Início de 2026, um balanço de leituras


Início de ano é sempre época de balanços e avaliações. 

Primeiros dias de janeiro de 2026 e retornei ao começo do livro Diário Estoico, escrito por Ryan Holiday e Stephen Hanselman. Se trata de um livro de reflexões a partir de citações de filósofos estoicos da Antiguidade, em especial Sêneca e Epíteto. Sendo este um livro de reflexões diárias, retornar ao início significa que voltei para janeiro, depois de tê-lo lido de janeiro a dezembro de 2025. Ué? Mas já não leu? Sim, li e esqueci a maior parte do que li nos 365 dias de 2025. Retornando, como eu disse no ano passado, e agora há pouco, é um livro de reflexões filosóficas. Muitas pessoas religiosas se dedicam a ler livros de reflexões religiosas. Para as pessoas religiosas, estes livros são chamados de devocionais. Quando eu era jovem e crente havia um livro assim, chamado Mananciais no Deserto, escrito por Lettie Cowman. Eu nunca o li (li outros devocionais), mas muitas pessoas passavam, e possivelmente ainda passem, o ano lendo sobre os textos diários de Cowman. Como eu disse no ano passado, passei dos devocionais religiosos para um devocional filosófico. 

Fora isso, nesse momento leio Bom dia para nascer, uma antologia de crônicas escritas por Otto Lara Resende entre 1990 e 1992. De fato estou lendo esse livro desde o ano passado. A ideia era ter inspiração para a oficina de que eu participaria (e de fato participei) em homenagem a Otto Lara Resende. A oficina aconteceu, dela resultou o livro Intromissivas, e eu ainda não terminei de ler o livro que deveria me inspirar. Inspirou. Mas ainda não terminei de ler. Agora falta pouco, umas 120 páginas de 430. Mas a leitura é lenta, em geral uma crônica por dia. Às vezes pulo, isto é, não leio. Espero terminar antes da metade do ano. 

Também estou lendo um livro chamado A voz dos novos tempos, uma coletânea de crônicas escrita por autoras e autores com mais de sessenta anos, publicada pelo Editorial Santa Sede em 2023, que adquiri no lançamento. Resolvi ler agora que estou me aproximando desse marco. 

Ainda nas leituras do momento tem Calafath, uma outra coletânea de crônicas publicada pela Editorial Santa Sede no final do ano passado. Nesse caso são crônicas folhetinescas, isto é, na minha opinião, de fato contos, inspiradas nas histórias de Nelson Rodrigues nos seus folhetins de A Vida como ela é. Oito histórias que têm em comum o fato de usarem o bar Calafath do título como uma personagem. Essa leitura não deve demorar. Já se foram cinco oitavos do livro, isto é, já li cinco das oito histórias que se passam em parte no Calafath. 

Também retomei a leitura de Madonna, uma vida rebelde, de Mary Gabriel. Eu iniciei a leitura desse tijolo de mais de oitocentas páginas em meados do ano passado. Li um pouco e dei uma pausa. Agora tento retomar. Tomara que conclua. Em todo caso, deve demorar. 

Quatro livros mais o Diário Estoico. Neste início de 2026 estou menos ambicioso do  que estava em 2025. No início de 2025 eu lia sete livros ao mesmo tempo. E consegui lê-los quase todos, com exceção deste que está registrado neste texto, Bom dia para nascer. 

Vamos ver como serão as leituras de 2026. 


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10, 12/01/2026. 

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