terça-feira, 12 de setembro de 2017

Diário - cinema - Negação


Diário - cinema - Negação


"Negação" ("Denial", Estados Unidos / Reino Unido, 2016) é um drama sobre a contestação que um negador do Holocausto moveu por difamação no Reino Unido contra a historiadora, especialista em Holocausto, Deborah Lipstadt. O filme tem Rachel Weisz no papel de Lipstadt, e Timothy Spall como o ideólogo neonazista David Irving.
A questão colocada era que Irving não queria ser chamado de negador do holocausto, uma vez que, segundo ele, sequer teria havido um holocausto. Pela lei inglesa cabia ao difamador, no caso Lipstadt, provar que não havia caluniado, apenas chamado pelo nome o que as coisas são.
Mas como provar que houve um holocausto, diante de uma corte inglesa, quase 50 anos depois dos fatos acontecidos? É nisso que a equipe de defesa de Lipstadt vai tentar se concentrar, para provar que Irving mentia quando negava o holocausto. E é de fato uma estratégia curiosa a da equipe, talvez chocante para o espectador.
Um filme, baseado em fatos acontecidos, para mostrar que pós-verdade pode ser um substantivo muito comentado hoje, mas é algo que existe há muito tempo.


06/06/2017.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Tempo de Comentar Filmes

Tempo de Comentar Filmes


Se em março, eu tinha esperanças de comentar todos os filmes que tinha visto até então, no início deste ano, incluindo os candidatos ao Oscar, posso dizer que consegui.
Pelo menos em parte.
Eis aí publicado o comentário do filme "Kong".
Vale sobretudo como exercício de escrita, porque esses comentários vêm muito atrasados em relação à época que os filmes foram lançados no cinema.
É isso. E Está valendo mesmo assim.

11/09/2017.

Diário - cinema - Kong: A Ilha da Caveira


Diário - cinema - Kong: A Ilha da Caveira


"Kong: A Ilha da Caveira" (Kong: Skull Island, 2017) é mais uma versão cinematográfica sobre um gorila gigante, que vive em uma ilha remota e desconhecida, e é descoberto pelo moderno homem civilizado. Também pode ser encarado como uma variação da história de "a bela e a fera", embora nesse mais recente filme, a mocinha Mason Weaver (Brie Larson) não seja uma dama que seduz e implora proteção do bichão.
King Kong já é uma figura marcante da cultura pop, com inúmeros filmes, desde a primeira versão, em 1933, pela RKO, onde, levado por seus captores, ele acaba escalando o Empire State Building. Na minha infância tive a oportunidade de assistir a versão de 1976, com Jeff Bridges e Jessica Lange. Houve até um álbum de figurinhas que foi vendido à gurizada da época. Pouco tempo depois, foi feita no Brasil uma comédia paródia chamada Costinha e o King Mong. Antes disso os japoneses já haviam colocado o gorila para lutar com Godzilla, na década de 1960. Também houve um desenho animado nos anos 1960, que chegou a passar na TV brasileira, na década seguinte. E, por fim, o diretor Peter Jackson rodou um "remake" mais fiel ao clássico de 1933, em 2005.
Neste filme, uma equipe de pesquisa consegue a escolta de parte do exército estadunidense, que está deixando o Vietnã no início da década de 1970, para explorar uma ilha desconhecida. Lá eles vão encontrar formas estranhas e gigantescas de vida, entre elas, Kong, que é chamado de "rei da ilha" por um grupo indígena que vive por lá.
Diferente nesse filme, em relação aos anteriores, é que Kong não chega a ser removido da ilha. Além disso, o filme tem um viés mais ecológico, digamos assim.
Gostei do papel de Brie Larson como fotógrafa da expedição. Dizem até que ela realmente tirou as fotos que são mostradas no filme. E como fotógrafa dos anos 1970 ela teve que fotografar com película. Talvez a Kodak agradecesse. Eu gostei, mas acho que para certas cenas, ela teria que ter trocado de lentes, e isso não é mostrado no filme.
Esse filme também parece ser parte de um universo do qual faz parte o Godzilla que apareceu no filme de 2014.
Enfim, vale (ou valeu) a pipoca.



05/06/2017.

domingo, 3 de setembro de 2017

Sarau Palavra Falada com Fernanda Mellvee - 26/07/2017


Sarau Palavra Falada com Fernanda Mellvee - 26/07/2017



O Sarau Palavra Falada de julho de 2017 foi com a escritora, professora e mestranda Fernanda Mellvee.
Mellvee dominou a cena, e por quase uma hora deu uma aula, ou como disse alguém outro, fez uma apresentação, sobre literatura russa do século XIX. Ela comentou livros de Turgueniev, Dostoievski e Tolstoi.
Faltou tempo para que ela falasse sobre Tchekhov, o que deve ter acontecido no sarau seguinte, em 30/08/2017, ao qual não consegui comparecer.
O que foi realmente interessante foi falar sobre obras menos conhecidas de autores consagrados como Dostoievski e Tolstoi. Sobre a novela "O Diabo", de Tolstoi, por exemplo, eu nunca havia ouvido falar. Uma novela que ainda conta com dois finais alternativos.
Assim, salve o Sarau Palavra Falada, e salve Fernanda Mellvee por conta da sua divulgação da literatura russa do século XIX. Tão distante, tão diferente, e, ao mesmo tempo, tão semelhante a nós.
Esta edição contou ainda com a participação de Adriana Stein, que leu um singelo poema em homenagem à Ana Mello, que fazia aniversário naquela semana.


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02/09/2017.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Diário - cinema - Silêncio


Diário - cinema - Silêncio


"Silêncio" ("Silence", Estados Unidos, 2016) é um drama histórico que retrata a perseguição a cristãos no Japão durante o século XVII. No caso, os padres jesuítas Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver) partem de Macau para o Japão, a procura de padre Ferreira, que havia sido mentor de ambos, e que agora foi dado como apóstata. Para serem guiados no arquipélago eles encontram um japonês expatriado, Kichijiro (Yosuke Kubosuka), que deverá lhes servir de intérprete.
No Japão a situação dos cristãos é de fato dura. Estão sujeitos à perseguição e à tortura para que renunciem à sua fé.
O filme é baseado em um romance homônimo escrito pelo japonês Shusaku Endo.
É outro filme longo (161 minutos), mas que gostei bastante.
Acabou gerando uma espécie de crônica mais longa, a qual pretendo publicar em breve.
É um bom filme. Um filme para refletir sobre valores, sobre religião e fé. Também um projeto há muito desejado pelo diretor Martin Scorcese. Um projeto que gerou um trabalho muito bom.

05/06/2017.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Diário - cinema - Toni Erdmann


Diário - cinema - Toni Erdmann


"Toni Erdmann" (Áustria / Alemanha, 2016) é um filme que se equilibra entre o drama e a comédia, com mais ênfase nesta última. Winfried Conrad (Peter Simonischeck) é um professor de música, meio hippie, meio amalucado, que vive com seu cachorro e gosta de pregar peças em quem estiver por perto. Ele é pai de Ines (Sandra Hüller), uma executiva e consultora, lutando por seus negócios na Romênia.
Quando seu cachorro morre, Winfried viaja para a Romênia tentando reconquistar o afeto da filha, o que será bem difícil. Ele acaba assumindo um papel, o de Toni Erdmann, o qual poderá tanto ajudar, quanto atrapalhar, as aspirações da filha em seu trabalho como consultora.
É um filme longo (162 minutos) e que tenta tratar com leveza alguns temas pesados:  competitividade no trabalho, desemprego, laços familiares.
O filme fez boa carreira internacional, inclusive sendo candidato a melhor filme estrangeiro no Oscar.
Foi legal ter assistido.


05/06/2017.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Diário - cinema - Fences


Diário - cinema - Fences


"Fences - Um Limite Entre Nós" ("Fences", Estados Unidos, 2016) é um drama baseado na peça de teatro homônima, escrita por August Wilson.
Na Pittsburgh dos anos 1950, Troy Maxson (Denzel Washington) é um lixeiro, e também um jogador de beisebol frustrado.
É um drama pesado, denso e longo (o filme tem 139 minutos). Mostra como o racismo pode se transformar em abuso, pode levar ao crime, e pode transformar tudo em frustração, autoengano e raiva.
O filme é também uma demonstração da capacidade de interpretação de Denzel Washington e Viola Davis. Denzel também dirige o filme.
Um belo filme, embora bastante triste.

05/06/2017.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Diário - cinema - Logan


Diário - cinema - Logan


Em algum momento no futuro, os mutantes não mais nascem, e boa parte dos que existiam foi morta. Nesse mundo, num futuro próximo, Logan ou o Wolverine (Hugh Jackman) vai sobrevivendo como pode, e protege o professor Xavier (Patrick Stewart), o qual está ficando demente, e tem convulsões que tumultuam tudo ao redor. Nesse meio tempo, uma mulher mexicana vem pedir a ele ajuda, para cuidar de uma criança. Essa criança é Laura (Dafne Keen), uma menina que tem garras parecidas com as de Wolverine, e é caçada por uma grande corporação como uma "propriedade intelectual" (de fato, ela é resultado de um experimento biomédico). Esta é, de maneira bem resumida, a trama de "Logan" (Estados Unidos, 2017).
Mais um filme sobre os X-Men, este filme é como uma despedida para Hugh Jackman do papel que o tornou tão conhecido.
Tem as perseguições, explosões e lutas de costume. No caso das lutas elas estão um pouco mais violentas e explícitas do que talvez estejamos acostumados.
A senilidade do professor Xavier, o surgimento de uma criança na trama, e a própria decadência física de Wolverine, dão um grau de drama e densidade a mais em "Logan". O que fez com que eu achasse o filme melhor do que os demais filmes da franquia, que tenho visto.

05/06/2017.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Diário - cinema - La La Land


Diário - cinema - La La Land


"La La Land" (Estados Unidos, 2016) é um filme que parece bastante anacrônico. Afinal, em pleno século XXI, é bastante incomum a produção de musicais, exceto, talvez, nas animações da Disney.
No filme temos o casal composto por Sebastian (Ryan Gosling) e Mia (Emma Stone) vivendo em Los Angeles. Ela uma garçonete que aspira a se tornar atriz. Ele um músico profissional que faz diversos bicos (por exemplo, tocando piano em restaurantes chiques) e quer se tornar dono de um "jazz club", isto é, uma espécie de bar com música ao vivo, música esta com foco em variações do jazz.
Como em muitos filmes românticos, este também começa com desentendimentos entre o casal, até que um relacionamento possa engrenar.
É um musical, tem momentos de comédia, e momentos de drama, e é um filme que é capaz de rir de si mesmo em alguns momentos, o que faz com que afinal o espectador saia do cinema com uma experiência legal.
Em todo caso, prevejo um filme que será reprisado e reprisado nas tardes da TV aberta.


05/06/2017.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Sarau Palavra Falada no Café do Margs - 28/06/2017

Sarau Palavra Falada no Café do Margs - 28/06/2017


A edição de junho do Sarau da Palavra Falada no Café do MARGS teve como convidada a jornalista e escritora Priscila Pasko. Foi no dia 28 passado.
Priscila é responsável pelo blogue Veredas, no saite Nonada, onde ela divulga a literatura produzida por mulheres, desde 2015.
Ao contrário de outros saraus que presenciei, Priscila se dedicou à leitura de contos, mais longos ou mais curtos. Ela leu, por exemplo, Marilene Felinto e Clarice Lispector.
A escritora Ana Mello, promotora do sarau, leu texto de Laís Schaff, e poema de Dênia Bazanella.
Participaram ainda das leituras o escritor Tiago Pedroso, com textos de Vanessa Cons, e da própria Ana Mello. O escritor Djalma Filho leu poemas de sua própria lavra.
Houve ainda um jovem cujo nome não consegui registrar que leu um texto feminista do final de século XIX.
A desenvoltura de Priscila Pasko fez com que o sarau fluisse. Cerca de vinte pessoas estiveram presentes.

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18/07/2017.