Neste final de inverno de 2026 em Porto Alegre, a cidade já respira ares de primavera
O inverno do hemisfério meridional de 2026 vai entrando no seu terço final e Porto Alegre já respira ares de primavera. Não que isso seja novidade. Já falei por aqui sobre a floração dos ipês amarelos, ainda no início de agosto. Junto com os ipês amarelos floresciam as flores de pata-de-vaca. Bem... Depois dos ipês amarelos, tivemos a floração dos ipês cor-de-rosa. Já, já vêm o jacarandá. Ih, rimou, olha lá!
E mesmo que os dias em que escrevo parecem muito com dias de inverno: nuvens, chuvisco, névoa… Não me parece que faz tanto frio assim. É cara de inverno, mas sem muita sensação de inverno. Pelo menos pra mim.
Se bem que quem costuma sinalizar mesmo a primavera são os sabiás, nas madrugadas menos frias, atiçados pela luz artificial da cidade. E aqui por onde moro, eles ainda estão quietos.
Há quem atribua essa primavera adiantada à crise climática. Pode ser. Acho inclusive que os especialistas no assunto endossam a tese. Para quem quiser ver, a crise climática está por tudo. Nas enchentes de 2023 e 2024. Por tudo. Para quem quiser ver.
Esta semana vimos as inundações no Himalaia, em especial no Nepal, em que vilas inteiras foram arrasadas. Devemos chamar aquilo de inundação? Avalanche de água e lama? Não sei. Foram imagens de nos horrorizar. Centenas de mortos, milhares de desaparecidos.
O mundo está mudando e a maioria de nós se omite. Talvez achemos que não há o que fazer. Como diz o ditado, “o que não tem solução, solucionado está”, ou algo assim.
Pois é.
Setembro vem chegando e logo, oficialmente, a primavera vem chegando.
Já desfrutamos dos ipês-amarelos, e desde há pouco dos ipês cor-de-rosa. Daqui a pouco vêm vem a flor do jacarandá. Olha lá.
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31/08/2026, 01/09/2026.
Presságios meu caro amigo. Só te digo uma coisa: há solução. Não há vontade. Portanto, como diz um amigo, "A vida é dura, porem cruel. Portanto, vivâmo-la e morrâmo-la sobre a qual". Não sei a autoria.
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