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Auto-Escritor

"Amanhã tenho que passar na editora". São mais ou menos essas as palavras de Paulo, personagem de Carlos Heitor Cony, no livro "Pessach, A Travessia". Um escritor tendo um escritor como personagem é quase metalinguagem.  Mas frase veio recorrentemente à minha mente neste final de 2018.  Um motivo era que a Editora Metamorfose me pediu para retirar os volumes a que teria direito, por conta da antologia "Palavras de Quinta", publicada num sistema de compartilhamento de custos.  Quase simultaneamente, tinham acabado os volumes que eu tinha comigo, de outra antologia em que participei, a "Santa Sede 7, Crônicas de Botequim" (2016) , e entrei em contato com a Editora Buqui, para adquirir mais, já que os autores participantes da antologia podem comprá-los com um bom desconto.  E, de repente, no meio dessas necessidades, acabei realmente por me sentir um escritor. Alguém que já teve textos publicados em livro. Foram três antologias até agora. A...

Cara Maria – XIX – O Rio sempre merece uma nova vez

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Cara Maria, Assim chegamos à décima nona mensagem.  Como podes ver, gostei das tuas palavras, “o Rio sempre merece uma nova vez”. Acho que o Rio tem alguma coisa do estereótipo de “ame-o ou odeie-o”. Acho que vale tanto para os moradores quanto para os turistas.  Tuas palavras vieram a propósito da tua sugestão de um passeio ao Jardim Botânico de lá, ao qual não fui. E cogitei de uma próxima vez.  “O Rio sempre merece uma nova vez”. Neste passeio mais recente também tínhamos o propósito, eu e o filho, de visitar o Palácio Guanabara. Os cinco dias de chuvas intermitentes e chuviscos fizeram com que desistíssemos. Eis mais um motivo para sempre retornar ao Rio: sua história. Na viagem anterior nosso foco foi o Palácio do Catete, que virou o Museu da República sob o Governo JK. O local onde Getúlio Vargas se suicidou. E, por sinal, um palácio acanhado, pequeno em área construída. Mas com ampla área verde ao redor e muito próximo da Praia do Flamengo. O Palácio Guanabara guar...

Feliz 101 anos, mãe

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Feliz aniversário, mãe. Seriam 101 anos.  Sabes? Não estava pensando muito no teu aniversário até que percebi que esta terça-feira, seria 3 de fevereiro de 2026. Me senti atropelado pelo calendário. O dia em que publico minhas crônicas e reflexões iria cair exatamente no dia do teu nascimento.  Por esses dias pensei em falar sobre minha mais recente ida ao cinema. Fui ver um filme brasileiro, chamado O Agente Secreto. Atualmente estou indo ao cinema uma vez por ano. Muito embalado pela carreira internacional de filmes brasileiros. O filme anterior, em fevereiro de 2025, havia sido Ainda Estou Aqui . É curioso isso. Na juventude cheguei a ir a mais de uma sessão de cinema no mesmo dia, tendo de me deslocar de um cinema a outro, isto é, sem assistir aquelas matinês de dois filmes no mesmo prédio. Mas que dizer? Tu falavas dos filmes do Mazaropi que ias ver no cinema na tua juventude, e, que eu me lembre, nunca me levaste a uma sessão. Quem me iniciou no fascínio das telas grande...

27/01/2026: sem publicação

O blogueiro metido a cronista está de folga.  Se tudo der certo, uma nova crônica deve ser publicada em 3 de fevereiro de 2026. 

Em 20 de janeiro de 2026 não haverá publicação

O blogueiro estará de folga. 

Diário – leituras – Hospitalares

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Edgar Aristimunho é conhecido nos meus registros. Há um texto sobre minha leitura de seu livro O Homem Perplexo . Há referências ao seu Diário do Confinamento nos textos que compõem o meu Diário da Peste . Além disso participei junto com ele na coletânea de crônicas conto Histórias Stanislawianas publicada em 2023 . Edgar Aristimunho distribuía o Diário do Confinamento via aplicativo de mensagens, como se fosse uma newsletter. O confinamento acabou e ele iniciou os Diários Ocasionais pelo mesmo veículo de comunicação. Então parei de receber os Diários Ocasionais. Imagino que ele os tenha parado de escrever.  Agora ele publicou pela Santa Sede Editorial este livro chamado Hospitalares. Ou com um subtítulo, Hospitalares (fragmentos). Para mim ler esse livro foi como ouvir a voz de Aristimunho, como quando eu ouvia em minha cabeça cada vez que lia algum capítulo dos Diários do Confinamento ou dos Diários Ocasionais. Contudo, se é a mesma voz, as circunstâncias são diferentes. Se nos ...

XXI, o primeiro quarto do século se passou

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Um pensamento que me ocorreu nesses primeiros dias de janeiro de 2026 foi que um quarto do século XXI já se encerrou. Para quem, como eu, nasceu na segunda metade do século XX, isso é um pouco espantoso.  Um pouco espantoso… Uma das mais antigas lembranças de minha infância é sobre um álbum de figurinhas sobre a Corrida Espacial, aquela que se desenrolou entre o final dos anos 1960 e início da década seguinte, quando os Estados Unidos levaram astronautas a caminhar sobre a Lua.  E foi também nessa época que alguém me disse (quem?) que eu teria pouco mais de trinta anos no ano 2000. Obviamente para uma criança em fase de alfabetização, pensar nela mesma com trinta anos era uma grande abstração, algo inimaginável. Mas essa informação ficou na minha cabeça.  Alguns anos mais tarde, no final da infância, passou pela minhas mãos um livro direcionado ao público infanto-juvenil. Uma publicação do final dos anos 1960. Não lembro o nome. Um livro grande, de capa dura e ilustrado. ...

Início de 2026, um balanço de leituras

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Início de ano é sempre época de balanços e avaliações.  Primeiros dias de janeiro de 2026 e retornei ao começo do livro Diário Estoico, escrito por Ryan Holiday e Stephen Hanselman. Se trata de um livro de reflexões a partir de citações de filósofos estoicos da Antiguidade, em especial Sêneca e Epíteto. Sendo este um livro de reflexões diárias, retornar ao início significa que voltei para janeiro, depois de tê-lo lido de janeiro a dezembro de 2025. Ué? Mas já não leu? Sim, li e esqueci a maior parte do que li nos 365 dias de 2025. Retornando, como eu disse no ano passado , e agora há pouco, é um livro de reflexões filosóficas. Muitas pessoas religiosas se dedicam a ler livros de reflexões religiosas. Para as pessoas religiosas, estes livros são chamados de devocionais. Quando eu era jovem e crente havia um livro assim, chamado Mananciais no Deserto, escrito por Lettie Cowman. Eu nunca o li (li outros devocionais), mas muitas pessoas passavam, e possivelmente ainda passem, o ano len...