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Mostrando postagens de 2026

Para o Brasil a Copa 2026 acabou no primeiro domingo de julho

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Quer dizer, não que a Copa tenha acabado. Nem que tenha necessariamente acabado para o Brasil, afinal o Brasil é composto de muita gente e boa parte dessa muita gente vai continuar acompanhando a Copa do Mundo. Mas certo é que a seleção que representa o Brasil foi eliminada no domingo, 5 de julho de 2026, pelo time da Noruega. Agora já foram, são e serão dezenas de debates esportivos a comentar a derrota e as razões da derrota. No rádio, na TV, na internet. Mais dezenas de reportagens relatando a derrota e artigos jornalísticos analisando os motivos da derrota. Certo é que o Brasil foi derrotado porque levou mais gols do que fez. Simples assim. Em um jogo de duas equipes medianas venceu quem foi mais efetivo. Jogos decisivos entre equipes mais ou menos equivalentes se definem nos detalhes, e nos detalhes o Brasil perdeu um pênalti quando o jogo ainda estava empatado, e perdeu uma grande chance de gol, com Endrick, também ainda quando o jogo estava empatado. E aí veio um dos chavões do ...

30/06/2026: sem publicação

O blogueiro metido a cronista resolveu dar um tempo esta semana.  Talvez o texto semanal retorne em 7 de julho de 2026. Talvez.

Passeando no Museu do Paço

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Porto Alegre, junho de 2026. Filho, Na quinta-feira passada, uma quinta-feira de junho de 2026, entre uma consulta e outra, antes de almoçar, me surgiu a oportunidade de visitar o Museu de Arte do Paço. Sabes? O Museu que está funcionando na antiga sede da Prefeitura, o antigo Paço Municipal de Porto Alegre. Parece que o prefeito se mudou para um prédio na esquina da João Manoel com a Siqueira Campos, a umas cinco quadras do antigo paço. O prefeito ir embora e deixar o antigo prédio à arte? Achei bom. Como é sabido, o prédio é antigo, se pensarmos em termos e tempos de Porto Alegre. É do final do século XIX. No saguão há uma breve história dele, inclusive informando que no tempo da monarquia, o governo da cidade era feito pela câmara de vereadores, no que imagino que deveria ser um, digamos, pequeno parlamentarismo. Depois veio a república, e com ela os intendentes, que com o tempo passaram a ser chamados de prefeitos. Um museu de arte. Inclusive chamado de Museu de Arte do Paço. Naque...

É 2026 e tem Copa do Mundo de novo, pai

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Pai, Estamos em 2026 e é Copa do Mundo de novo. Como aconteceu em 1966, em 1986 e em 2006. É, não teve Copa do Mundo em 1946. O mundo ainda ia se recuperando da Segunda Guerra Mundial. É Copa do Mundo de novo neste ano em que hipoteticamente farias 110 anos. Desde 1916. Sabes, pai, na semana passada eu disse que a Copa do Mundo ia começar e eu não sentia nada . Me sentia alheio. Mas desde que a bola começou a rolar, é praticamente impossível ficar alheio. Só se a pessoa se isolar em algum canto do mundo sem rádio, TV ou internet. Ou for totalmente indiferente ao futebol. Quem sabe? Apesar de tudo, pai. A Copa ocorre em três países, Canadá, Estados Unidos e México. A maioria das partidas ocorrerá nos Estados Unidos. E os Estados Unidos têm cometido todo tipo de arbitrariedade. Bombardearam o Irã, que está participando da Copa. Não permitiram que os jogadores do Irã ficassem hospedados em solo estadunidense. Barraram um árbitro somali. Interrogaram por horas um atleta iraquiano. ...

A Copa do Mundo 2026 vai começar e eu não sinto nada

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“... e eu não sinto nada / não sinto nada, não sinto nada” AnaVitória A Copa do Mundo de Futebol de 2026 vai começar e eu não sinto nada. Sim, começa na próxima quinta-feira, dia 11 de junho. Mas por enquanto não me emociono. Aliás, não só eu. Recentemente a Tati Bernardi publicou um texto em que ela relata sua indiferença com a competição que se aproxima . Uma pessoa das minhas relações que costumava comprar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo a cada Copa do Mundo, me disse que neste ano não se dedicaria ao hobby. No meu caso há alguns fatores. Acho que a idade está me fazendo ficar emocionalmente desapegado desse futebol que aí está. Talvez eu deva pensar também que uma seleção basicamente de jogadores que não jogam no Brasil me deixe desapegado. Não gosto do Flamengo nem do Palmeiras, mas acho que seria melhor uma seleção brasileira em que a maioria dos jogadores jogasse no Brasil, mesmo no Flamengo ou no Palmeiras. Não é o caso. No capitalismo tardio sob o qual vivemos os jogado...

Sessão de autógrafos: Aventuras e desventuras de um pai bem passado

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O tempo não para. Repito o chavão para comentar que hoje já faz um mês que o livro Aventuras e desventuras de um pai bem passado, de Rubem Penz, foi lançado e teve sessão de autógrafos. Foi em 24 de abril de 2026. E só agora paro para escrever. Sei lá quando publicarei.  Aventuras e desventuras de um pai bem passado é uma coletânea de crônicas escritas pelo Rubem, abordando a experiência de ser pai, em especial um pai sessentão de uma bebê. Um pai bem passado como diz o título.  O lançamento foi no restaurante Sabor de Luna, na Rua Freire Alemão, ali no Mont Serrat. O local foi escolhido porque também ali se realizam encontros da oficina literária do Rubem, a Santa Sede.  Minha passagem pelo evento foi breve. Apenas para adquirir um exemplar autografado e felicitar o autor.  Estou lendo o livro. Talvez eu publique um registro da leitura em algum momento do futuro.  . Rubem Penz e eu no clique de Carlos Hirschmann . 24/05/2026, 02/06/2026.

As extremosas no outono de Porto Alegre em 2026

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Dizem que Rubem Braga falava tanto em sabiás em suas crônicas que era comum que amigos lhe presenteassem com exemplares do bicho. Parece que naquele tempo não era de mau tom dar passarinhos enjaulados de presente. E parece que houve um momento em que Rubem Braga teve tantos sabiás em seu apartamento em Ipanema que ficava aborrecido com a algazarra, digo, o canto dos bichos engaiolados ao seu redor. Não sei se a história é verdadeira mas é verossímil.  As três ou quatro pessoas que acompanham os meus textos sabem que vez por outra eu comento sobre as extremosas (Lagerstroemia indica), essa arvorezinha que está espalhada por boa parte das ruas de Porto Alegre. Ou, pelo menos, pelas ruas por onde caminho, aqui na zona norte da cidade. Aquela arvorezinha não muito alta – eu diria que, em média, costuma ter uns dois metros e meio de altura –, e que produz flores cor de rosa no verão.  Para dar razão aos textos que escrevíamos no ensino primário – chamávamos esses textos de composiç...

Caros João e Márcia, pongamos que hablo de gratitud

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  Porto Alegre, maio de 2026 Caros João e Márcia, Há maneiras e maneiras de escrever uma mensagem de agradecimento.  Eu poderia começar relembrando o que a Márcia me escreveu no sábado, dizendo que esperava que eu já estivesse recuperado da viagem e excessos. Lembrou-me a canção de Jorge Drexler onde a letra informa que “fuimos cerrando, uno a uno, cuatro bares” e depois fala em “otra turné por el Madrid de los excesos”. Bueno. Nem creio que fiz tantos excessos assim. Assim, assim. Poderia dizer simplesmente que já havia me recuperado da viagem e dos excessos. A viagem – treze horas em aviões, mais os tempos de conexão – é mais estressante, bem mais estressante, que conhecer lugares novos, e beber e comer na companhia de amigos que te guiam pelos melhores lugares que eles conhecem na cidade do Porto. Sobre comer e beber e caminhar e passear acho que nossos excessos foram moderados.  Eu poderia continuar relembrando justamente essas caminhadas que começaram por uma ida à r...

Tom Saldanha está gripado

Tom Saldanha - fotografia e colecionáveis. Está na placa. A loja fica no coração do Bairro Moinhos de Vento, entre a 24 de Outubro e a Florêncio Ygartua.  Por conta de minhas frequentes idas ao bairro por conta de consultas, é comum que eu faça uma breve visita vez por outra.  Segunda passada fiz isso. Passei pela loja do Tom, por volta das quatro da tarde. A loja estava fechada. Luzes apagadas. Nenhum sinal de Tom.  Entrei em contato. Tom me informou que estava gripado. Estava em casa se recuperando. Por conta disso, não pôde abrir a loja. Influenza. Claro que me lembrei de Gay Talese e sua reportagem Frank Sinatra está resfriado, a qual cito e volto a citar vez por outra. Mas ao contrário da atitude de Sinatra em relação a Talese, Tom não se recusou a falar comigo, nem tem um séquito de funcionários e agregados, aos quais eu pudesse recorrer para traçar um perfil biográfico. Inclusive eu não estive lá no Moinhos de Vento para fazer reportagem. Apenas para ver um amigo....

05/05/2026: sem publicação

  O blogueiro metido a cronista está sem inspiração.  Além disso ele estará de folga a partir da próxima semana por, talvez, duas semanas.  Talvez o texto semanal retorne em 26 de maio de 2026. Talvez.

Dias de outono meridional em 2026

Esta semana estive sem inspiração.  Não que não haja assunto, mas falar do Nero Laranja? Dos governos fascistas aqui e acolá? Não, né? O que mais me vem à cabeça é o outono. Outono no hemisfério sul. Falar nisso, eu continuo achando que mapas publicados no hemisfério sul deveriam ser representados com o hemisfério sul na parte de cima. Um mapa é uma convenção, e a convenção de quem vive no sul não precisa ser a mesma de quem vive no norte.  Divago.  Outono no hemisfério sul. Na nova volta da esfera azul em torno do Sol, nós que vivemos à altura do paralelo trinta meridional vamos mergulhando nas trevas. Perdemos várias horas de luz solar entre o início do verão e o início do inverno. E como sinto falta dessa luz. Não sinto falta do calor que oprime, mas da luz sim. E se aguentar o calor é o preço para ter a luz, eu pago.  Na escuridão uma barata pode acabar se tornando um monstro nas nossas sensibilidade e imaginação distraídas.  Outono. O Sol se põe às dezoito,...

Canção para Hal

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Sou um fã da banda irlandesa U2 desde o álbum The Joshua Tree, lá por 1987, que talvez coincida com o tempo em que a banda se tornou uma “mega” banda, isto é, de sucesso estrondoso. Na época em que ainda se comprava álbuns em mídia física, adquiri The Joshua Tree, Achtung Baby, Zooropa, All That You Can’t Leave Behind e How to Dismantle an Atomic Bomb. Não são todos os álbuns entre 1987 e 2004, mas a maioria deles.  E então passei por uma fase de afastamento. Mais ou menos como acontece às vezes quando a gente, por um motivo ou outro, se afasta de um amigo.  Depois os serviços de áudio por demanda, também conhecidos como streaming, me deram a oportunidade de retomar, digamos, intimidade com as canções da banda. Pude escutar as canções de No Line On the Horizon, Songs of Innocence e Songs of Experience. E enquanto eu lia as memórias de Bono em Surrender , pude ouvir canções dos álbuns Boy ou War.  Enfim, só para dizer que sou um fã.  Depois do álbum Songs of Surrender...

Cara Vivi (II), nem tudo é tão lindo no Rio de Janeiro

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Porto Alegre, abril de 2026. Cara Vivi,  Amamos o Rio de Janeiro, principalmente aqueles de nós que podem desfrutar suas áreas mais turísticas. E em minhas mensagens com loas à exuberante cidade, vinha evitando falar das suas mazelas. Sim, obviamente as há, e obviamente são muitas. Acho que a prosa que mais me tocou sobre as mazelas do Rio de Janeiro é a que me vem através das crônicas da genial Fernanda Torres. Fernandinha (sim, Fernandinha. Fernanda Torres é tão genial e tornada tão ícone do Brasil que a gente se acha no direito de se declarar íntimo) consegue falar sobre os recorrentes problemas do Rio de Janeiro entre a denúncia e a ironia, nos suscitando mais o riso amargo que o rancor. Se não “nos suscitando”, pelo menos “suscitando-me”.  Enfim… Me chamaram a atenção dois textos recentemente publicados. Recente é de fevereiro para cá.  Um foi um relato do repórter Danilo Marques na edição de fevereiro de 2026 (edição 233) da revista Piauí  (infelizmente disponí...

Diário – leituras – Os anos

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Annie Ernaux é a escritora francesa que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura de 2022. E isso me levou a adquirir o livro Os anos há três anos. Os anos há três anos.  Concluí a leitura na primeira quinzena de dezembro passado.  Os anos é um trabalho de memória da autora. É como se ela visitasse seu álbum de fotografias, com imagens que vêm desde sua infância, e isso servisse de estímulo para suas lembranças. As lembranças iniciais são do período logo após o final da Segunda Guerra Mundial, na França. Depois seguem o ciclo de uma vida. A adolescência, a juventude, a vida adulta incluindo a vida profissional, casamento, filhos. Divórcio. Aposentadoria.  Junto com as lembranças pessoais há toda uma rememoração social. Desde a falta de saneamento básico na infância, passando pelo surgimento dos diversos aparelhos elétricos criados para facilitar o trabalhos doméstico, passando também pelos ciclos políticos, da França e do Mundo, passando ainda pelos produtos de consumo.  ...

2026, sexagésimo ano, ano do Cavalo do Fogo

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E assim chego ao sexagésimo ano. Novamente um cavalo de fogo, sessenta anos após o ano em que nasci.  O que pode significar plenitude, um ciclo completo.  Ou simplesmente velhice.  Não reclamo. Apenas constato. Comento.  Não há do que reclamar. Tem sido mais bom do que mau.  Talvez mesmo uma vida acima da expectativa que se tinha quando nasci em 1966. Ano da Graça do Senhor de 1966. Ano do Cavalo de Fogo.  Passando por um cavalo de terra em 1978, um cavalo de metal em 1990, um cavalo de água em 2002 (e lembrando que em 2002 foi o último ano em que a seleçao brasileira de futebol masculino ganhou a Copa do Mundo da categoria), um cavalo de madeira em 2014 (ano do infame 7 a 1, que deixou um tanto de gente traumatizada. Mas o meu trauma em futebol havia sido superado com a conquista de 1994. 1994 não foi ano do cavalo). Agora são tempos de balanços. Já dá para olhar para trás e avaliar perdas e ganhos.  É tempo de se distrair e esquecer pequenas coisas a...

Um Domingo de Ramos no século XXI

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“Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” Tiago já era um homem velho.  De repente, recebeu uma mensagem de um amigo desejando-lhe um Feliz Domingo de Ramos. Surpreendeu-se. Já era o domingo que precedia a Semana Santa novamente.  Tiago pensou no que vivera e das fases que tivera na vida. E pensou no ditado que diz que “o diabo sabe mais por ser velho do que por ser diabo”. Por ser velho, Tiago achava que talvez já soubesse alguma coisa. Entretanto também sabia que nada sabia, repetindo a frase atribuída ao antigo grego chamado Sócrates.  No fim de sua adolescência, Tiago era religioso e idealista. Fervoroso. Fanático alguns poderiam dizer. Achava que se todos fossem cristãos como ele era, o mundo seria melhor. Mas a frase em epígrafe que abre esse texto o marcava. Foi ouvida em alguma pregação lembrada por algum ministro também idealista. Uma frase que era interpretada como uma profecia. Quando Jesus voltasse, talvez nem encontrasse fé em Deus. Na ...

Sobre celebrar São Patrício em 2026

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João já era oficialmente um idoso. Tinha chegado à tal provecta idade há não muito tempo.  Sobre ser idoso, pensa rasamente. Ser idoso é ter lembranças de muitas coisas. Ser idoso é ter de lidar com as crescentes limitações do corpo. Ou talvez pensasse em algo mais profundo. Ser idoso é fazer analogias entre o que ele lembrava que vivera e o que as pessoas que eram idosas quando João era jovem diziam e lembravam. E também fazer analogias sobre o que ele lembrava vivera e o que lera nos livros de História. Se é que isso é pensar mais profundo.  Nesse ano de 2026 João refletia se ele agora se sentia em um mundo como aquele em que as pessoas haviam vivido nos tempos sombrios dos anos 1930.  E João pensava que sim e não. Se a figura de Adolf Hitler era assustadora já em 1938, o ex-cabo austríaco não tinha capacidade de lançar bombardeios em qualquer parte do mundo, assassinar ou sequestrar lideranças de nações com a facilidade com que o autocrata do norte faz hoje.  João...

Dia de São Patrício e sexta-feira, 13

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Quando a sexta-feira cai no décimo terceiro dia do mês isso é considerado de mau augúrio. Ou era. Não tenho certeza. Certo é que nesse ano de 2026 já tivemos duas, uma em fevereiro e outra em março. Outra nos aguarda em novembro próximo. O Dia de São Patrício, ou, em bom português, o Saint Patrick’s Day, dia do santo padroeiro da Irlanda, é 17 de março. Que nesse ano de 2026 cai em uma terça-feira.  Sobre sextas-feiras, 13, não consigo lembrar de nada de mau que tenha me acontecido, fosse em 13 de fevereiro, ou no 13 de março. Sempre dá para lembrar a grande guerra na Europa, os ataques ao Irã, e os conflitos quase esquecidos no Sudão ou no Congo. Mas esses eventos estão aí ou há anos, ou entre um dia 13 e o outro.  Como o Dia de São Patrício é dia 17, houve estabelecimentos comerciais celebrando a data desde… A sexta-feira, 13 de março. O que, se não chega a ser um bom augúrio, já é um desafogo. Assim, tenho visto gente celebrando o Dia de São Patrício na sexta-feira, 13; no ...

Um livro que chegou em fevereiro de 2026: 1985: o ano que repaginou a música brasileira

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Durante os tempos da peste, escrevi vários textos. Tantos que um livro surgiu disso. Naqueles dias as tele-entregas e os produtos para levar tiveram uma espécie de apogeu. Entre os textos que escrevi naquela época, houve uma pequena série sobre objetos que chegavam. Inclusive livros . Pois bem, estou relembrando tudo isso porque na segunda quinzena de fevereiro passado recebi o livro 1985: o ano que repaginou a música brasileira. O livro foi publicado no final de 2025, e houve uma sessão de lançamento no início de dezembro na Livraria Bamboletras, à qual não pude ir. Pedi ao colega blogueiro e escritor Emilio Pacheco  que guardasse um exemplar para mim. Nesse dia de fevereiro tivemos a oportunidade de almoçarmos juntos e ele me entregou o livro, que veio com os autógrafos dele mesmo, Emilio Pacheco, mais os autógrafos de Juarez Fonseca, Márcio Pinheiro e Zeca Azevedo, os autores gaúchos; e ainda o autógrafo do organizador, Célio Albuquerque.  O livro é um tijolo de umas quinhe...

Cara Silvia Cambará

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Porto Alegre, fevereiro de 2026 Cara Silvia Cambará Este é um texto cheio de prolegômenos. No ano da Graça de 2025 participei de uma oficina literária de criação de crônicas que homenageou o escritor Otto Lara Resende. Acredito que ele, o Otto, regule de idade contigo. Além de escritor e jornalista ele também foi adido cultural nas embaixadas brasileiras em Bruxelas e Lisboa. Nessa oficina os participantes se dedicaram a escrever crônicas em formato de mensagens. Estas mensagens podiam ser para pessoas vivas ou mortas, reais ou ficcionais. Essas crônicas-mensagem, e outras explorando a etimologia de palavras, geraram um livro.  Foi nesse contexto que primeiramente pensei em te escrever, mas há tanta gente a quem podemos endereçar mensagens, que a mensagem para ti acabou não sendo criada a tempo de ir para o livro. Digamos que foi adiada. Pois aqui vai essa mensagem (vale ressaltar que não sei como se comunicam as pessoas por aí onde estás agora. Sei que em 1946 as pessoas se comuni...

Diário – cinema – O Agente Secreto

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Em meados de janeiro passado fui assistir o filme O Agente Secreto, escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho, e estrelado por Wagner Moura. Eu já havia escrito antes sobre o filme, comemorando suas premiações no Festival de Cinema de Cannes, lá por maio do ano passado . Agora pude assisti-lo.  Um filme com muitas camadas, como talvez diriam especialistas em cinema e em literatura. Uma espécie de thriller político talvez, ou um drama, sendo que em um momento se transforma em horror trash. Difícil dizer. Difícil dizer inclusive o que o diretor quis com tantas tramas. Para mim, a mensagem que ficou é sobre um país violento, onde a morte é banalizada: ponto ilustrado nas cenas iniciais do filme em que o personagem delegado Euclides, lendo a manchete de jornal que informava que até aquele momento no Carnaval de 1977 no Recife 93 pessoas já haviam morrido, comenta que as mortes iriam a mais de 100. Ou ilustrado também na cena inicial do filme, de um cadáver largado junto a um posto d...

03/03/2026: sem publicação

O blogueiro metido a cronista está triste. Há muita guerra e muitas mortes causadas por guerras no mundo Se tudo der certo, uma nova crônica deve ser publicada em 10 de março de 2026. 

Um longo Carnaval para Porto Alegre

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  Na anedótica citação de José Simão, o Carnaval na Bahia não termina. Ou termina. Quando um Carnaval termina, imediatamente começa o próximo. Ou talvez ele não tenha dito isso e a minha imaginação esteja inventando. Vai saber. Meu colega Bruno, por outro lado, dizia, talvez ainda diga, que Montevidéu tem o mais longo Carnaval do mundo (vejam como as pessoas são capazes de expressões hiperbólicas). Os montevideanos passam o mês de fevereiro celebrando o Carnaval, com murga e candombe. Mas, em geral, apenas nos finais de semana e em lugares fechados, como parques, praças, ginásios.  E Porto Alegre?  Já se vão vários anos desde que o desfile de escolas de samba de Porto Alegre foi tirado da região central da cidade e levado para a periferia da zona norte, na região do Porto Seco.  Ano passado, o Carnaval foi proibido na Cidade Baixa, justamente o bairro mais boêmio do município. Quem tentou celebrar, em tentativa de resistência, foi violentamente reprimido.  Pois ...

17/02/2026: sem publicação

O blogueiro metido a cronista está de folga.  É Carnaval! Se tudo der certo, uma nova crônica deve ser publicada em 24 de fevereiro de 2026. 

Cara Maria – XIX – O Rio sempre merece uma nova vez

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Cara Maria, Assim chegamos à décima nona mensagem.  Como podes ver, gostei das tuas palavras, “o Rio sempre merece uma nova vez”. Acho que o Rio tem alguma coisa do estereótipo de “ame-o ou odeie-o”. Acho que vale tanto para os moradores quanto para os turistas.  Tuas palavras vieram a propósito da tua sugestão de um passeio ao Jardim Botânico de lá, ao qual não fui. E cogitei de uma próxima vez.  “O Rio sempre merece uma nova vez”. Neste passeio mais recente também tínhamos o propósito, eu e o filho, de visitar o Palácio Guanabara. Os cinco dias de chuvas intermitentes e chuviscos fizeram com que desistíssemos. Eis mais um motivo para sempre retornar ao Rio: sua história. Na viagem anterior nosso foco foi o Palácio do Catete, que virou o Museu da República sob o Governo JK. O local onde Getúlio Vargas se suicidou. E, por sinal, um palácio acanhado, pequeno em área construída. Mas com ampla área verde ao redor e muito próximo da Praia do Flamengo. O Palácio Guanabara guar...

Feliz 101 anos, mãe

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Feliz aniversário, mãe. Seriam 101 anos.  Sabes? Não estava pensando muito no teu aniversário até que percebi que esta terça-feira, seria 3 de fevereiro de 2026. Me senti atropelado pelo calendário. O dia em que publico minhas crônicas e reflexões iria cair exatamente no dia do teu nascimento.  Por esses dias pensei em falar sobre minha mais recente ida ao cinema. Fui ver um filme brasileiro, chamado O Agente Secreto. Atualmente estou indo ao cinema uma vez por ano. Muito embalado pela carreira internacional de filmes brasileiros. O filme anterior, em fevereiro de 2025, havia sido Ainda Estou Aqui . É curioso isso. Na juventude cheguei a ir a mais de uma sessão de cinema no mesmo dia, tendo de me deslocar de um cinema a outro, isto é, sem assistir aquelas matinês de dois filmes no mesmo prédio. Mas que dizer? Tu falavas dos filmes do Mazaropi que ias ver no cinema na tua juventude, e, que eu me lembre, nunca me levaste a uma sessão. Quem me iniciou no fascínio das telas grande...

27/01/2026: sem publicação

O blogueiro metido a cronista está de folga.  Se tudo der certo, uma nova crônica deve ser publicada em 3 de fevereiro de 2026. 

Em 20 de janeiro de 2026 não haverá publicação

O blogueiro estará de folga. 

Diário – leituras – Hospitalares

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Edgar Aristimunho é conhecido nos meus registros. Há um texto sobre minha leitura de seu livro O Homem Perplexo . Há referências ao seu Diário do Confinamento nos textos que compõem o meu Diário da Peste . Além disso participei junto com ele na coletânea de crônicas conto Histórias Stanislawianas publicada em 2023 . Edgar Aristimunho distribuía o Diário do Confinamento via aplicativo de mensagens, como se fosse uma newsletter. O confinamento acabou e ele iniciou os Diários Ocasionais pelo mesmo veículo de comunicação. Então parei de receber os Diários Ocasionais. Imagino que ele os tenha parado de escrever.  Agora ele publicou pela Santa Sede Editorial este livro chamado Hospitalares. Ou com um subtítulo, Hospitalares (fragmentos). Para mim ler esse livro foi como ouvir a voz de Aristimunho, como quando eu ouvia em minha cabeça cada vez que lia algum capítulo dos Diários do Confinamento ou dos Diários Ocasionais. Contudo, se é a mesma voz, as circunstâncias são diferentes. Se nos ...

XXI, o primeiro quarto do século se passou

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Um pensamento que me ocorreu nesses primeiros dias de janeiro de 2026 foi que um quarto do século XXI já se encerrou. Para quem, como eu, nasceu na segunda metade do século XX, isso é um pouco espantoso.  Um pouco espantoso… Uma das mais antigas lembranças de minha infância é sobre um álbum de figurinhas sobre a Corrida Espacial, aquela que se desenrolou entre o final dos anos 1960 e início da década seguinte, quando os Estados Unidos levaram astronautas a caminhar sobre a Lua.  E foi também nessa época que alguém me disse (quem?) que eu teria pouco mais de trinta anos no ano 2000. Obviamente para uma criança em fase de alfabetização, pensar nela mesma com trinta anos era uma grande abstração, algo inimaginável. Mas essa informação ficou na minha cabeça.  Alguns anos mais tarde, no final da infância, passou pela minhas mãos um livro direcionado ao público infanto-juvenil. Uma publicação do final dos anos 1960. Não lembro o nome. Um livro grande, de capa dura e ilustrado. ...