domingo, 12 de março de 2017

Um Comentário sobre o Super Bowl LI


Um Comentário sobre o Super Bowl LI


O Super Bowl LI (isto é, "51") aconteceu dia 5 de fevereiro passado, em Houston, Texas, opondo New England Patriots, campeão da conferência americana ("AFC") ao Atlanta Falcons, campeão da conferência nacional "NFC").
Ao contrário de anos recentes, resolvi assistir à decisão em casa, em vez de ir ao cinema. Durante os jogos de "playoff", isto é, semifinais e finais de conferência, eu havia achado que o time de Atlanta vinha muito bem, com um leve favoritismo. Simpatizante dos Patriots que sou, não quis ir ao cinema ouvir gracinhas dos torcedores adversários.
Atlanta foi muito bem nos "playoffs" como eu disse. Venceu Seattle Seahawks por 36 a 20, e o Green Bay Packers por 44 a 21, sendo que esta última vitória, contra Green Bay, foi muito convincente. O que marcou o favoritismo de Atlanta, segundo o meu julgamento.
New England passou por Houston Texans (34 a 16) e Pittsburg Steelers (36 a 17) para chegar ao Super Bowl. Foram vitórias tranquilas mas contra times que tiveram desempenho menor que Seattle ou Green Bay. Mais um motivo pelo qual eu achava Atlanta favorito.
O jogo começou tenso.
Um jogo de futebol americano tem duas metades, cada uma delas divididas em dois quartos. O primeiro quarto não teve marcação de pontos.
No segundo quarto, Atlanta deslanchou, foram dois touchdowns de ataque, mais um pela defesa. No final New England fez um field goal e descontou. Resultado do primeiro tempo: Atlanta 21, New England 3. O favoritismo que eu havia previsto estava acontecendo.
Logo no início do terceiro quarto, Atlanta faz mais um touchdown. 28 a 3, o jogo parecia decidido.
Antes do final do terceiro quarto, New England ainda fez um touchdown, mas o chutador Stephen Gotkowski errou o extra point. 28 a 9 para o início do quarto final.
No quarto quarto praticamente só deu Patriots. Primeiro com um field goal de 33 jardas, por Gotkowski. Depois com 8 pontos, por conta de uma bola perdida por Atlanta em seu próprio campo. Os Patriots fizeram 6 pontos com Amendola, e depois mais 2 com James White. 28 a 20. Faltavam cerca de 6 minutos para acabar o jogo.
Então Atlanta teve a chance de acabar com o jogo. Com rápidas jogadas, Matt Ryan conseguiu colocar seu time a 22 jardas do campo de ataque. Se pontuassem então, ficaria muito mais difícil para os Patriots virar o jogo. Ficaria no mínimo 31 a 20. Contudo, por conta de uma série de faltas, o time de Atlanta andou para trás, e, em lugar de fazer pontos, teve de devolver a bola.
Faltavam três minutos e meio para o fim do jogo. Aí, New England começou a acertar, e Atlanta não conseguia se defender de maneira efetiva. Houve inclusive uma "jogada mágica", com Julian Edelman aparando uma bola entre as pernas de três defensores de Atlanta. No final mais 6 pontos por White, e 2 por Amendola. 28 a 28. Fim de jogo, definindo uma prorrogação, pela primeira vez em uma partida de Super Bowl.
Os Patriots venceram no cara ou coroa, e começaram com a bola. E em cinco jogadas, os Patriots chegaram à área de pontuação. Depois de um passe incompleto, James White conseguiu completar um touchdown, o que decretou a maior virada da história do Super Bowl, e a morte súbita de Atlanta. 34 a 28. Fim de jogo. Patriots campeão do Super Bowl LI.
Quando o jogo terminou eu não conseguia acreditar. Foi uma virada impossível. Ou quase.
O que aconteceu?
As explicações mais comuns passam pelo cansaço, principalmente da defesa de Atlanta, e pelo fato de New England nunca se dar por vencido. Isso teria feito com que no quarto final do jogo o momento psicológico passasse aos Patriots.
Enfim, explicações não dão conta do que foi o jogo. Só quem assistiu tem ideia do que viu.

27/02/2017.

Sequência de filmes - aguardando o Oscar (III)


Sequência de filmes - aguardando o Oscar (III)


De fato, já não se trata de aguardar o Oscar, que já aconteceu. O melhor filme segundo a Academia de Ciências Cinematográficas foi o filme “Moonlight”, que aqui no Brasil recebeu o complemento de “Sob a Luz do Luar”.
Mas se tratou de ver os filmes que concorriam. Assim, dei sequência às idas ao cinema:
  • 01/03/2017 - La La Land;
  • 04/03/2017 - Fences, um Limite entre Nós.
Com isso, deve ter sido a primeira vez na minha vida que assisti a todos os filmes que concorriam ao Oscar, com o extra de assistir a um dos concorrentes a melhor filme estrangeiro, “Toni Erdmann”.
Além desses, ainda houve tempo para assistir a “Logan”. Foi em 02/03/2017.
Tomara que eu consiga comentar todos esses filmes.



12/03/2017.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Sequência de filmes - aguardando o Oscar (II)


Sequência de filmes - aguardando o Oscar (II)



Continuando as idas ao cinema para ver alguns dos filmes concorrentes ao Oscar neste ano.


  • 21/02/2017 - Lion
  • 25/02/2017 - Moonlight


Faltam ainda “La La Land” e “Fences”, que esqueci de citar antes.


27/02/2017.

Sequência de filmes - aguardando o Oscar

Sequência de filmes - aguardando o Oscar



Por esses dias, tenho ido ao cinema ver alguns dos filmes concorrentes ao Oscar neste ano. Parece que resolveram lançar os filmes próximas da festa estadunidense, durante o ano, o concorrente que assisti, foi “A Chegada”, já comentado aqui.


  • 10/02/2017 - Estrelas Além do Tempo
  • 11/02/2017 - Até o Último Homem
  • 12/02/2017 - A Qualquer Custo
  • 14/02/2017 - Manchester à Beira Mar


De quebra, ainda vimos um filme alemão, concorrente ao Oscar de Filme Estrangeiro, “Toni Eerdmann” (17/02/2017).
Faltam ainda dois concorrentes: “Lion”, “Moonlight” e, talvez o mais comentado, “La La Land”.
Voltaremos ao assunto.


20/02/2017.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Diário - filmes - Bling Ring, A Gangue de Hollywood


Diário - filmes - Bling Ring, A Gangue de Hollywood


Assisti esses dias o filme "Bling Ring: A Gangue de Hollywood" ("The Bling Ring", Estados Unidos, 2013), e o considerei bastante divertido, talvez questionador.
O filme, escrito e dirigido por Sofia Coppola, trata de um grupo de adolescentes de classe média de Los Angeles, que começa a invadir as mansões de celebridades locais, para furtar dinheiro e pertences variados - joias, relógios, bolsas, roupas, sapatos, óculos. É baseado em fatos reais, relatados em artigo da revista Vanity Fair. Entre os famosos que têm suas mansões invadidas estão Paris Hilton, Orlando Bloom e Lindsay Lohan. A casa de Paris Hilton, segundo dizem, foi invadida cinco vezes.
Estrelam o filme Katie Chang (como Rebecca Ahn), Israel Broussard (Marc Hall), Emma Watson (Nicki Moore), Taissa Farmiga (Sam Moore) e Claire Julien (Chloe Tainer).
São jovens de classe média alta, que vivem vidas confortáveis, de acordo com as casas que são mostradas no filme. Se fossem pobres, estariam preocupados com a sobrevivência de cada dia. Se fossem ricas não aspirariam à vida das celebridades, seriam as próprias celebridades. Eram jovens de classe média, mas eles queriam mais. Talvez viver como as celebridades que eles podiam ver nos saites de fofoca na internet, ou nas revistas, como a própria Vanity Fair, ou a Vogue.
E se eles aspiravam a ser como as celebridades, por que não invadir as mansões desses famosos, quando eles estivessem fora e pegar algumas "lembranças"? Melhor ainda: comentar com os amigos, e ostentar os novos pertences nas redes sociais.
Uma curiosidade do filme, entre outras, é a mansão de Paris Hilton. Parece que ela cedeu o local para as filmagens. A casa é um verdadeiro altar ao ego de Hilton, com fotos dela espalhadas por todo lado.
Um filme divertido, curto, e que vale como um pequeno tratado de sociologia.




05/02/2017.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Diário - leituras - Toda luz que não podemos ver


Diário - leituras - Toda luz que não podemos ver


"Toda luz que não podemos ver" conta uma história ambientada imediatamente antes e durante a Segunda Guerra Mundial. Conta a história de Marie-Clare LeBlanc, uma menina francesa, filha de um funcionário do museu natural, moradora de Paris, que fica cega aos seis anos, por uma doença degenerativa. E também conta a história de Werner Pfennig, um menino alemão órfão, cujo pai morreu num acidente nas minas da região do Ruhr.
Ela, por conta da atividade de seu pai, continua uma menina curiosa, e relativamente feliz dentro de suas limitações. Ele é um menino muito esperto que aprende a consertar aparelhos de rádio muito cedo.
Com esse foco em duas crianças, que estão se tornando adolescentes durante a guerra, a história consegue conter uma certa inocência, contra a crueza do que foi aquela guerra na Europa.
Como pano de fundo, a ambientação na cidade francesa de Saint-Malo, e a busca por um raro diamante, que pode conter uma maldição.
“Toda luz que não podemos ver”. Pela metáfora óbvia de uma personagem deficiente visual, mas também pelas divagações físico filosóficas sobre a capacidade do ser humano de enxergar a luz (não enxergamos todo o espectro da radiação), ou, no caso das atividades de Werner, as ondas de rádio.
É uma história cativante, em alguns momentos comovente. Foi uma boa leitura.

DOERR, Anthony. Toda luz que não podemos ver. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2015.


13/07/2016.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Diário - cinema - Sully, O Herói do Rio Hudson


Diário - cinema - Sully, O Herói do Rio Hudson

"Sully - O Herói do Rio Hudson" ("Sully", Estados Unidos, 2016) conta a história de Chester Sullenberger, ou "Sully", comandante do vôo 1549 da US Airways, que, em janeiro de 2009, após colidir com um bando de pássaros foi obrigado a pousar no Rio Hudson, num incidente transmitido para televisões de todo o mundo.
Nessa recriação dirigida por Clint Eastwood, somos levados à formação do piloto, passando por seu treinamento como aviador militar, até se tornar um comandante de jato comercial com milhares de horas de vôo.
Somos expostos repetidamente ao acidente, e às decisões que Sully tomou para pousar o avião no rio. Decisões estas que são questionadas durante as investigações das autoridades responsáveis pela segurança da aviação nos Estados Unidos.
O que acaba acontecendo é que Clint Eastwood acaba por erigir um herói. Não um super-homem, ou alguém genial demais, ou destemido ao extremo, mas um homem que, tendo sido colocado sob pressão por uma série de circunstâncias, se sai bem e salva a vida de muitas pessoas.
Detalhe para a sequência da queda do avião no rio. Quem já andou de avião há de ficar comovido, já que todas aquelas orientações feitas antes de cada voo comercial, e muitas vezes tidas como inócuas, podem servir para salvar vidas em uma situação de emergência.

09/01/2017.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Diário - cinema - Animais Fantásticos e Onde Habitam


Diário - cinema - Animais Fantásticos e Onde Habitam

"Animais Fantásticos e Onde Habitam" ("Fantastic Beasts and Where to Find Them", Reino Unido/Estados Unidos, 2016), é um filme, baseado em livro homônimo, derivado da série de livros sobre o menino bruxo Harry Potter.
Neste caso, somos apresentados a Newt Scamander (Eddie Redmayne, que está algo afetado nesse papel) um bruxo especialista em, bem, em animais fantásticos, que quer trazer uma abordagem de compreensão para os animais entre os bruxos, em lugar de repressão e destruição.
Como parte disso, ele também estuda os "Obscurus", parasitas que se instalam em crianças com o dom da magia, mas que reprimem esse dom.
A história é ambientada na primeira metade do século XX nos Estados Unidos, onde há uma Sociedade de Magia dos Estados Unidos, presidida por uma mulher negra. Eu acho difícil qualquer sociedade política presidida por uma mulher negra. Presidida por uma mulher negra nos Estados Unidos dos anos 1920 ou 1930, mas, claro, estamos em um mundo de fantasia.
O filme também fala em Gellert Grindewald, um mago das trevas, que assola o mundo bruxo na primeira metade do século XX, e que será citado como um inimigo de Albus Dumbledore nos livros de Harry Potter.
Embora mais fraco que a série original, o filme é simpático. Divertido.
Creio que terá continuação. Ou continuações.

09/01/2017.

Pílulas de política - O Procurador Geral da República Rodrigo Janot é um desequilibrado?

Pílulas de política - O Procurador Geral da República Rodrigo Janot é um desequilibrado?


O jornal O Estado de São Paulo exibe reportagem com o Subprocurador Geral da República e ex-Ministro da Justiça, Eugênio Aragão, onde este narra basicamente o final de uma longa amizade entre ele e o Procurador Geral da República Rodrigo Janot.
Sempre segundo Aragão (Janot não quis se pronunciar ao repórter Luiz Maklouf Carvalho), após o fim do Governo Dilma, Aragão teria voltado à sua origem, o Ministério Público Federal, e tentado tratar com Janot sobre suas novas atividades.
Durante a conversa, Aragão diz a Janot que ele, Janot, tinha sido uma decepção, seletivo nas ações da Lava Jato. Nas respostas Janot assume a carapuça de traíra, diz que não deve satisfações a Aragão, manda Aragão à puta que o pariu, e duas vezes o manda à merda.
Se pode dizer que tudo isso foi dito em uma conversa informal, entre duas pessoas que outrora até desfrutaram de intimidade, mas esse relato parece o de alguém destemperado, sem urbanidade.
A notícia saiu no Estado de São Paulo domingo, dia 15. Até agora não sei de réplica do Procurador Geral da República. A notícia mais recente dele é que está palestrando no Fórum Econômico Mundial, em Davos, convescote da elite financeira mundial. Deslumbramento?


18/01/2017.

Pílulas de política - O presidente da Câmara e os direitos dos trabalhadores


Pílulas de política - O presidente da Câmara e os direitos dos trabalhadores

Segundo notícia do jornal Correio do Povo, o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM_RJ) quer votar uma reforma trabalhista com urgência, por conta do atual número de desempregados no Brasil - 14 milhões. Sempre segundo o jornal, o político teria dito que a lei trabalhista atual protege muito o trabalhador, mas tem tirado empregos do Brasil. Segundo Rodrigo Maia, esses empregos estão indo, por exemplo, para o Paraguai.
É um sinal do capitalismo do século XXI que parece querer se assemelhar cada vez mais ao do século XIX. Não é necessário dar proteção aos trabalhadores do Paraguai, é necessário cassar os direitos do trabalhador brasileiro, ou os empresários, capitalistas, levarão os empregos para o exterior.
Vamos ver que tipo de reforma o senhor Rodrigo Maia quer votar, e que direitos ele e a Câmara vão tirar dos trabalhadores brasileiros, que segundo ele, repito, são muito protegidos.

18/01/2017.