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Em uma semana Luis Fernando Verissimo, na outra Mino Carta

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Lá se vão quatro anos desde que lamentei as mortes de Tarcísio Meira e Paulo José em um texto neste blogue . Estávamos então no segundo ano da peste, isto é, da pandemia de covid-19.  Pois agora por esses dias vamos nos despedindo de mais pessoas. Ou, pelo menos, eu vou me despedindo. Faz uma semana, comentei e lamentei o falecimento do escritor Luis Fernando Verissimo.  Dias depois veio a notícia da morte do jornalista Mino Carta.  Tornei-me intelectualmente próximo de Mino Carta entre o final do século passado e o início deste século XXI. Foi quando assinei por um tempo sua revista de notícias, a CartaCapital. Não lembro se quando eu assinei a revista sua periodicidade ainda era quinzenal, ou se já havia passado a ser semanal. Sei que eu estava a procura de um veículo informativo um pouco diferente do que eram as revistas Veja e Época à época. Assinei CartaCapital por alguns anos. Mino Carta era a, digamos, alma da revista. E foi por ela que acompanhei o noticiário nos ...

Eis a primavera de 2025

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Os dias agradáveis do final de agosto passado, e dos primeiros dias de setembro, e as dezenas de ipês-rosas em flor, não nos deixam enganar. É a primavera se apresentando. Mesmo que alguma frente fria ainda apareça e baixe as temperaturas.  Mesmo que chuvas enjoadas umedeçam mais alguns de nossos dias.  Mesmo que oficialmente a primavera austral só se inicie no próximo dia 22 de setembro.  Sim. Mesmo com a mudança climática, ou a crise climática, ou a catástrofe climática, chamem como quiserem, Porto Alegre continua tendo quatro estações.  E depois do solstício de inverno os dias começam a ficar mais longos. E podemos desfrutar mais do sol.  Os ipês-rosas em flor não nos deixam enganar. Nem, em menor número, os ipês-amarelos.  Na rua em que moro há uma fileira de quatro ipês-rosas. Os quatro floriram. E ao olhar para eles fico pensando que parece que alguém os adornou com as flores, tal qual muitos de nós fazemos com as árvores de Natal que montamos em noss...

Pequena Mona Lisa

O que há em um sorriso? O que há em um sorriso como o da Mona Lisa?  Há pouco estive em uma festa de debutantes. Não. Uma festa de debutante. Apenas uma moça debutava. Embora ali também houvesse umas tantas outras meninas, colegas daquela que naquela noite celebrava seu aniversário em grande estilo. Grande estilo ao menos para os convidados ali presentes.  De onde eu estava, e de onde eu podia ver, a debutante apenas sorria. Um sorriso como o da Mona Lisa. Contido. Discreto. Aparentemente feliz. Ali estava ela. Em seu vestido de princesa. Em uma festa de princesa. Em grande estilo. Ao menos para os convidados ali presentes. A entrada no salão, acompanhada pelos pais, em música de pompa. Era seguida pela fotógrafa e pelo cinegrafista oficiais do evento. Seguida pelas inúmeras lentes dos convidados a registrar os momentos.  Danças. Dança com o pai. Com o avô. Com o padrinho. Com um amigo (namorado?). Não lembro se valsava. Mas como valsa me soava. Faz-me recordar. Recordar ...

Diário – leituras – On the road, Pé na Estrada – Fim de leitura

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Já se vão alguns dias desde que, afinal, terminei de ler On the road, ou Pé na estrada; o clássico livro da  geração beatnik estadunidense, traduzido ao português brasileiro por Eduardo Bueno.  Antes, há relativamente pouco tempo, eu havia escrito um comentário sobre opções de tradução .  Agora, terminada a leitura, dá para escrever esse breve registro, como costumo fazer de uns tempos para cá. On the road, escrito nos anos 1950, narra as aventuras, chamemo-las aventuras, de Sal Paradise, um candidato a escritor e Dean Moriarty, seu amigo, por quem Sal tem certa veneração. As histórias narradas no livro acontecem no final dos anos 1940. Sal e Dean passam a maior parte da narrativa cruzando os Estados Unidos de leste a oeste, e vice-versa. As principais cidades, pontos de partida e chegada costumam ser Nova York e San Francisco, ou San Francisco e Nova York. Outra cidade bastante citada no livro é Denver. Também há passagens por Chicago e Nova Orleans. Várias outras cidade...

LFV (1936-2025)

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Desde a madrugada de sábado, 30 de agosto, o Brasil ficou um pouco mais triste. Pelo menos para aquela parte que apreciava o humor discreto do escritor Luis Fernando Verissimo. Ele nos deixou naquela madrugada após um relativamente longo ciclo de problemas de saúde, especialmente uma pneumonia e um AVC acontecidos há alguns anos.  Filho de Erico Verissimo, que é talvez o maior escritor sul riograndense de todos os tempos, Luis Fernando se tornou um autor com estilo próprio, diferente do pai. Ambos populares, cada qual a seu modo.  Os obituários tendem a ressaltar um homem econômico ao falar, e essa parece que foi uma característica que Luis Fernando Verissimo fez questão de cultivar.  E as memórias e recordações de amigos e colegas partem dos inícios da carreira. Ele foi colega de redação de muita gente. E trabalhou incansavelmente nessas redações.  Meu período de maior leitor de LFV é dos tempos em que eu costumava ler o jornal Zero Hora impresso. Tempos pré-interne...

Cara Vivi, sim, o Rio de Janeiro continua lindo. Apesar de tudo

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Na mensagem anterior, aquela que vai para o livro em homenagem ao Otto Lara Resende, onde teci loas à cidade do Rio de Janeiro, terminei concluindo que após quinze anos desde a vez anterior em que estive por lá, pelo Rio de Janeiro, já passava da hora de retornar.  Pois bem. Retornei.  E… Surpresa! Senti frio no Rio de Janeiro! Uma frente fria jogou temperaturas para cerca de dez graus nas madrugadas em que estive lá. Claro. Nada que assuste um porto-alegrense, mas foi diferente.  Foram quatro breves dias na Cidade Maravilhosa. De fato, nem isso. Daqui a pouco explico.  Desta vez sem turistadas. Tanto o Cristo Redentor, quanto o Pão de Açúcar, só de longe.  Na mensagem anterior lembrei como a cidade é permeada de História. E de histórias. Ela não foi capital da administração portuguesa, capital imperial e capital republicana, em uma sequência de quase duzentos anos impunemente. Aliás, tirarem-lhe a administração federal também não foi algo que foi feito impuneme...

Veronica Electronica, Madonna, Ray of Light

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Cara doutora, Recentemente li em algum caderno cultural, provavelmente na Folha de São Paulo, sobre o lançamento do álbum Veronica Electronica, da Madonna. Se trata da remixação (será que usei certo “remixação”?) de um conjunto de canções do álbum Ray of Light, que a artista lançou em 1998.  Uau! 1998! Lá se foram 27 anos.  Pelo que me lembro da reportagem, a ideia do álbum de remixes já vinha de 1998, mas Ray of Light fez tanto sucesso, vendeu tantas cópias, que esse álbum de remixes foi sendo adiado. Saiu agora.  Fico me perguntando sobre o motivo do nome Veronica Electronica. A parte “Electronica” do nome é bastante óbvia, ligando-o com a música eletrônica, aquela feita basicamente para chacoalhar o esqueleto em clubs e raves. Veronica é mais difícil. Há uma certa Santa Verônica de Jerusalém , relatada em hagiografias, embora não nos Evangelhos Canônicos. A sonoridade desse nome me faz pensar em vera, vero, verdadeiro, verdadeira. Será? Enfim, isso é só assuntinho....