segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Diário - cinema - Esquadrão Suicida


Diário - cinema - Esquadrão Suicida


Quando vamos ao cinema, muitas vezes temos que suspender nosso ceticismo pelas cenas que iremos ver. Quando o filme inclui super-heróis, nosso esforço fica maior. E no caso do filme "Esquadrão Suicida" ("Suicide Squad", Estados Unidos, 2016) temos que fazer um esforço ainda maior. Bom, quem for ver o filme, verá.


Nesse caso, as autoridades de defesa dos Estados Unidos, em especial Amanda Waller (Viola Davis), após os acontecimentos do Superman, pensa em formar uma força especial para combater potenciais ameaças extraterrestres à humanidade.


Ela convence o governo para que seja formada uma equipe com os piores criminosos dos Estados Unidos, confinados numa prisão de segurança máxima, num pântano da Louisiana. Estes são o Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Magia (Cara Delevingne), e Katana (Karen Fukuhara), liderados por Flag (Joel Kinnaman), um militar.


Quando Magia consegue sair do controle de Waller, e se rebelar, o esquadrão é acionado para contê-la.


O filme conta com participações do Batman (sim, Ben Affleck) e de um novo Coringa (Jared Leto).


A trilha sonora é muito boa também, com destaque para o Queen, com Bohemian Rhapsody, que, por sinal, também é a música do trailer do filme.


Então, o filme é divertido. Suspenda seu ceticismo e aproveite.


14/08/2016.

domingo, 28 de agosto de 2016

Diário - cinema - Caça-Fantasmas


Diário - cinema - Caça-Fantasmas



Programa de família, terça-feira à noite: assistir a nova versão de "Caça-Fantasmas", agora tendo uma equipe formada por mulheres para combater as ameaças que estão além da explicação da física convencional.


Na trama, não que importe muito, fantasmas começam a aparecer em Nova Iorque, primeiro numa mansão que tem fama de mal assombrada, depois num túnel do metrô. Enquanto isso, uma acadêmica, Erin Gilbert (Kristen Wiig), está tentando obter sua cátedra em física em uma universidade local, mas é assombrada por um livro que havia escrito anos antes, com a amiga Abby (Melissa McCarthy), sobre "Fantasmas do Passado", e que ganhou reedição sem que ela soubesse. Ao procurar a amiga para reclamar,  Erin descobre que Abby continua realizando pesquisas com entidades sobrenaturais, numa outra faculdade local, auxiliada por Holtzmann (Kate McKinnon). Então elas vão investigar o que aconteceu na mansão mal assombrada.


Esse filme gerou um "mimimi" muito grande por conta de fãs sexistas. Segundo tais fãs, o filme não poderia ter protagonistas mulheres, repetindo a fórmula dos filmes dos anos 1980.
As mulheres do filme atuam muito bem. Há as supostas discussões científicas sobre física, metafísica e mecânica, na qual Harold Ramis pontificava nos anos 1980. E, com as mulheres como protagonistas, as piadas sexistas acabam invertidas.


O filme foi bem divertido. Presta muitas homenagens: somos lembrados de “Poltergeist”, “O Exorcista”, “O Iluminado”, e, claro, dos filmes originais. Além disso temos breves aparições dos atores dos filmes oitentistas (O saudoso Harold Ramis é lembrado por uma escultura logo no início do filme). E a personagem Holtzmann remete tanto ao Dr. Egon Spengler, dos Caça-Fantasmas originais, quanto ao Dr. Emmet Brown, de “De Volta para o Futuro” (me parece que mais a este que àquele).


Ri mais com este filme que com os filmes dos anos 1980. E veja que eu tenho grande afeto pelo primeiro filme dos Caça-Fantasmas, pois foi o primeiro filme que vi com o primeiro videocassete que comprei, lá por 1986.


03/08/2016.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Diário - cinema - Procurando Dory

Diário - cinema - Procurando Dory


"Procurando Dory" ("Finding Dory", Estados Unidos, 2016) é um filme de animação, no universo de "Procurando Nemo" ("Finding Nemo", Estados Unidos, 2003), com toques de aventura, comédia e drama.


Supostamente dirigido às crianças, pode tranquilamente ser assistido por adultos.


A propósito, pais, e até avós, de hoje em dia, provavelmente cresceram assistindo desenhos animados, e os criadores de novas animações têm se esforçado para superar essa suposta dicotomia.


Neste filme, a protagonista é Dory, que após ser assombrada por sonhos, vai procurar saber mais a respeito de si mesma e de sua família. Além de Marlin e Nemo, ela vai encontrar Hank, um polvo meio maluco que a ajudará em suas aventuras.


Um filme bem divertido, para rir e chorar baixinho.


14/08/2016.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Para não esquecer Eduardo Fösch dos Santos - IV


Para não esquecer Eduardo Fösch dos Santos - IV

Hoje, 23/08/2016, participei de nova manifestação em memória de Eduardo Fösch dos Santos, adolescente morto em 2013, conforme já relatado por aqui.


Desta vez, amigos e parentes, mobilizados pela família em sua incansável busca por esclarecimento e justiça, estiveram se manifestando em frente ao Fórum Central de Porto Alegre, à Rua Márcio Luís Veras Vidor, nº 10, ao meio-dia desta terça-feira.


Às 13h30min estava marcado o início de audiência para ouvir suspeitos apontados pelo Ministério Público.


Relembrando o que já foi publicado aqui no blogue:








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23/08/2016.

Atualização: o endereço do Fórum é Rua Márcio Luís Veras Vidor, nº 10. Estava Rua Márcio Luís Veras Vidor, nº 80. Corrigido.

"Timing"


"Timing"

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"Timing" é uma palavra inglesa, sobre a qual não estou absolutamente certo do significado, mas que vejo usada por aqui como o momento oportuno para fazer alguma coisa.


Exatamente o que costuma me faltar.


Quem acompanha este blogue sabe que muitas vezes vou comentar algo que já aconteceu há semanas, quiçá meses.


Pois é. Sou lento.


Estou escrevendo isso porque faz pouco tempo que acabei tendo um conto publicado em uma coletânea, pela Editora Metamorfose. O livro, por sinal, se chama "Metamorfoses", e é composto de 25 contos calcados na novela “A Metamorfose”, de Franz Kafka, qua havia sido editada primeiramente em 1915. O livro surgiu de um desafio feito pelo editor a escritores e aspirantes a escritor, no ano passado, comemorando os 100 anos da obra de Kafka.


O livro teve sessão de autógrafos na sede da editora, no dia nove de julho passado.


Eu não havia falado nada sobre isso aqui. Faltou "timing".


Quem quiser um exemplar, pode comprar de mim, ou direto no saite da Editora Metamorfose. O preço de lançamento foi de R$ 30,00 .


23/08/2016.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Diário - leituras - Se passam os dias, e tenho lido livros de contos

Diário - leituras - Se passam os dias, e tenho lido livros de contos



Ultimamente tenho lido alguns livros de contos, pelo menos uns cinco em sequência.


Livros de contos tem um problema sério: o contínuo reinício. A pessoa lê uma história, depois lê uma segunda, e lê uma terceira. E então é bom parar, para refletir, pois são três histórias diferentes, com personagens diferentes, muitas vezes sem nada que os ligue, a não ser o autor, ou estarem num mesmo livro. Um romance, ou uma novela, tem uma história, e seguimos aquela história na maior parte do tempo. Creio que um livro de contos demanda um pouco mais de esforço do leitor.


Voltarei a falar sobre isso. Assim espero.


19/08/2016.

domingo, 14 de agosto de 2016

Diário - teatro - Galileu Galilei


Diário - teatro - Galileu Galilei

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Lá se vão muitos dias desde que fui assistir à peça "Galileu Galilei", no Theatro São Pedro, aqui de Porto Alegre (de fato, desde 25/06/2016).


A peça é uma adaptação da obra de Bertolt Brecht, e é estrelada pela atriz Denise Fraga. Uma montagem que fica curiosa, pois uma mulher interpreta o papel principal de um personagem homem. A obra é baseada no filósofo que viveu na Itália, entre os séculos XVI e XVII, e é um dos fundadores do método científico.


Apesar de ser considerado um dos grandes da humanidade, o Galileu retratado na peça é bem humano. Copia um instrumento científico para receber mais dos governantes de Veneza, se mete na vida sentimental da filha, e, principalmente, renuncia a suas descobertas sob a ameaça de ser queimado na fogueira.


O "cross dresser" da peça, apresenta, além de Denise Fraga como Galileu, meretrizes em Roma representadas por homens, e um papa como mulher.


Uma boa montagem. Denise Fraga recebia os espectadores no acesso do público, com o prospecto da peça.


12/08/2016.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Obrigado, Thiago Lacerda


Obrigado, Thiago Lacerda

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Obrigado, Thiago Lacerda, pelo Repertório Shakespeare.


Mesmo que você não seja Lawrence Olivier, nem Kenneth Branagh, obrigado pelas montagens de Shakespeare que você tem promovido.


Obrigado a você e sua trupe, principalmente Marco Antonio Pâmio, Luiza Thiré, e Marcos Suchara. Mas também Ana Kutner, André Hendges. Fábio Takeo, Felipe Martins, Lourival Prudêncio, Lui Vizotto, Rafael Losso, Stella de Paula e Sylvio Zilber, e espero não ter esquecido ninguém, nem me confundido..


Nesses dias, em Porto Alegre, no Teatro do Bourbon Country, eu pude assistir duas peças de Shakespeare em sequência, por preços que, se não eram baratos, também não eram extorsivos.


E, bem, foi bom assistir. “Medida por Medida”, uma comédia, na sexta-feira. “Macbeth”, uma tragédia, no sábado. Talvez a ordem inversa fosse melhor, uma tragédia primeiro, uma comédia depois. Mas reconheço que “Macbeth” é uma peça mais conhecida, de mais apelo.


Obrigado pelo seu empenho em trazer Shakespeare para os palcos. Eu já havia assistido sua montagem de Hamlet há alguns anos.


“Medida por Medida”, essa comédia trágica, em que você interpreta o juiz Ângelo, que condena um jovem à morte por causa que ele desvirginou uma moça, mesmo que o rapaz e a moça sejam apaixonados e queiram se casar.


“Macbeth”, esse drama trágico, em que você interpreta Lorde MacBeth, o homem que se deixa corromper por sua cobiça.


Obrigado, Thiago Lacerda. Espero que você produza mais obras de Shakespeare.


28/06/2016

terça-feira, 19 de julho de 2016

Diário - leituras - Criação Literária, da ideia ao texto

Diário - leituras - Criação Literária, da ideia ao texto



LAITANO, José Carlos. Criação Literária, da ideia ao texto. Porto Alegre: Letra & Vida, 2014.


"Criação Literária, da ideia ao texto" é um livro que, como o título já indica, quer ajudar potenciais autores a fazer com que suas obras saiam de suas mentes para o papel (ou para as telas, em tempos de "e-books").


É interessante, didático, com seu passo a passo, desde a "inspiração", passando por oficinas literárias e toda a necessidade de aprendizagem. Começa justamente pelo desejo de ser escritor.


Eu gostei em especial do capítulo chamado "argumento", que pode conter um resumo da história a ser desenvolvida.


Ou seja, há conselho de todo tipo, e o livro ajuda inclusive aqueles que não gostavam muito das aulas de Língua Portuguesa (embora isso pareça contraditório, de querer ser escritor, e não gostar das aulas do idioma).


Um reparo? O jorro de citações de autores, sem referência de pé de página. As referências bibliográficas ficam no final do livro, e quem quiser confirmar as citações terá que ler cada livro até encontrar, esperando que encontre, a citação do autor.


É um bom livro para ajudar potenciais autores.



02/01/2016.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

HOPASIL

HOPASIL


Acho que BENELUX foi a primeira vez que vi algo parecido. Benelux é a associação dos nomes de BÉlgica, NEtherlands (ou Países Baixos, ou Holanda como costumamos referir no Brasil) e LUXemburgo, para o que primeiro foi uma união econômica, dos anos 1940, e que atualmente se refere à toda a região. Benelux foi a maneira para se referir um grupo de países a partir de letras de seus nomes.

No início do século XXI, o banco de investimentos Goldman Sachs, resolveu criar um acrônimo pensando em países que deveriam crescer muito nos próximos anos. Foi criada então a sigla BRIC, que ficou para Brasil, Rússia, Índia e China, países muito diferentes mas que tinham em comum, o fato de ainda não serem países desenvolvidos, e terem grande extensão territorial, e ou grande população. De fato, a partir do acrônimo, esses países resolveram se aproximar e formar uma associação, à qual foi acrescentada a África do Sul, sendo a sigla alterada para "BRICS" ("S" para "South Africa", África do Sul em inglês).

Depois, no final da primeira década deste século XXI, quando a crise econômica chegou, e bateu forte nos países com as economias mais fragilizadas entre as que usam o euro como moeda, inventaram a sigla PIIGS, para juntar Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Spain, isto é, Espanha.

Não sei se o leitor reparou, mas nestes últimos dois casos, "BRICS", em inglês significa tijolos. Já PIIGS lembra porcos em inglês (pigs). BENELUX não tem significado extra fora de si mesmo.

Portanto, eu gostaria de sugerir a sigla HOPASIL, para uma associação de países que sofreram golpes de estado de novo tipo, neste início de século XXI. Estes golpes de novo tipo não requerem movimentação de tropas, prisão ou fuzilamento de líderes políticos (sem bem que o presidente de Honduras foi exilado à força), nem censores nos meios de comunicação, ou corte de comunicação do país com o resto do mundo. Nestes novos golpes o presidente é deposto por ordem da Suprema Corte (Honduras), ou de maiorias ligeiras e rasteiras nos congressos, que agem como se os países tivessem regimes parlamentaristas (Paraguai e Brasil).

Como o Brasil se juntou aos países irmãos de Honduras e Paraguai neste novo tipo de procedimento político, sugiro uma maior aproximação diplomática e econômica com esses estados dos quais nos tornamos mais próximos em matéria de resolver diferenças políticas internas. Criemos a HOPASIL: HOnduras, PAraguai e BraSIL.


27/06/2016.