Postagens

Mostrando postagens com o rótulo religião

João Antônio Garcia, JAG

Imagem
Há momentos em que a vida vem lembrar da outra vida que você já teve. Ou, pelo menos, eu fico com essa impressão. Semana passada o amigo Cláudio me passou a informação de que o amigo João Antônio havia sofrido um AVC e estava em condições muito difíceis, em uma UTI, em um hospital em Canoas. João Antônio… Conheci o João Antônio na minha adolescência, nos anos 1980. Mais exatamente, devo tê-lo conhecido em 1982 ou 1983. A adolescência costuma ser associada à rebeldia, mas, veja só, conheci João em meio a uma busca através da religião. Religiões institucionalizadas costumam ser coisas extremamente hierárquicas, por vezes, reacionárias; por outro lado, também costumam ser meios de submissão. Bem, a busca começou primeiro como católico. Depois em busca da “verdadeira” religião (desde que fosse cristã). Por fim, uma passagem à fé evangélica. Outros amigos estiveram envolvidos nisso. Além do Claudio, já citado, havia o Paulo, o Marco, o Carlos. Uma turma que vivia na Vila Cefer. E que gostav...

Diário – leituras – A Era dos Dogmas e das Dúvidas

Imagem
Para mim, ler esse livro foi um pouco como voltar ao passado. Li os livros anteriores desta série de Justo L. González lá por meados dos anos 1980, quando eu era jovem, e um crente evangélico engajado. A série de livros se propõe a contar a História do Cristianismo desde o tempo dos apóstolos de Jesus até meados do século XX. O autor tem um estilo fluente, e os volumes contam com diversas ilustrações.  Este volume 8 fala sobre a evolução do cristianismo durante os séculos XVII e XVIII. O foco está na Europa e Estados Unidos. Falar sobre 200 anos de história em 200 páginas é sempre fazer muitas escolhas. Por exemplo, ao falar das agitações na Inglaterra que levaram à execução do rei Charles I, na metade do século XVII, o autor dedica apenas uma página ao líder puritano Oliver Cromwell. Cromwell é uma figura importante da história inglesa; há biografias e biografias sobre ele. Mas, como eu disse, um historiador precisa fazer escolhas sobre o que contar, e González faz.  Este liv...

Diário – cinema – Nosso Lar 2: Os Mensageiros

No início deste mês de fevereiro de 2024 que vai findando, estive em uma sala de cinema para assistir ao filme Nosso Lar 2: Os Mensageiros. Trata-se de uma obra de temática religiosa espírita kardecista, na qual alguns espíritos liderados por Aniceto, interpretado por Edson Celulari, engajam-se em projetos para melhorar o mundo e fazer o bem. Aniceto é um espírito evoluído já alcançou tal grau de maturidade espiritual que não necessita mais reencarnar.  O filme não me parece ter um enredo propriamente dito, mas um sequência de esquetes que podem, ou não, mostrar aspectos da doutrina espírita kardecista para os espectadores. Há momentos para exaltação de obras de caridade, há momentos para valorizar o poder do perdão, momentos para mostrar força na crença da evolução das pessoas, ou seja dos espíritos, etc.  Além disso, na minha opinião, há um outro problema, relacionado à religião: em muitas cenas, os atores parecem estar mais discursando que atuando, sendo que, sempre na minh...

Diário - leituras - A Essência de Buda

Diário - leituras - A Essência de Buda Resolvi ler este livro, "A Essência de buda" pensando em pesquisar, bem, a essência de Buda, os princípios do Budismo. O livro falha neste aspecto. Seu autor Ryuho Okawa, é descrito como um líder espiritual budista, autor de mais de 1000 livros. Infelizmente o livro é bastante superficial. O autor vai num tom entre o ensaio e a contação de histórias. Inicialmente ele fala de Shakyamuni, que é como ele chama o príncipe Sidarta, o Primeiro Buda é conhecido. Depois vai enfileirando princípios, que, seguidos, devem levar ao crescimento espiritual, e, por fim, à iluminação espiritual. Mas o livro é muito esquemático, muito superficial, de alguma maneira tornando essa derivação do budismo que ele prega, uma sofisticada autoajuda. E tudo com base em seu suposto discernimento espiritual, pois Riuho Okawa não aponta bibliografia. Os ensinamentos ficam mais espantosos no final do livro, quando o autor fala ...

"Papaweek"

E como diria o humorista José Simão, terminou a "Papaweek" brasileira. Durante uma semana o Papa Francisco esteve na cidade do Rio de Janeiro para acompanhar a Jornada Mundial da Juventude, que se realizava lá. O novo Papa se mostrou humilde e simpático. E acabou por quase monopolizar o noticiário na televisão aberta, o que é curioso para um país que se torna cada vez menos católico. Sim, porque no Brasil, o que cresce são as igrejas de fundo protestante, principalmente as chamadas neopentecostais, e, por outro lado, o pessoal que se diz sem religião, ou ateus, ou agnósticos. Para o turismo do Rio de Janeiro parece que a visita do Papa foi ótima. Nunca se viu tanto turista junto naquela que provavelmente é a cidade mais turística e cosmopolita do Brasil. Nesses primeiros meses de papado, Francisco tem demonstrado simpatia e humildade, o que faz com que ele seja bem visto, mesmo por quem não é católico. Veremos como continuará seu pontificado. 29/07/2013.