Diário – leituras – O Crepúsculo da Águia


Tudo começou em um balaio de ofertas na Feira do Livro de Porto Alegre de 2024. Não lembro de qual livraria. Certamente um sebo. Vi nesse balaio alguns volumes dessa saga, que conta de maneira romantizada, as vidas e as cortes da casa real inglesa, os Plantagenetas, a partir de meados do século XII, na chamada Baixa Idade Média. 

Este livro, O Crepúsculo da Águia, é de fato o primeiro dos que encontrei no balaio do qual falei no parágrafo anterior. Há uma diferença de trinta anos entre as edições dele (de 1977) e a de Prelúdio de Sangue sobre o qual escrevi antes (de 2007). 

Neste segundo capítulo da saga a autora continua narrando a vida de Henrique II Plantageneta, agora na sua maturidade. Os conflitos com a esposa Eleanor de Aquitânia, e com os filhos, Henrique, Ricardo e João. E também a relação conflituosa com o rei da França, de que Henrique II é, ao mesmo tempo, vassalo e adversário. 

Como eu já disse essa série de livros é baseada em fatos históricos acontecidos há quase novecentos anos. Reafirmo, contudo, que devemos tomar o que é narrado ali como ficção. 

O estilo da autora continua. São vastos trechos de diálogos, poucas descrições narrativas e ritmo de telenovela, ou jornalismo de fofoca. 

Em todo caso, é uma leitura fluente, que distrai, que diverte. 


PLAIDY, Jean. O Crepúsculo da Águia. Rio de Janeiro: Record, 1977. Tradução de Luiz Carlos do Nascimento Silva.

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01, 09/01/2026.

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