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Diário - Novelas - O Astro

Desde que iniciou, há duas semanas, tenho acompanhado a "macrossérie" O Astro. Está interessante. Após o início, em que a gente tenta adivinhar, relembrar quem fez qual papel na novela no final do anos 1970, podemos pensar mais nesta versão da história. Os protagonistas, Rodrigo Lombardi/Herculano e Carolina Ferraz/Amanda, estão segurando bem seus papéis. Daniel Filho faz um ainda meio indeciso Salomão Hayalla. E Aline Moraes faz uma espevitada Lili. Chama a atenção a rapidez da trama. Na minha memória, parece que as coisas demoravam muito para acontecer na velha novela, em especial o desenvolvimento da relação tensa de Márcio Hayalla e seu pai Salomão. Agora tudo parece muito mais rápido. Os tempos são outros. Se for verdade o que vi ou ouvi em algum lugar que a série terá uns 60 capítulos, irei acompanhar uma trama até quase o final de outubro. Por enquanto, a diversão está garantida. 25/07/2011.

"I've got a feeling" e Twitter

"I've got a feeling, a feeling deep inside, oh yeah Oh, yeah, that's right I've got a feeling, a feeling I can't hide, oh no no oh no, oh no..." Eu gosto e uso o  Twitter . É como um imenso sumário de um monte de coisas, no meu caso principalmente notícias. Contudo a coisa mais curiosa no Twitter ainda é "seguir" pessoas. Pela sua característica de permitir a publicação de mensagens com o máximo de 140 caracteres, é fácil que as pessoas exprimam uma série de chavões, que quem lê pode não entender muito bem o contexto. É comum a gente se pegar pensando "como assim?" Ontem por exemplo, vi um frase que era algo como "O problema de viver na província". Pelo que sei da pessoa que emitiu este comentário, tenho quase certeza que a província é esta província de São Pedro do Rio Grande do Sul, e provavelmente a pessoa esta se referindo às limitações de viver dentro uma periferia (o Rio Grande do Sul dentro do Brasil) em outra perifer...

Diário - cinema - Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 em 3D

Ontem fui assistir a segunda parte de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, filme que encerra as aventuras do personagem-título. Como informo no título, fui assistir a uma versão em 3D do filme. Foi por uma questão de conveniência. A sessão em 3D começava alguns minutos antes da sessão 2D, e esses minutos foram levados em consideração para voltar para casa. Assim vou reclamar novamente do 3D, como fiz no filme Thor. Não me parece que uma versão em 3D valorize mais um filme. De fato, só rende uns trocados a mais para os exibidores. Perspectivas amplas, que deveriam servir para valorizar a profundidade do 3D são um tanto problemáticos nas muitas cenas escuras deste filme. Se não fosse pelo horário, acho que teria feito melhor negócio se visse o filme em 2D. Sobre o filme, vamos dizer que fique no nível da parte 1 do mesmo título, ou seja, razoável. O detalhe sobre este filme é que ele é diferente do livro, segundo a minha vaga lembrança do livro. Algumas coisas são contadas de f...

Palavras de Sabedoria, ou a necessidade das coisas que nos não importantes

Uma amiga cristã, que se compraz na leitura da Bíblia, uma vez usou uma expressão que ela havia ouvido de outrem: "A Palavra de Deus se renova a cada dia." Claro que neste caso a Palavra de Deus é a Bíblia. Eu concordo com o que minha amiga disse, mas gostaria de fazer um comentário complementar. À medida em que o tempo vai acrescentando experiências à nossa vida, cada vez que nos voltamos para coisas que nos são importantes, como histórias que ajudam a moldar nosso caráter, olhamos para estas coisas com novos olhos. Nossas novas experiências renovaram o entendimento que tínhamos. Para os crentes valem as Escrituras Sagradas. Para os descrentes valem outras coisas (ou você nunca ouviu falar de alguém que leu mais de uma vez a Divina Comédia, de Dante?). É mais ou menos como o que dizem que o filósofo pré-socrático Heráclito disse sobre ser impossível que o mesmo homem banhe-se no mesmo rio duas vezes. Impossível porque com o passar do tempo muda o homem, e mudam as águ...

Diário - Leituras - A História

Estou lendo "A História", ou, como diz o sub-título, "A Bíblia contada como uma só história do começo ao fim". E se trata de uma seleção de trechos da Bíblia, de forma a tornar a leitura mais fácil e mais rápida. Para ligar, ou preencher o vácuo dos trechos excluídos, há pequenas narrativas, ou explicações. Mas a maior parte do livro são mesmo seleções de trechos da Bíblia, neste caso, na versão da Editora Paulus, isto é, a versão que no Brasil é chamada de "A Bíblia de Jerusalém". É uma versão de uma compilação produzida pela Editora Zondervan, que, nos Estados Unidos produz literatura evangélica. Aqui no Brasil, saiu pela Editora Sextante, que é mais conhecida por livros de auto-ajuda. Uma das coisas curiosas a respeito desta publicação é que quem organizou a obra teve pudores de não se revelar. Como se ninguém tivesse sido responsável pela escolha dos trechos selecionados. Vivemos tempos de obras facilitadoras aos potenciais leitores. Estão aí as...

Estado Burguês

Marxistas puros e duros, e mesmo marxistas vulgares (marxistas puros são aqueles que leram o livro O Capital, de Karl Marx; marxistas vulgares são aqueles que só leram O Manifesto Comunistas, ou o Manifesto do Partido Comunista e alguns comentaristas e vulgarizadores da obra do filósofo alemão. Há ainda uma vertente de adeptos dos irmãos Groucho e Harpo Marx) dizem que, com a Revolução Francesa de 1789, a burguesia chegou ao poder no ocidente. Nos livros de História, aqui no Brasil, eu pelo menos aprendi, até a primeira metade da década de 1980, que a Revolução Francesa de 1789 serviu para "acabar com o Feudalismo na Europa", e que o poder político passou da Nobreza para a Burguesia. Parece que estes mesmos conceitos acabaram sendo transmitidos para meu filho que está no início do segundo grau. Ele havia decorado os conceitos, mas não me respondeu satisfatoriamente o que significava feudalismo, nem nobreza, nem burguesia. Vamos tentar conceituar isso tudo. O Feudalismo fo...

"Minha pedra é ametista..."

"Minha pedra é ametista..." "...minha cor o amarelo." Pois é. Ontem a voz de João Bosco anunciou o início da nova versão da novela “O Astro”, na Rede Globo de Televisão. A nova versão da novela não é chamada de novela, mas de "macrossérie", com cerca de 60 capítulo, em contraposição aos mais de 180 (na verdade não faço ideia de quantos capítulos tinha a primeira versão de “O Astro”) da novela de 1978. As referências ao lançamento da macrossérie ocuparam cinco dos "trending topics" do Twitter, ontem à noite. Dito tudo isso, ficam as questões sobre porquê a Rede Globo resolveu lançar uma nova versão de “O Astro”. Eu estive comentando em casa que seria muito difícil que a macrossérie pudesse reprisar o sucesso da novela original dos final dos anos 1970. Naquela época a TV Globo era um monopólio na TV, muito mais que hoje, com Record incomodando e canais por assinatura, sem contar a Internet. Mas possivelmente a Globo esteja atrás do "suce...