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Para não esquecer Eduardo Fösch dos Santos

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Para não esquecer Eduardo Fösch dos Santos Hoje estive em uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa, aqui do Rio Grande do Sul. Era mais uma manifestação para manter viva a memória de Eduardo Vinicius Fösch dos Santos, um jovem, filho de pai negro e mãe branca, mulato portanto, de tez negra, negro portanto, falecido muito prematuramente após uma festa em um condomínio chique na zona sul de Porto Alegre. Voltaremos a isso. A manifestação reuniu amigos de Dudu, como ele era carinhosamente lembrado, mais parentes e amigos dos pais. Cerca de 100 pessoas. A manifestação foi marcada para aquele local, pois a família iria entregar à Comissão de Cidadania e Direitos Humanos um pedido para acompanhar o inquérito que apura responsabilidades pela morte do rapaz. A manifestação estrangulou o trânsito na Rua Duque de Caxias. Uma faixa denunciava o caso de um menor de idade ter sido assassinado num condomínio de alto padrão na zona sul da cidade. E os m...

Fim do Folhetim de Oscar Bessi - "Leão nas Dunas"

Fim do Folhetim de Oscar Bessi - "Leão nas Dunas" Pois chegou ao fim o folhetim, a novela em capítulos publicada em um blogue na Internet, "Leão nas Dunas". Como eu disse, não é uma obra prima, mas é divertida, e prende a atenção. O autor teve a inteligência de criar capítulos curtos, divulgando a obra ao ritmo de um capítulo por dia. Qualquer porto-alegrense vai logo se identificar a história, com aquele início meio bizarro, de um detetive particular investigando um caso de adultério, e quase sendo assassinado logo no início da história, e isso num final de ano, provavelmente no final de 2014, e início de 2015. E logo este detetive tem um novo contrato de investigação, de roubo de um notebook no litoral, na cidade de Tramandaí. E quem for um pouco mais velho, vai ficar impressionado que Edgar Leão, o personagem principal, em pleno século XXI viaje para o litoral num Ford Maverick, um automóvel presumivelmente com mais de quarenta anos. Le...

E morreu Eduardo Galeano...

E morreu Eduardo Galeano ... E morreu Eduardo Galeano. O escritor uruguaio tinha 74 anos e sofria de um câncer que, afinal, o levou. Sua obra "As Veias Abertas da América Latina" se tornou um clássico do pensamento esquerdista na América do título, e mesmo para além dela. Por exemplo, a obra ficou entre as dez mais vendidas na Amazon , depois que o então líder venezuelano, Hugo Chavez, deu um exemplar a Barack Obama, em 2009. Eu a li faz não muito tempo ... Contudo, nos necrológios publicados hoje, é informado que o autor estava enfadado da sua obra mais famosa. Diz que se a tivesse que ler novamente, desmaiaria morto, possivelmente de tédio. Pois é, mudou o homem, mudamos todos. Mas, infelizmente esta obra, “As Veias Abertas da América Latina”, continua atual, apesar de seus mais de 40 anos desde a primeira publicação. Mas Galeano foi escritor de várias obras, um contador de histórias, que publicou mais coisas sobre a América Latina, e também so...

Diário - teatro - Stomp

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Diário - teatro - Stomp . . O grupo britânico Stomp está em Porto Alegre para apresentar seu show. Eu coloquei "teatro" no título deste texto, mas o show é basicamente de música e dança. Uma música bastante básica, primitiva, somente percussão e ritmo, mas bastante envolvente, empolgante mesmo para parte da audiência. E a peculiaridade deste grupo é que eles extraem a sua música de objetos comuns do nosso cotidiano, além do próprio corpo. Isto é, os ritmos são compostos de palmas, sapateado, estalar de dedos; e da batida de vassouras, panelas, caixas de fósforo, latas de todo tamanho, toneis de metal ou de plástico. Mesmo de sacos plásticos e de carrinhos de supermercado os componentes do grupo extraíram ritmo. E talvez o mais surpreendente tenha sido o aparecimento no palco de pias de cozinha, sempre gerando esta música primitiva. Tudo com muita dança (os artistas devem ter um grande dispêndio de energia durante o show), e temperado com algumas es...

Lendo Folhetim

Lendo Folhetim Eu, que gosto tanto de ler livros, neste momento estou lendo livro nenhum. Mas posso dizer que estou acompanhando um folhetim. Através de um blogue. Não que isso seja novidade. No século XIX romances eram publicados em capítulos nos jornais. E desde o final do século XX, ou início do XXI, as pessoas têm tido oportunidade de publicar suas histórias na teia. Dito tudo isso, estou lendo o folhetim "Leão nas Dunas", de Oscar Bessi, em um blogue do jornal Correio do Povo.  Hoje já foi o capítulo 61. São capítulos curtos. A história conta as aventuras do detetive particular, ex-policial, Edgar Leão, o Leão do título. Como foi dito é um detetive particular que tem um escritório em Porto Alegre, e é contratado para recuperar um notebook roubado de uma casa no litoral gaúcho, com algumas reviravoltas desde o início da trama. Não é uma obra que se diga "puxa! que obra prima!", mas distrai e diverte. De quebra, é legal isso de ler ...

Diário - cinema - Fury (ou, se você preferir, "Corações de Ferro")

Diário - cinema - Fury (ou, se você preferir, "Corações de Ferro") "Fury" (Estados Unidos, 2014) é um filme sobre a tripulação de um tanque de guerra, modelo Sherman , no final da Segunda Guerra Mundial. Fury é o apelido daquele tanque em especial. "Corações de Ferro" é uma espécie de acréscimo poético para dar mais algum sentido ao filme, os membros da tripulação do tanque tem “corações de ferro”, poeticamente se acrescentaria, “forjado nas batalhas”. No comando do Fury está o sargento Don "Wardaddy" Collier (Brad Pitt). Ele comanda Boyd (Shia LaBeouf), "Gordo" (Michael Peña) e Grady (Jon Bernthal). A eles vem se juntar o recruta Norman Ellison (Logan Lerman, o garoto da série "Percy Jackson"), para substituir uma baixa da tripulação em recente batalha. O elenco funciona muito bem, até Shia Labeouf se torna um ator convincente. O filme não parece ter nenhuma história sensacional, apenas mostra o cotidiano desta tr...

Diário - cinema - O Jogo da Imitação

Diário - cinema - O Jogo da Imitação "O Jogo da Imitação" ("The Imitation Game", Estados Unidos/Reino Unido, 2014) é um filme que conta parte da vida do matemático britânico Alan Turing, e sua participação para decifrar o sistema de encriptação de comunicações da máquina de guerra da Alemanha Nazista. Para tanto, ele elabora uma máquina que vai se tornar um protocomputador. Benedict Cumberbatch é o ator que encarna Alan Turing nesse filme. Cumberbatch cria um Turing extremamente inteligente, e, ao mesmo tempo, incapaz de perceber as sutilezas dos relacionamentos sociais. É notável como ele é incapaz de perceber ironias, muitas vezes tem total desconsideração pelos sentimentos alheios, e tem uma autoconfiança que se torna soberba. Acredito que quem ver o filme verá uma semelhança notável entre o Turing encarnado por Cumberbatch, e o Sheldon, do seriado televisivo "The Big Bang Theory", papel do ator Jim Parsons. Coincidência? É um fil...