não lembro de qual livraria. Certamente um sebo. Vi nesse balaio alguns volumes dessa saga, que conta de maneira romantizada, as vidas e as cortes da casa real inglesa, os Plantagenetas, a partir de meados do século XII, na chamada Baixa Idade Média.  Este livro, O Crepúsculo da Águia, é de fato o primeiro dos que encontrei no balaio do qual falei no parágrafo anterior. Há uma diferença de trinta anos entre as edições dele (de 1977) e a de Prelúdio de Sangue sobre o qual escrevi antes (de 2007).  Neste segundo capítulo da saga a autora continua narrando a vida de Henrique II Plantageneta, agora na sua maturidade. Os conflitos com a esposa Eleanor de Aquitânia, e com os filhos, Henrique, Ricardo e João. E também a relação conflituosa com o rei da França, de que Henrique II é, ao mesmo tempo, vassalo e adversário.  Como eu já disse essa série de livros é baseada em fatos históricos acontecidos ...

Diário – leituras – Semvergonho

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Como é meu costume, meses se passaram entre o fim da leitura do livro Semvergonho e a minha disposição de fazer o registro da leitura. Nesse caso, foram mais de três meses.  Semvergonho: crônicas com e sem noção é o livro de estreia do escritor Tiago Maria. Tiago Maria é cronista e também já se arriscou em uma ficção folhetinesca (Inferninho, que aguarda na pilha de livros, sua vez de ser lido). Trabalha mais com a prosa, mas uma prosa que em alguns momentos toma ares de poesia.  São pouco menos de cem crônicas, agrupadas por temas. O forte do livro são as reminiscências do autor, sejam elas reais ou imaginadas. Em geral são crônicas bem humoradas. Algumas com uma pimentinha, em especial aquelas agrupadas sob o tema “sexualidade”.  E embora o bom humor compareça vigorosamente, também há seriedade e denúncia social, caso crônica Iphome, dentro da temática “nonsense”. Ainda no nonsense, eu destaco Intervenção, tipo de oração torta. Eu falei que o autor é bem humorado? ...

Um evento em dezembro: confraternização de fim de ano da Oficina Santa Sede

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Para o registro no blogue: estive na confraternização de final de ano da Oficina Santa Sede, Crônicas de Botequim. Aconteceu dia 5 de dezembro passado, no Mosaico Cultural, onde também vêm sendo realizadas as reuniões/aulas da oficina. O Mosaico Cultural fica na Travessa Octavio Correa, 39, Cidade Baixa, aqui em Porto Alegre.  Foi um momento de confraternizar e trocar livros no tradicional amigo secreto ad hoc. Rubem Penz, o organizador da oficina, fez o balanço de atividades do ano. Foram diversas oficinas com diversos encontros. Três livros coletivos publicados. Mentir para menos, o livro da chamada safra 2025. Calafate, coletânea de crônicas-conto inspiradas pela obra folhetinesca de Nelson Rodrigues. Intromissivas, o livro da masterclass, que homenageou Otto Lara Resende. Além disso houve a publicação das obras solo de Iara Tonidandel, Quando o chão tremer… Voe; e de Edgar Aristimunho, com o livro Hospitalares.  Houve ainda um jubilamento. Foram comemorados os quinze anos ...

Meus eventos de novembro de 2025 – IV – Um sábado no 12º Festival do Japão no RS

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Tive alguns eventos neste mês de novembro de 2025 e que quero relatar no blogue. O quarto evento foi o 12º Festival do Japão no Rio Grande do Sul.   O Festival do Japão no Rio Grande do Sul já se tornou uma tradição como se pode notar, afinal algo que se realiza pela décima segunda vez já deixou de ser provisório. Esse evento anual que, se não me engano, começou na área da Academia da Brigada Militar, na Avenida Aparício Borges, está acontecendo faz três anos no Parque de Exposições de Esteio. A edição ocupou três pavilhões do local. O Festival celebra a cultura japonesa, tanto a milenar quanto a recente. Isso significa, por exemplo, que há apresentações de taikôs, os tambores japoneses, e artes marciais, como o kendô. E também a recente cultura pop japonesa, como karaokê, e personagens de mangás e animes (animês?),  e filmes e séries com monstros e super-heróis. Muitos “cosplayers”, isto é, pessoas fantasiadas como personagens dessa cultura pop japonesa.  O Festival...

Meus eventos de novembro de 2025 – III – Sessões de autógrafos da Editora Cinco Gatas

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Tive alguns eventos neste mês de novembro de 2025 e que quero relatar no blogue. O terceiro evento foi uma sessão de autógrafos ocorrida no Dado Food Hall, dentro do Shopping Bourbon Country, no dia 5. Havia duas escritoras amigas, escritoras e amigas, autografando.  Eu estava informado sobre Dênia DaRosa, autora de livros que as pessoas chamam de prosa poética, e que eu chamaria até de poesia prosaica. Além de seus, se não me engano, três livros publicados nessa área, ultimamente ela também vem se dedicando à escrita de livros infantis. Assim, Dênia foi o primeiro motivo pelo qual fui àquela sessão de autógrafos. Seu novo livro se chama “A roupa que me despe”. Foi adquirido com autógrafo, e está na fila das leituras.  A primeira surpresa foi encontrar lá a escritora Adriana Machmann. Ou seja, eu não sabia que Adriana Machmann estaria lá. Machmann tem desenvolvido carreira de sucesso como escritora, com obras individuais e em coautoria. Naquele dia estava lançando A culpa é da...

Meus eventos de novembro de 2025 – II – Sessão de autógrafos da escritora Leine Luchese, Toda forma de amor

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Tive alguns eventos neste mês de novembro de 2025 e que quero relatar no blogue. O segundo evento foi uma sessão de autógrafos, também na 71ª Feira do Livro de Porto Alegre, mas não foi assim “a” sessão de autógrafos. Digamos que foi uma sessão de autógrafos íntima.  A amiga e colega escritora Leine Luchese esteve no final da tarde do dia 3 de novembro autografando exemplares da coletânea de contos na qual ela participou. O livro se chama Toda forma de amor, organizado por Marcelo Spalding, e publicado pela Editora Metamorfose.  O título escrito por Leine se chama Leveza e conta a história de Helena e Carolina, com bastante sutileza, ou leveza como diz o título. E mais do que isso, não consigo dizer sem que tire o prazer da leitora ou do leitor ao ler o conto.  Foram alguns minutos de atenção e conversa junto à banca da editora durante a Feira naquele final de tarde.  . Emoji copiado de EmojiTerra . 16/11/2025, 04/12/2025.

Diário – leituras – Prelúdio de Sangue

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Tudo começou em um balaio de ofertas na Feira do Livro de Porto Alegre de 2024. Não lembro de qual livraria. Certamente um sebo. Vi nesse balaio alguns volumes dessa saga, que conta de maneira romantizada, as vidas e as cortes da casa real inglesa, os Plantagenetas, a partir de meados do século XII, na chamada Baixa Idade Média.  Contudo o livro se inicia com Eleonore de Aquitânia. A Aquitânia era um ducado que ficava no sudoeste de onde atualmente é a França. E o livro vai terminar com o rei Henrique II, da Inglaterra, o primeiro rei Plantageneta.  O livro, de fato, essa série de livros, é baseada em fatos históricos acontecidos há quase novecentos anos. Mas acho que não devemos tomar o que é narrado ali como História, pois, afinal é vendido como ficção, romantização.  Pensando em termos técnicos de literatura, o narrador, ou a narradora, é onisciente. Quem conta a história sabe o que acontece dentro da cabeça das personagens.  A autora usa muito diálogos para conta...

Diário – show – Guto Leite, O Escafandrista: Poesia e Canção

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No dia 14 de outubro de 2025, uma terça-feira, eu estive no Teatro Túlio Piva, ali na Rua da República, na Cidade Baixa, aqui em Porto Alegre, para assistir o show O Escafandrista: Poesia e Canção, de Guto Leite.  O espetáculo consistiu em Guto cantar canções de sua autoria, entreameado pela declamação de poesias, também de sua autoria. A notável exceção de obra de outro compositor no repertório foi a música Futuros Amantes, de Chico Buarque. Futuros Amantes, que em sua letra fala em escafandristas. Muito afim com a temática do show. Sim era um show temático, e o título dá uma dica do tema.  Thomás Werner acompanhou Guto Leite com guitarras, violões e dispositivos eletrônicos com repetições e ritmo.  Foi um bom show, de artistas talentosos. Bem estruturado. Diria que serviria a produzir um álbum, com a exata ordem de canções e poemas apresentados. Se é que isso já não está disponível nos serviços de áudio sob demanda, ou como se diz em bom português brasileiro, streamings...

Diário – leituras – Embarque imediato

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Tenho o costume de ler um livro e, depois, comentar sobre a leitura, fazer um registro. Também tenho o costume de demorar algum tempo entre o final da leitura e escrever o registro. No caso deste livro é ainda um pouco mais complicado.  Este livro, Embarque imediato, é uma coletânea de seis relatos de viagem, feitos pelos autores, após participarem de uma oficina literária para criar relatos de viagem. A oficina foi organizada por Zizo Asnis. As autoras e autores são Cris Ribeiro Marques, Isabella Guerra, Lígia Rosso, Marcel Souza, Sônia Friedrich Maus e Wesley Faraó Klimpel.  Adquiri o livro do meu colega de inúmeras oficinas literárias de crônicas, e amigo, Marcel Souza. E isso foi lá por fins de 2022. Logo que comprei o livro, li o relato que ele escreveu sobre suas andanças pela Rússia durante a Copa do Mundo de Futebol de 2018.  Depois o livro ficou encostado na pilha de livros a serem lidos.  Acho que resolvi retomar a leitura e ler os outros relatos, impulsion...

Notas de um final de semana movimentado em fins de setembro de 2025 (III): diário – show – No Te Vá Gustar

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Na noite de 27 de setembro de 2025 eu estive no Auditório Araújo Vianna, aqui em Porto Alegre, para assistir o show da banda de pop rock uruguaia No Te Vá Gustar.  Não estava frio como estivera na noite anterior, mas a previsão era de chuva para aquela noite.  No Te Vá Gustar é uma banda liderada por Emiliano Brancciari, que está em atividade desde os anos 1990. Eles têm carreira consolidada na bacia do Prata, me parece, e têm vindo com certa regularidade a Porto Alegre. Lembro de um show há dois ou três anos, no Bar Opinião. Não fui a esse show porque cheguei a uma idade em que não quero mais passar duas horas em pé na pista.  Não sei se a banda veio por conta de algum álbum novo. Acompanhei nos softwares de áudio sob demanda um show gravado em Buenos Aires em 2025, mas não me vejo em condições de dizer que esta apresentação porto-alegrense espelhou a gravação portenha.  O Araújo esteve cheio, embora não lotado. Muitas bandeiras uruguaias entre o público. Imagino qu...

Notas de um final de semana movimentado em fins de setembro de 2025 (II): sessão de autógrafos – Hospitalares, de Edgar Aristimunho

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No final da tarde de sábado, 27 de setembro de 2025, eu estive no espaço Mosaico Cultural, ali na Travessa Octávio Corrêa, 39, na Cidade Baixa, aqui em Porto Alegre, para o lançamento do livro Hospitalares, de Edgar Aristimunho. Aristimunho recebeu seus leitores, autografou uns quantos exemplares do livro e posou para fotos várias.  O livro nasceu após problemas de saúde levarem Aristimunho a uma internação de alguns (vários?) dias em um hospital porto-alegrense. São registros, divagações, reflexões, talvez até pirações de um homem que enfrenta uma situação limite.  Infelizmente não pude ficar muito tempo, mas valeu ter ido. Um Mosaico Cultural cheio já indica o sucesso da iniciativa.   . Edgar Aristimunho autografando o meu exemplar de Hospitalares . 04, 09/10/2025. 

Notas de um final de semana movimentado em fins de setembro de 2025 (I): diário – show – AnaVitória

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Na noite de 26 de setembro de 2025 eu estive no Auditório Araújo Vianna, aqui em Porto Alegre, para assistir o show do duo AnaVitória. As jovens estão em turnê divulgando seu álbum Esquinas.  Era uma noite mais fria do que eu poderia esperar para o final de setembro. Ainda havia um vento bem desagradável. Mas tudo bem, eu estava suficientemente agasalhado. Não era o caso de muitas das fãs da dupla, com roupas leves, levíssimas às vezes.  Sim, a maioria do público de AnaVitória é composto de mulheres adolescentes e jovens. Eu estimaria que elas foram dois terços da audiência que lotou o Araújo naquela noite.  As cantoras compositoras foram acompanhadas por um grupo com guitarra, baixo elétrico, bateria, piano eletrônico e o sopro de metais.  No setlist canções do álbum Esquinas, como Se eu usasse sapato,  Minto pra quem perguntar e Quero contar pra São Paulo; do álbum Amarelo, azul e branco – interpretaram a canção homônima; e a já clássica Lisboa / Lisboa-Madrid...

Diário – show – Gilberto Gil, Tempo Rei

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No dia 6 de setembro passado, um sábado, eu estive no Estádio Beira-Rio, aqui em Porto Alegre, para ver o show da turnê de despedida dos palcos de Gilberto Gil, chamado Tempo Rei.  Foi um show muito aguardado por mim. Comprei os ingressos em abril. Tive certa ansiedade porque o provedor dos ingressos fez a venda pelo aplicativo no celular, e esses ingressos só foram disponibilizados no próprio dia do show.  Foi um espetáculo que mexeu com a cidade. Encontrei uma amiga no acesso às cadeiras, de onde eu assistiria o show. Depois vi fotos de pessoas amigas e conhecidas nas redes sociais da internet. Cerca de uma hora antes do show, o acesso ao estádio pela Avenida Borges de Medeiros estava congestionado. Talvez trinta mil pessoas tenham comparecido. É bastante mas havia lugar para muito mais. Uma pena, pois acho que esse show deveria ter sido visto por mais gente. O único local que pareceu lotado ou quase foi a pista premium. A pista comum tinha muito espaço disponível. O anel su...

Diário – leituras – On the road, Pé na Estrada – Fim de leitura

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Já se vão alguns dias desde que, afinal, terminei de ler On the road, ou Pé na estrada; o clássico livro da  geração beatnik estadunidense, traduzido ao português brasileiro por Eduardo Bueno.  Antes, há relativamente pouco tempo, eu havia escrito um comentário sobre opções de tradução .  Agora, terminada a leitura, dá para escrever esse breve registro, como costumo fazer de uns tempos para cá. On the road, escrito nos anos 1950, narra as aventuras, chamemo-las aventuras, de Sal Paradise, um candidato a escritor e Dean Moriarty, seu amigo, por quem Sal tem certa veneração. As histórias narradas no livro acontecem no final dos anos 1940. Sal e Dean passam a maior parte da narrativa cruzando os Estados Unidos de leste a oeste, e vice-versa. As principais cidades, pontos de partida e chegada costumam ser Nova York e San Francisco, ou San Francisco e Nova York. Outra cidade bastante citada no livro é Denver. Também há passagens por Chicago e Nova Orleans. Várias outras cidade...

Diário – leituras – Talvez você deva conversar com alguém

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Talvez você deva conversar com alguém. Eis um livro interessante. Ele tem um subtítulo assim: Uma terapeuta, o terapeuta dela e a vida de todos nós. Poderíamos dizer que é um relato que uma terapeuta, a autora, faz de uma série de casos de seus pacientes, e também o relato que ela faz sobre como ela mesma precisou procurar um psicoterapeuta. Mas há um grande porém aí. Uma psicoterapeuta não pode escrever livros relatando os casos de seus pacientes. Seria uma quebra de sigilo ético. Dessa forma, ela precisou trocar nomes, por exemplo. Além disso, ela mesma relata na, digamos, metodologia para a escrita do livro, que ela juntou alguns casos em uma mesma pessoa. Então também podemos pensar que este é um bom livro para refletirmos sobre as questões de fato e de ficção, ou de literatura e de história. Acho que devemos pensar que Lori Gottlieb conta histórias mais ou menos baseadas em fatos reais. Falar nisso me faz pensar na escritora Svetlana Alexievich, Nobel de Literatura. Contudo os rel...