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Prier pour Paris

Prier pour Paris Paris, a capital da França, é capaz de evocar muitas lembranças, mesmo para quem, como eu, nunca esteve lá.  A chamada "Cidade Luz" é uma referência em diversas artes. As reformas da segunda metade do século XIX, lideradas pelo Barão Haussmann, foram as primeiras a remoldar as áreas centrais de uma capital europeia, sem que alguma catástrofe a tivesse atingido (caso de Londres ou Lisboa, por exemplo). Abertura de largas avenidas e a criação de parques se tornaram referência em urbanismo. E ela conseguiu se manter como uma cidade de prédios baixos, o que valoriza aquele monumento de ferro fundido que é a Torre Eiffel. Paris serviu de modelo para reformas urbanas em outras cidades. Rio de Janeiro e Buenos Aires tiveram remodelagens de seus núcleos centrais inspirados pela capital francesa. Na literatura posso me lembrar de personagens interessantes que tiveram suas histórias narradas em Paris. O protagonista de "O Jogo da Amarelinha...

Sobre o atentado contra “Charlie Hebdo”

Sobre o atentado contra “Charlie Hebdo” O atentado perpetrado ontem (07/01/2014) contra o periódico francês "Charlie Hebdo" é em tudo lastimável. Nele foram perdidas pelo menos doze vidas, incluídos dois policiais que estavam lá justamente para proteger a publicação de atentados, uma vez que um atentado a bomba já ocorrera há poucos anos. Eu não costumo achar graça de piadas que venham a caçoar da religião, mas não é por isso que eu vou matar quem discorde de mim. A minha reação pode ser de desprezo ou de indiferença, mas de maneira nenhuma eu iria apelar para a violência física para demonstrar minha discordância o humor de quem quer que seja. Pode-se dizer que "Charlie Hebdo" era radical em seu humor. Mas eles eram ecumênicos em seu sarcasmo. Avacalhavam de Jesus a Maomé, de comunistas a nazistas, passando pelas personalides políticas da França. E aí é que está. Imagine o que seria do mundo se todos resolvessem resolver suas mágoas, gran...

Estado Burguês

Marxistas puros e duros, e mesmo marxistas vulgares (marxistas puros são aqueles que leram o livro O Capital, de Karl Marx; marxistas vulgares são aqueles que só leram O Manifesto Comunistas, ou o Manifesto do Partido Comunista e alguns comentaristas e vulgarizadores da obra do filósofo alemão. Há ainda uma vertente de adeptos dos irmãos Groucho e Harpo Marx) dizem que, com a Revolução Francesa de 1789, a burguesia chegou ao poder no ocidente. Nos livros de História, aqui no Brasil, eu pelo menos aprendi, até a primeira metade da década de 1980, que a Revolução Francesa de 1789 serviu para "acabar com o Feudalismo na Europa", e que o poder político passou da Nobreza para a Burguesia. Parece que estes mesmos conceitos acabaram sendo transmitidos para meu filho que está no início do segundo grau. Ele havia decorado os conceitos, mas não me respondeu satisfatoriamente o que significava feudalismo, nem nobreza, nem burguesia. Vamos tentar conceituar isso tudo. O Feudalismo fo...