Desde o ano passado que não houve artigo da revista Piauí que me tenha chamado a atenção. Contudo na edição 141, de junho de 2018 , fui surpreendido por uma seleção de poemas de Abbas Kiarostami. Nas minhas ideias, eu pensava que Abbas Kiarostami era somente um cineasta iraniano. E confesso que não assisti a nenhum de seus filmes. Agora a revista Piauí publicou um conjunto de poemas de Kiarostami, que achei muito bons. Os poemas de Kiarostami são influenciados na forma pelo "Haikai", ou "Haiku". Estritamente parece que Kiarostami não segue a forma estrita do haikai - três versos, dezessete sílabas, uma estrofe com cinco, uma com sete, outra com cinco -, mas se inspira na concisão, e na apresentação de poemas sem títulos. A tradução, ou recriação, para o português é de Pedro Fonseca, e a promessa é que saia um livro em agosto próximo, como o nome provisório de "Nuvens de Algodão". Abaixo alguns dos que mais chamaram a atenção: -----------...
"Amanhã tenho que passar na editora". São mais ou menos essas as palavras de Paulo, personagem de Carlos Heitor Cony, no livro "Pessach, A Travessia". Um escritor tendo um escritor como personagem é quase metalinguagem. Mas frase veio recorrentemente à minha mente neste final de 2018. Um motivo era que a Editora Metamorfose me pediu para retirar os volumes a que teria direito, por conta da antologia "Palavras de Quinta", publicada num sistema de compartilhamento de custos. Quase simultaneamente, tinham acabado os volumes que eu tinha comigo, de outra antologia em que participei, a "Santa Sede 7, Crônicas de Botequim" (2016) , e entrei em contato com a Editora Buqui, para adquirir mais, já que os autores participantes da antologia podem comprá-los com um bom desconto. E, de repente, no meio dessas necessidades, acabei realmente por me sentir um escritor. Alguém que já teve textos publicados em livro. Foram três antologias até agora. A...
Pity nos deixou. O cachorrinho mais inteligente e educado com que convivi cotidianamente se foi. Com data de nascimento não sabida, estimo que estivesse com alguma coisa como quatorze ou quinze anos. Peludo, pelo longo, preto e branco, porte pequeno, lhasa-apso sem raça definida, Pity chegou resgatado pela Linda no bairro Anchieta. Sempre ficamos nos perguntando como um cão tão manso, doce e educado estava abandonado naquele arrabalde da cidade. Será que alguém teve coragem de largar um cachorro como ele? Ou será que foi roubado com algum carro e largado lá? Bom, ele nos deu muitas alegrias. Foi companhia fiel para todos da família. E inclusive foi pai de uma ninhada. Seu filhote Max continua. Em relação a ele, houve o registro em duas crônicas, e um poema. O poema Aflição de Cachorro e a crônica-conto Cabeçada de Cachorro foram registrados no blogue. A crônica memorialística Inventário de Cachorros foi publicada em Palavras de Quinta, livro coletânea, dos alunos da oficina literária...
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