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Cinco semanas de inverno, 2023

1. Mais uma semana com essas crônicas de enumeração de aparentes irrelevâncias. Segue o inverno. E talvez como sinal da crise climática, esta semana tivemos mais um ciclone. Ciclone este que não causou tantos estragos como dois dos anteriores.  Mas trouxe nova frente fria, que acabou com o veranico que nos aquecia.  Tivemos alguns dias de frio, como vem acontecendo até este sábado em que escrevo.  2. Se na semana anterior muita gente nos deixou, esta semana perdemos mais três mulheres artistas.  No mesmo dia 24 de julho nos deixaram as cantoras brasileiras Leny Andrade e Doris Monteiro.  No dia 26 saiu a notícia do falecimento de Sinéad O’Connor. Esta uma morte precoce, de uma artista de 56 anos. Vejo agora que nasci poucos dias após ela, em 1966. Muito ouvi Nothing Compares 2 U, no início dos anos 1990.  3. Para não ficarmos apenas em falecimentos, esta semana saiu a notícia que Mick Jagger comemorou seu aniversário de 80 anos com alguns amigos em uma boat...

Hebdomadário boêmio masterclássico stanislawiano – capítulo XXI

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A nova masterclass da Oficina Literária Santa Sede, a edição de 2023, começou dia 9 de março. Relatei isso antes. A edição deste ano homenageia Stanislaw Ponte Preta, alter ego, por assim dizer, do jornalista Sergio Porto. No dia 26 de julho continuaram as leituras das crônicas que irão compor um livro e um saite (ou blogue). Quinta semana de inverno, noite de frio não excessivamente frio.  Quando cheguei ao Apolinário naquela noite estavam à mesa, além do Rubem, o André, o Kauer, o Magnus, o Altino, e a Silvia. Tivemos a visita da Clau (Klau?). Depois ainda chegaria a Carol.  Naquela noite, às 21:30, o Grêmio jogaria a primeira partida da semifinal da Copa do Brasil contra o Flamengo, na Arena. O Grêmio perderia por 2 a 0. O  S.C. Internacional folgou. O prato de bateria sumiu. Segundo o Rubem, o tripé quebrou. Se quiser, procure por “tu dum tss” nos buscadores da internet (pode ser que a resposta venha como “ba dum tss”).  As leituras seguiram. O primeiro texto lid...

Sarau Santa Sede Safra 2023

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“Planejavas ir ao Sarau, amanhã? Saqueé, a Vanessa não poderá. Se fores, levarias a máquina fotográfica?” A consulta do Rubem me alcançou na noite de segunda-feira, 24 de julho.  Depois de desfazer minha confusão mental-referencial – eu confundia o dia do sarau, 25 de julho, com o dia do lançamento do livro Sessenta em frente, 3 de agosto – ficou combinado que sim, eu iria ao Sarau da Safra 2023 da Santa Sede, e levaria uma máquina fotográfica para registrar o evento. E como diria o então Capitão Nascimento, “missão dada, é missão cumprida.” Na terça, 25, lá estava eu para registrar o Sarau.  Com relação ao sarau anterior que eu havia ido, o nosso próprio para a Masterclass 2022, o Rubem resolveu mudar o leiaute. O palco foi trazido para a parte mais ao norte do Bar Apolinário, próximo ao caixa, e mais próximo da porta de entrada e saída. No sarau anterior o palco estava voltado para o sul, isto é, próximo à porta de acesso à cozinha.  Encontrei por lá o Altino, colega de...

Um mês de inverno, 2023

1. Esta semana se completou o primeiro mês do inverno no hemisfério sul neste ano de 2023. Como costumo dizer, o inverno em Porto Alegre não é assim, aqueeele inverno de temperaturas abaixo de zero, e frio de congelar. Sempre vale lembrar que Curitiba, que está mais próxima do Equador, tem temperaturas médias mais baixas que Porto Alegre.  Dito tudo isso, parece que a crise climática está ficando mais evidente.  Desde o final do outono até o momento, tivemos três ciclones percorrendo o litoral do Rio Grande do Sul, e causando estragos no continente, incluindo a Grande Porto Alegre. O mais recente deles causou ventos de mais de 100 km/h na cidade de Rio Grande, no litoral sul.  Esse mais recente ciclone também trouxe uma frente fria para o Rio Grande do Sul. No início desta semana tivemos temperaturas abaixo de dez graus em Porto Alegre.  Como somos fortes, depois da frente fria, uma onda de calor trouxe temperaturas máximas próximas de trinta graus à cidade. Podemos ...

Hebdomadário boêmio masterclássico stanislawiano – capítulo XX

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A nova masterclass da Oficina Literária Santa Sede, a edição de 2023, começou dia 9 de março. Relatei isso antes. A edição deste ano homenageia Stanislaw Ponte Preta, alter ego, por assim dizer, do jornalista Sergio Porto. No dia 19 de julho continuaram as leituras das crônicas que irão compor um livro e um saite (ou blogue). Eu novamente não fui. Continuava resfriado e a meteorologia prometia uma noite ainda bem fria. Mas, pelas fotos enviadas ao grupo no aplicativo de mensagens, o quórum estava ótimo. Uma foto registra, além do Rubem, a Carol, o Altino, o Tiago, o Gian, o André, o Ronaldo, o Magnus, e a Vivi. A Dio visitou a oficina naquela noite.  Naquela noite a dupla grenal não jogou. O prato de bateria continuava sobre a mesa. Se quiser, procure por “tu dum tss” nos buscadores da internet (pode ser que a resposta venha como “ba dum tss”).  As leituras seguiram, ou a leitura seguiu. Não sei quantos textos foram lidos. A única coisa certa foi que vi uma foto de um texto at...

Diário – cinema – Oppenheimer

Sexta-feira passada, 14 de julho, retornei a uma sala de cinema para assistir o filme Oppenheimer (Oppenheimer, Estados Unidos, 2023). Fazia mais de um ano que eu não entrava em um cinema. A vez anterior havia sido no último trimestre de 2021, provavelmente no final de outubro, para ver Duna .  É difícil falar do filme Oppenheimer porque ele aborda múltiplos aspectos.  Talvez eu deva começar dizendo que gostei do filme. Christopher Nolan, que é o diretor e roteirista, traça um retrato bastante humano de Julius Robert Oppenheimer, chamado de “pai da bomba atômica”. O físico que dirigiu a criação desta nova e apocalíptica arma, durante a Segunda Guerra Mundial, convencido que era necessário criar esse dispositivo antes que os nazistas o fizessem.  Além do retrato do ser humano por trás do cientista “pai da bomba”, Oppenheimer é também um filme bastante político. A primeira cena o coloca, Oppenheimer, diante de um comitê que analisa se sua credencial ao Comitê de Energia Atô...

Conheces um médico humanista?

Caro amigo, Conheces um geriatra humanista? E que atenda pelo convênio médico da firma?  Meu conceito simples de médico humanista seria aquele capaz de ver diante de si um paciente que é uma pessoa doente, e como pessoa deve ser tratado. Em geral minha experiência é que os médicos costumam ver um portador de uma doença qualquer, e se focam na doença; precisam lutar contra a doença, em vez de ver o que é possível fazer pelo paciente doente.  Por exemplo, tive uma consulta com um cardiologista para avaliar coração e sistema circulatório. Durante a consulta o doutor me disse que eu precisava parar de beber para uma boa evolução cardiológica. Eu sei que o consumo de álcool faz mal, mas eu não estava em busca de conselhos para meus hábitos de consumo. Eu queria um médico que me avaliasse e avaliasse tratamentos, se fossem necessários. Me senti diante de um pastor de almas, ou, talvez, diante de um coach de saúde.  Meses atrás comecei a ter um sintoma esdrúxulo. Consistia de um...