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Auto-Escritor

"Amanhã tenho que passar na editora". São mais ou menos essas as palavras de Paulo, personagem de Carlos Heitor Cony, no livro "Pessach, A Travessia". Um escritor tendo um escritor como personagem é quase metalinguagem.  Mas frase veio recorrentemente à minha mente neste final de 2018.  Um motivo era que a Editora Metamorfose me pediu para retirar os volumes a que teria direito, por conta da antologia "Palavras de Quinta", publicada num sistema de compartilhamento de custos.  Quase simultaneamente, tinham acabado os volumes que eu tinha comigo, de outra antologia em que participei, a "Santa Sede 7, Crônicas de Botequim" (2016) , e entrei em contato com a Editora Buqui, para adquirir mais, já que os autores participantes da antologia podem comprá-los com um bom desconto.  E, de repente, no meio dessas necessidades, acabei realmente por me sentir um escritor. Alguém que já teve textos publicados em livro. Foram três antologias até agora. A...

Pensando em dois ciclos em 2026

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Eu não sei você, prezada leitora, prezado leitor, prezade leitore. Eu vivo nesta periferia do mundo chamada Porto Alegre. Quando escrevo é 3 de agosto, e praticamente estamos na metade do inverno meridional. Estamos na metade do inverno, mas os ipês amarelos estão florescendo aqui pela zona norte da cidade. O que me indica que estas árvores já estão sentindo a chegada da primavera. Se é que existe alguma coisa como uma subjetividade para as árvores. Questão para biólogos. Inverno, primavera. El Niño. Há toda uma história para o Menino, o aquecimento da superfície marinha do Oceano Pacífico na região do Equador. E o que se costuma dizer é que, entre outras variações climáticas, o Niño gera mais chuvas no sul do Brasil. Bem, este ano a meteorologia fala de um “Super El Niño”, o que pode assustar. Inclusive porque somos uma população novamente traumatizada por conta da enchente de 2024. Foi em 2015 que o então prefeito José Fortunati mandou que as comportas de prevenção contra cheias em P...

A Copa do Mundo 2026 terminou

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Sim, a Copa do Mundo de Futebol de 2026 terminou. Já faz duas semanas. E eu só estou escrevendo isso para registrar minhas impressões. Acho que é o que todo mundo faz. Faz com mais ou menos precisão, mais ou menos inteligência, mais ou menos viés. Enfim… Já faz duas semanas, como eu disse. Em Porto Alegre, era um final de tarde nublado, com alguns chuviscos. A partida final, entre Argentina e Espanha, foi a única partida que vi inteira, com exceção das partidas da seleção do Brasil. Foi a décima quarta Copa do Mundo de Futebol Masculino que, de alguma maneira, testemunhei. A primeira foi a de 1974, acontecida na Alemanha Ocidental, num tempo em que havia duas Alemanhas. Eu já era nascido na Copa de 1970 mas não lembro de nada que tenha acontecido naquela disputa, em que o Brasil se sagrou campeão pela terceira vez. A Copa de 1974 foi a primeira em que o Brasil disputou sem Pelé, após o triunfo no torneio anterior. Pensando nisso, o Brasil sem Pelé, lembrei de um cronista que gostava de...

21/07/2026: sem publicação

Quando o blogueiro metido a cronista se deu conta, já era terça-feira e ele não tinha escrito nada.  Talvez o texto semanal retorne em 28 de julho de 2026. Talvez.

João Antônio Garcia, JAG

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Há momentos em que a vida vem lembrar da outra vida que você já teve. Ou, pelo menos, eu fico com essa impressão. Semana passada o amigo Cláudio me passou a informação de que o amigo João Antônio havia sofrido um AVC e estava em condições muito difíceis, em uma UTI, em um hospital em Canoas. João Antônio… Conheci o João Antônio na minha adolescência, nos anos 1980. Mais exatamente, devo tê-lo conhecido em 1982 ou 1983. A adolescência costuma ser associada à rebeldia, mas, veja só, conheci João em meio a uma busca através da religião. Religiões institucionalizadas costumam ser coisas extremamente hierárquicas, por vezes, reacionárias; por outro lado, também costumam ser meios de submissão. Bem, a busca começou primeiro como católico. Depois em busca da “verdadeira” religião (desde que fosse cristã). Por fim, uma passagem à fé evangélica. Outros amigos estiveram envolvidos nisso. Além do Claudio, já citado, havia o Paulo, o Marco, o Carlos. Uma turma que vivia na Vila Cefer. E que gostav...

Para o Brasil a Copa 2026 acabou no primeiro domingo de julho

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Quer dizer, não que a Copa tenha acabado. Nem que tenha necessariamente acabado para o Brasil, afinal o Brasil é composto de muita gente e boa parte dessa muita gente vai continuar acompanhando a Copa do Mundo. Mas certo é que a seleção que representa o Brasil foi eliminada no domingo, 5 de julho de 2026, pelo time da Noruega. Agora já foram, são e serão dezenas de debates esportivos a comentar a derrota e as razões da derrota. No rádio, na TV, na internet. Mais dezenas de reportagens relatando a derrota e artigos jornalísticos analisando os motivos da derrota. Certo é que o Brasil foi derrotado porque levou mais gols do que fez. Simples assim. Em um jogo de duas equipes medianas venceu quem foi mais efetivo. Jogos decisivos entre equipes mais ou menos equivalentes se definem nos detalhes, e nos detalhes o Brasil perdeu um pênalti quando o jogo ainda estava empatado, e perdeu uma grande chance de gol, com Endrick, também ainda quando o jogo estava empatado. E aí veio um dos chavões do ...

30/06/2026: sem publicação

O blogueiro metido a cronista resolveu dar um tempo esta semana.  Talvez o texto semanal retorne em 7 de julho de 2026. Talvez.

Passeando no Museu do Paço

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Porto Alegre, junho de 2026. Filho, Na quinta-feira passada, uma quinta-feira de junho de 2026, entre uma consulta e outra, antes de almoçar, me surgiu a oportunidade de visitar o Museu de Arte do Paço. Sabes? O Museu que está funcionando na antiga sede da Prefeitura, o antigo Paço Municipal de Porto Alegre. Parece que o prefeito se mudou para um prédio na esquina da João Manoel com a Siqueira Campos, a umas cinco quadras do antigo paço. O prefeito ir embora e deixar o antigo prédio à arte? Achei bom. Como é sabido, o prédio é antigo, se pensarmos em termos e tempos de Porto Alegre. É do final do século XIX. No saguão há uma breve história dele, inclusive informando que no tempo da monarquia, o governo da cidade era feito pela câmara de vereadores, no que imagino que deveria ser um, digamos, pequeno parlamentarismo. Depois veio a república, e com ela os intendentes, que com o tempo passaram a ser chamados de prefeitos. Um museu de arte. Inclusive chamado de Museu de Arte do Paço. Naque...