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Cara Maria – VII

Cara Maria, Foi, ou tem sido, uma semana de ódio.  Começo por mim. Ódio de secadores lançando fogos de artifício diante da eliminação do S.C. Internacional diante do Fluminense, na Copa Libertadores da América 2023. Digamos que piadinhas sejam okay. As tais corneteadas. Mas foguetes?  Embriagado, tive desejos de morte e aniquilação, destruição em massa. Felizmente a tagarelice ficou restrita a aplicativos de mensagens, sem grande amplitude. Talvez se eu fosse civilizado como um inglês… Ódio é algo que se aprende. Me lembro que quando eu era criança e o Inter venceu o Campeonato Brasileiro de Futebol pela primeira vez, lá por 1975, na Vila Cefer 2, mesmo alguns amiguinhos gremistas comemoraram. Infelizmente perdi o contato com todo mundo. Inclusive o meu amigo que era o paradigma de gremista entre nós morreu em um acidente de moto há vários anos. Assim, as memórias que registro aqui não podem ser validadas por mais ninguém. Mas me lembro assim. Ainda por conta dessas memórias, ...

Prier pour Paris

Prier pour Paris Paris, a capital da França, é capaz de evocar muitas lembranças, mesmo para quem, como eu, nunca esteve lá.  A chamada "Cidade Luz" é uma referência em diversas artes. As reformas da segunda metade do século XIX, lideradas pelo Barão Haussmann, foram as primeiras a remoldar as áreas centrais de uma capital europeia, sem que alguma catástrofe a tivesse atingido (caso de Londres ou Lisboa, por exemplo). Abertura de largas avenidas e a criação de parques se tornaram referência em urbanismo. E ela conseguiu se manter como uma cidade de prédios baixos, o que valoriza aquele monumento de ferro fundido que é a Torre Eiffel. Paris serviu de modelo para reformas urbanas em outras cidades. Rio de Janeiro e Buenos Aires tiveram remodelagens de seus núcleos centrais inspirados pela capital francesa. Na literatura posso me lembrar de personagens interessantes que tiveram suas histórias narradas em Paris. O protagonista de "O Jogo da Amarelinha...

Sobre o atentado contra “Charlie Hebdo”

Sobre o atentado contra “Charlie Hebdo” O atentado perpetrado ontem (07/01/2014) contra o periódico francês "Charlie Hebdo" é em tudo lastimável. Nele foram perdidas pelo menos doze vidas, incluídos dois policiais que estavam lá justamente para proteger a publicação de atentados, uma vez que um atentado a bomba já ocorrera há poucos anos. Eu não costumo achar graça de piadas que venham a caçoar da religião, mas não é por isso que eu vou matar quem discorde de mim. A minha reação pode ser de desprezo ou de indiferença, mas de maneira nenhuma eu iria apelar para a violência física para demonstrar minha discordância o humor de quem quer que seja. Pode-se dizer que "Charlie Hebdo" era radical em seu humor. Mas eles eram ecumênicos em seu sarcasmo. Avacalhavam de Jesus a Maomé, de comunistas a nazistas, passando pelas personalides políticas da França. E aí é que está. Imagine o que seria do mundo se todos resolvessem resolver suas mágoas, gran...