Jussara Fösch e o paradoxo da rede social
Esta semana a rede social do livro dos rostos me lembrou do aniversário de Jussara Fösch.
De fato, seriam 59 anos no dia em que escrevo (30 de março).
Recebi o lembrete, e escrevi no perfil dela nessa rede – congelado como um memorial –, expressando minha saudade por uma pessoa que partiu muito mais cedo do que nós esperávamos, ou, pelo menos, que eu esperava.
Afinal era relativamente jovem – mais jovem que a idade média projetada para as mulheres brasileiras –; tinha acesso à medicina preventiva, apesar das condições que vêm com o tempo, a exemplo da hipertensão; não era sedentária.
São as coisas que não se explicam.
Uma mui sumária cronologia, que nesse caso relaciono a mim, diria que os últimos dias de Jussara em 2024 foram seu aniversário, em 30 de março, quando completou 58 anos; a presença com que ela me felicitou no lançamento do meu livro Confinado, um diário da peste, no dia 5 de abril; a notícia que ela teve um mal súbito e foi internada em uma UTI, em 12 de abril; o seu passamento no dia 16 seguinte. Comentei sobre isso quando a perdemos.
É coisa sem explicação.
Feliz aniversário, Jussara! Gostaria que estivesses conosco!
A rede social continua lá, seja esse lá lá onde estiver, alcançável por algum dispositivo com acesso à internet. O perfil congelado de Jussara também. Talvez esse ritual se repita no ano que vem. Talvez não.
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Uma foto tirada durante uma confraternização pelos 50 anos da Jussara, em 2016
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30/03/2025, 01/04/2025.
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