domingo, 15 de julho de 2018

Faltando alguém


Faltando alguém

Acordei chorando
Sem saber o que sonhei
Queria lhe ligar
mas você já não era
Queria lhe ligar
mas não me atenderia

Eu penso em você.
Onde você estiver,
Você ainda pensa em mim?

Ficou o vazio 
Ficou a soledade

Eu penso em você.
Onde você estiver,
Você ainda pensa em mim?


Inspirado em parte de "Quase um segundo", de Herbert Vianna. 29/01/2018.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Sessão de Autógrafos - Dezmiolados volume II



Dia 7 de abril passado estive no Shopping Olaria, no Mr. Pickwick, para a sessão de autógrafos do segundo volume de crônicas dos Dezmiolados, da Farol 3 Editores. 

Desta vez, a pessoa que eu conhecia entre os cronistas era o jornalista e blogueiro Emilio Pacheco

Além dele, escrevem Anderson Cerva, Gilnei Lima, João Carlos Machado Filho, Luciano Riquez, Marne Rodrigues, Milton Gerson, Paulo Motta, Pedro Marcon Neto e Ricardo Azeredo. Anderson Cerva esteve no primeiro volume dos Dezmiolados, lançado há um ano.

E estive no lançamento do volume um, por conta da amizade com Carlos Leão. 

Por conta dessas amizades, estou colecionando esses volumes. 

O Emilio Pacheco fez seu próprio relato da sessão de autógrafos. Você pode conferir no blogue dele.

Abaixo algumas fotos:
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Eu, com o Emilio Pacheco




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23/04/2018.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Já Podemos Esquecer Os Malditos 7 a 1?



O Brasil foi eliminado pela Bélgica da Copa do Mundo de 2018. Méritos para a turma de Courtois, Kompany, De Bruyne e Lukaku, que conseguiram ser mais efetivos, tanto para fazer gols quanto para se defender. Azar nosso.

O time brasileiro foi dedicado e honrou a tradição do futebol brasileiro. 

Como são coisas do futebol, sempre vale lembrar que o resultado poderia ser outro, se, por exemplo, aos sete minutos, Thiago Silva tivesse mandado a bola para o fundo das redes, em lugar da trave. O jogo então estava zero a zero. Como disse o comentarista Paulo Vinicius Coelho, especializado em citar estatísticas, o Brasil finalizou vinte tres vezes contra o gol belga, e sofreu oito finalizações

Quem gosta de caçar culpados reclama das atuações fracas de Paulinho e Fernandinho, fala que Neymar não deslanchou, e que Tite errou em insistir com Gabriel Jesus - um goleador que passou pelo campo sem marcar gols. 

Mas isso não me convence. Para mim, a derrota do Brasil passa mais pelos erros do ataque, e pela atuação de Courtois, o goleiro belga, que o erro de Fernandinho, ou a atuação fraca de Paulinho. Neymar não deslanchou, mas não comprometeu. Jogou com o time e obrigou Courtois a defesa difícil no final da segunda etapa. 

E isso é futebol. O futebol faz com que o Internacional de Porto Alegre tenha encontrado duas vezes o Barcelona, e vencido as duas vezes, embora provavelmente, se os times jogarem dez vezes nos próximos anos o Barcelona vencerá nas dez vezes. 

Vamos voltar aos incômodos sete a um de quatro anos atrás. Aquele placar surpreendente foi tomado por muitos brasileiros, provavelmente pela esmagadora maioria como metáfora da vida. Nós éramos um país fadado à eterna derrota. O Antonio Prata nas vésperas da derrota para a Bélgica relembrava a semifinal de 2014, e fazia comparações entre os gols da Alemanha e notórios maus políticos brasileiros. “Todo dia é um sete a um”, como costumava (costuma?) dizer uma amiga nas redes sociais da internet. Será?

Quanta gente prefere esquecer que aquela seleção brasileira de 2014 era desorganizada,  vacilante e Neymardependente, apesar do técnico penta-campeão de 2002? Que depois da fase inicial, o Brasil passou aos trancos e barrancos por Chile, nos pênaltis, e pela Colômbia, pelo placar apertado de dois a um?

Neste último jogo, contra a Colômbia, houve aquela falta criminosa do Zuniga que tirou Neymar da Copa. De quebra, o zagueiro Thiago Silva, capitão da equipe recebeu o segundo amarelo e não poderia participar do próximo jogo. 

Então tínhamos o seguinte, naquela semifinal em que o Brasil enfrentaria a Alemanha: o Brasil perdeu seu principal atacante e armador, e um dos principais defensores. Até então a Alemanha vinha em melhor campanha, embora sem um grande destaque. Lembro bem que comentei antes do jogo, que, pelas apresentações até então, para mim a Alemanha era favorita. Eu não estava otimista. Lembro de também ter comentado que eu esperava e torcia para que o Brasil não perdesse por placar mais elástico que dois a zero, e isso antes do início da partida. 

Aí o resultado foi o que se viu. Uma paulada no ufanismo brasileiro. A depressão de nosso psiquismo. 

Mas eu achei que foi um jogo de futebol. Uma derrota humilhante. Um placar estranho e que dificilmente se repetirá em qualquer momento no futuro. Venceu a melhor equipe, e, sim, a mais organizada. 

Mas, sempre, o tempo passa. 

Em 2016, a equipe olímpica do Brasil venceu a da Alemanha, na decisão da medalha de ouro nos Jogos de 2016. 

Nesta Copa de 2018, os organizados alemães não conseguiram passar da primeira fase da competição, derrotados, vejam só, por México e Coreia do Sul. 

Longe de mim, querer dizer que o Brasil é um país melhor que a Alemanha. Ou a Suíça, ou mesmo a Costa Rica, ou a fatal Bélgica, para pensar em adversários que tivemos nesta edição. Mas não é de países que estamos falando. É de futebol. E o futebol é explicado mais facilmente pelo que acontece entre as quatro linhas mesmo. Felipão não conseguiu montar um time em 2014. Tite conseguiu montar um para 2018, mas mesmo assim não conseguimos vencer. Faz parte. A ironia é que o time de 2014 ficou em quarto lugar. O de 2018 está em algum ponto entre a quinta e a oitava colocação.

Quanto às nossas idiossincrasias, Mariana, se devem a nós mesmos. Desde que o Brasil é Brasil. O país com o maior número de assassinatos do mundo, com níveis absurdos de acidentes de trânsito, com a maior desigualdade do mundo entre países de desenvolvimento econômico equivalente. Isso tudo é coisa nossa. E ninguém se importa. 

Já faz tempo que acho que o sete a um é apenas o resultado de um jogo anormal. Acho que você já pode pensar o mesmo também!

08, 09/07/2018.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Jorge Drexler - Salvavidas de Hielo - 21/04/2018



Neste sábado, 21 de abril de 2018, Dia de Tiradentes, aconteceu o show de Jorge Drexler, na turnê "Salvavidas de Hielo", seu mais recente disco. 

Passavam poucos minutos das 21h quando Drexler veio ao palco para anunciar o cantor Ian Ramil. O gaúcho tocou e cantou, só ao violão, algumas de suas canções, incluindo "Artigo Quinto da Constiuição". Acho que o nome era esse. Pouco depois das 21h30min, Ian Ramil deixou o palco.

Mais alguns minutos entraram no palco, Jorge Drexler e os músicos que o acompanham na atual turnê. 

O show abriu com "Movimiento", justamente a música que abre o novo disco (disco? cabe aqui esta palavra? Bom, eu comprei um CD, mas acredito que a maioria das pessoas que compraram, se compraram, tenha adquirido as músicas das plataformas de venda da Apple e do Google).

Drexler interage bastante. Agradeceu, de joelhos, a acolhida porto-alegrense, com ingressos para esse show em abril, esgotados lá por novembro do ano passado. 

Explicou sobre o farol em Cabo Polônio, no Uruguai, antes de cantar "12 segundos de oscuridad", música do disco anterior, de mesmo nome. Sobre essa canção falou ainda da parceria com Vitor Ramil. 

Trouxe à plateia, as memórias de juventude que inspiraram "Estalactitas". 

Explicou que o refrão da "Milonga del Moro Judío", do disco "Eco", não é dele. Comentou que tentou compor a música em décimas poéticas, mas que errou as sílabas. 

Contou a história da família, da fuga da Alemanha Nazista para a Bolívia, em 1939, inspiração da música "Bolívia", do disco "Bailar em la Cueva". 

Falou do desaparecimento dos Glaciares de Mérida, provavelmente por conta do aquecimento global, antes de cantar "Despedir a los Glaciares". 

Na cenografia do show, há um círculo cortado por seis linhas. Poderia ser uma representação da lua, ou de um pôr-de-sol. Antes de cantar "Asilo", ele explica que aquele círculo é a "janela" de um violão (a boca do violão), como se músicos e plateia estivessem dentro do violão. O sentido disso, segundo Drexler, é que durante um show como aquele, músicos e plateia entram num acordo, de suspensão da vida fora dali. Como se todos compartilhassem de um asilo. 

Enfim, com tanta interação, o show vai a mais de duas horas fácil. E isso não é uma reclamação, pelo contrário. O show poderia ir além, tranquilamente.

A única composição que não era dele, foi "Você Não Entende Nada", de Caetano Veloso. 

A parte principal do show se encerrou com a música "Silêncio". 

Para o bis, "Telefonía", "Bailar em la Cueva", "La Luna de Rasquí" e "Quimera".

Jorge Drexler é um cara animado. Dança, se requebrando. E na hora do bis, teve um momento em que se lançou no meio da plateia no gargarejo. 

É o segundo show dele a que assisto. Ambos foram muito bons. 


Setlist do show: https://www.setlist.fm/setlist/jorge-drexler/2018/auditorio-araujo-vianna-porto-alegre-brazil-4bec1f36.html


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Ian Ramil
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Jorge Drexler
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Drexler e músicos
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23/04/2018.

Uma palavrinha sobre a participação do Brasil Copa de 2018


Comentei outro dia que o Brasil enfrentava a Sérvia em partida decisiva. Disse então que qualquer resultado era possível. Isso é futebol. 

Bem, o Brasil então venceu a Sérvia. Depois venceu o México, na fase das oitavas de final. 

E então, nas quartas de final, foi derrotado pela Bélgica. 

E assim se encerrou a participação da seleção brasileira na Copa do Mundo de Futebol de 2018, na Rússia.


09/07/2018.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Brasil 2 x 0 Sérvia



No final, o Brasil venceu a Sérvia por 2 a 0, na melhor apresentação da seleção brasileira nesta Copa do Mundo da Rússia até agora.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Brasil x Sérvia



Acho que li, que o Juca Kfouri disse, que não seria absurdo que o Brasil perdesse para a Sérvia.

Pode ser.

Afinal o time brasileiro ainda não jogou tudo o que pode. E pode estar tenso por causa disso. 

A Sérvia vem leve, pois seria a "zebra".

De quebra, as arbitragens estão prejudicando o Brasil. Sim, foi falta em Miranda, e o gol suiço devia ter sido anulado; sim, foi pênalti em Gabriel Jesus, que foi segurado até o momento em que lhe foi impossível alcançar a bola; sim, foi pênalti em Neymar, não obstante o teatro do atacante brasileiro.

Enfim, vamos ver o que acontece nesta quarta.


26/06/2018.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Diário - cinema - Jogador Número 1



"Jogador Nº 1" ("Ready Player One", Estados Unidos, 2018) é o mais recente filme do diretor e produtor Steven Spielberg. Baseado em livro homônimo de Ernest Cline (Cline também foi co-autor do roteiro), conta a história de Wade Watts (Tye Sheridan), um jovem órfão, em 2045, num mundo pós-apocalíptico, em que ele vive num acampamento de trailers com sua tia. No Oásis, seu personagem se chama Parzifal.

Nesse futuro sombrio e possível, a principal distração das pessoas se chama "O Oásis", um mundo em realidade virtual. Dentro do Oásis existe uma dádiva escondida (em inglês e no mundo da informática chamado de "easter egg" - literalmente "ovo de Páscoa"), que, se for encontrada dará ao felizardo a posse do Oásis, e da companhia que o administra. 

Nessa busca ele é ajudado pelos amigos que fez no Oásis; Aech (Helen Harris), Art3mis (que se tornará sua namorada - Olivia Cooke), Sho (Philip Zhao) e Daito (Win Morisaki). Contra ele estará o dirigente de uma corporação rival, Nolan Sorrento (Ben Mendelsohn). Destaques ainda para Mark Rylance que faz James Halliday, o idealizador do Oasis; e Hannah John-Kamen, a diretora de segurança da corporação malévola que, com sua beleza exótica, rouba a cena cada vez que aparece. 

O filme é visualmente impressionante, principalmente em 3D e Imax. A cena da corrida no início do filme é muito impressionante. Faz muitas referências à cultura pop, ou à indústria cultural, dos anos 1970 a 1990, incluindo colocarem um filme dentro do filme. As referências incluem jogos de vídeo game e trilha sonora. 

Achei o filme razoável, mas não me empolgou. Talvez porque eu não seja um grande jogador de vídeo games. 

04/04/2018.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Diário - filmes antigos - Operação Big Hero


Esses tempos tive oportunidade de assistir a animação "Operação Big Hero" ("Big Hero 6", Estados Unidos, 2014) no vídeo sob demanda. É uma produção da Disney em associação com a Marvel. 

Conta a história de Hiro Hamada, um adolescente órfão que vive com o irmão e a tia, em uma cidade que mistura São Francisco e Tóquio. Ele é um gênio em robótica, que usa suas habilidades para participar de ringues clandestinos de lutas de robôs. 

Para afastá-lo da ilegalidade, seu irmão o incentiva a tentar entrar para o curso de robótica da universidade local. Durante a apresentação de seu projeto, um incêndio toma conta do local, e o irmão de Hiro morre tentando salvar um professor.

Baymax é um robô que foi criado pelo irmão de Hiro, como uma tentativa de recurso medicinal. Ele que será vital para Hiro descobrir o que aconteceu de fato no incêndio e recobrar certa alegria de viver. 

Razoável. Eu assisti o filme por indicação, mas acho que a pessoa que me indicou superestimou o filme. 


04/04/2018.

O Caso da Passagem Antecipada nas Lotações de Porto Alegre


Sou um usuário habitual do serviço de lotações de Porto Alegre. Por isso, fiquei contente quando o serviço passou a oferecer a possibilidade de pagamento com o cartão do TRI, através da adquirência de passagens antecipadas.

Passei a usar o cartão, e , inclusive incentivar a quem use muito o serviço que faça o mesmo. 

Uma dessas pessoas, um dia me perguntou se eu havia notado que a lotação estava cobrando cinquenta centavos a mais em cada viagem. Eu não havia notado, e passei a prestar mais atenção na cobrança. A pessoa estava enganada. Não havia cobrança de cinquenta centavos a mais, mas, de fato, há uma cobrança de cinco centavos a mais.

Numa conta rápida, para o usuário que use uma linha de lotação para ir trabalhar e voltar para casa todo dia, são dez centavos por dia, algo como dois reais por mês, mais de vinte reais por ano. 

Para um usuário de um transporte supostamente "seletivo" como o serviço de lotação, possivelmente esses dois reais por mês não façam falta. Mas isso não está certo. 

Existem até lugares que a compra de um lote de passagens antecipadas dá direito a desconto. Esse deve ser um raro caso em que a passagem antecipada gera acréscimo no preço da passagem.

Percebido o problema, entrei em contato com a ATP (www.tripoa.net.br - fone: 51 3027-9959), e o atendente me informou que esse era o preço da passagem fixado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação - EPTC, e que era assim que o sistema estava trabalhando. O atendente da ATP me recomendou entrar em contato com a Associação dos Transportadores de Passageiros por Lotação - ATL (www.atlpoa.com.br, fone: 51 3233-8222). 

Entrei em contato com a ATL, onde a atendente repetiu a questão do valor estabelecido, mas que as lotações cobravam seis reais para quem pagava em dinheiro, pela dificuldade do troco para uma tarifa de seis reais e cinco centavos. A atendente informou que a ATL estava em tratativas com a EPTC para ressarcir os usuários do cartão de passagens antecipadas, mas ainda não havia um prazo para esse reembolso.

Que tal?

13/06/2018.