Desde o ano passado que não houve artigo da revista Piauí que me tenha chamado a atenção. Contudo na edição 141, de junho de 2018 , fui surpreendido por uma seleção de poemas de Abbas Kiarostami. Nas minhas ideias, eu pensava que Abbas Kiarostami era somente um cineasta iraniano. E confesso que não assisti a nenhum de seus filmes. Agora a revista Piauí publicou um conjunto de poemas de Kiarostami, que achei muito bons. Os poemas de Kiarostami são influenciados na forma pelo "Haikai", ou "Haiku". Estritamente parece que Kiarostami não segue a forma estrita do haikai - três versos, dezessete sílabas, uma estrofe com cinco, uma com sete, outra com cinco -, mas se inspira na concisão, e na apresentação de poemas sem títulos. A tradução, ou recriação, para o português é de Pedro Fonseca, e a promessa é que saia um livro em agosto próximo, como o nome provisório de "Nuvens de Algodão". Abaixo alguns dos que mais chamaram a atenção: -----------...
Minhas caras, Escrevo na terça-feira. Queria ter escrevido antes, mas não consegui. Se tivesse escrevido antes, teria registrado tudo mais a quente. Lembrando novamente a Ana Luíza Rizzo, segundo a qual “um livro não é obra de uma só pessoa”, ou algo assim, lembro do incentivo inicial do Gian, quando soube da existência do, digamos, manuscrito digital, “vamu lá”. A notícia logo se espalhou e o Rubem liberou a possibilidade da edição pela Editora Santa Sede, e a Carol aceitou fazer a revisão do texto. Coerente consigo mesmo, o Gian diagramou o livro. Também a Carol foi a pessoa que disse que o livro não poderia ser publicado sem um lançamento e sessão de autógrafos, como era desejo do autor. Sim, a princípio o autor queria publicar o livro muito discretamente. Carol achou que não fazia sentido. Assim, ela viabilizou uma data conveniente e marcou essa data no Bar Apolinário. O Gian fez as artes da divulgação. Então, no dia 5 de abril de 2024 lançamos o livro “Confinado, ...
Um pensamento que me ocorreu nesses primeiros dias de janeiro de 2026 foi que um quarto do século XXI já se encerrou. Para quem, como eu, nasceu na segunda metade do século XX, isso é um pouco espantoso. Um pouco espantoso… Uma das mais antigas lembranças de minha infância é sobre um álbum de figurinhas sobre a Corrida Espacial, aquela que se desenrolou entre o final dos anos 1960 e início da década seguinte, quando os Estados Unidos levaram astronautas a caminhar sobre a Lua. E foi também nessa época que alguém me disse (quem?) que eu teria pouco mais de trinta anos no ano 2000. Obviamente para uma criança em fase de alfabetização, pensar nela mesma com trinta anos era uma grande abstração, algo inimaginável. Mas essa informação ficou na minha cabeça. Alguns anos mais tarde, no final da infância, passou pela minhas mãos um livro direcionado ao público infanto-juvenil. Uma publicação do final dos anos 1960. Não lembro o nome. Um livro grande, de capa dura e ilustrado. ...
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