Crônica de um domingo de impeachment
Crônica de um domingo de impeachment No domingo do impeachment, dia 17 de abril de 2016, eu levantei tarde, comi algo e saí de casa para acompanhar a votação da Câmara dos Deputados na Praça da Matriz, no Centro da cidade, onde estava o público legalista, dito pró-governo (o público golpista, dito pró-impeachment estaria reunido no Parcão, reduto da alta classe média porto alegrense). Ficar em casa não era uma boa opção por conta de um bom número de vizinhos reacionários, batedores de panelas, indignados com a corrupção do PT (mas aparentemente não com a corrupção do PMDB, PP, PSDB, PTB, DEM ou SD, por exemplo). Este mês de abril tem feito um calor atípico. Então era um dia de outono que parecia verão. Como eu disse, saí de casa, e peguei uma lotação. A lotação me deixou na Praça do Dom Feliciano. Dali, pela Avenida Duque de Caxias, é uma caminhada de uns 500 metros até a Praça Marechal Deodoro, popularmente chamada de Praça da Matriz. A Praça da Matriz é o coração p...