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Prier pour Paris

Prier pour Paris Paris, a capital da França, é capaz de evocar muitas lembranças, mesmo para quem, como eu, nunca esteve lá.  A chamada "Cidade Luz" é uma referência em diversas artes. As reformas da segunda metade do século XIX, lideradas pelo Barão Haussmann, foram as primeiras a remoldar as áreas centrais de uma capital europeia, sem que alguma catástrofe a tivesse atingido (caso de Londres ou Lisboa, por exemplo). Abertura de largas avenidas e a criação de parques se tornaram referência em urbanismo. E ela conseguiu se manter como uma cidade de prédios baixos, o que valoriza aquele monumento de ferro fundido que é a Torre Eiffel. Paris serviu de modelo para reformas urbanas em outras cidades. Rio de Janeiro e Buenos Aires tiveram remodelagens de seus núcleos centrais inspirados pela capital francesa. Na literatura posso me lembrar de personagens interessantes que tiveram suas histórias narradas em Paris. O protagonista de "O Jogo da Amarelinha...

É preciso ficar esperto

É preciso ficar esperto Quem me contou foi um amigo, em uma mesa de bar. Perto dos 30, esse amigo foi ao médico fazer um checape. Segundo ele, o médico disse que ele ficasse esperto, pois seu metabolismo não seria o mesmo que fora nos seus 20 e poucos anos. E o médico queria que meu amigo chegasse aos 40 (e aos 50, e aos 60...) em tão boa forma quanto estava chegando aos 30, se possível. O médico felicitou meu amigo por não fumar. Também recomendou moderação no álcool, uma vez que o corpo levaria mais tempo para se recuperar após uma eventual bebedeira. Para o meu jovem amigo, os exames de glicemia não indicavam diabetes, e a medição de pressão sanguínea não mostrava sinal de hipertensão. Mesmo assim, o médico recomendou moderação no consumo de sal e de açúcar. Consciente, meu amigo tomou a decisão de fazer checapes anuais. Ficou esperto. Meu amigo tem um razoável plano de saúde, e para ele é mais fácil.  Mas conheço pessoas que fazem seus checapes a part...

Diário - leituras - Ana, Babá de Bichos

Diário - leituras - Ana, Babá de Bichos MELLO, Ana. Ana, Babá de Bichos . / Ana Mello; ilustrado por Monika Papescu. Porto Alegre: Casa Verde, 2012 Envolvido numa oficina de escrita de poesia, ministrada pela escritora (e poeta) Ana Mello, ganhei por sorteio um exemplar do livro "Ana, Babá de Bichos". Trata-se de um livrinho de poemas, ilustrado com figuras bem coloridas, destinado, imagino, a crianças em fase de alfabetização. Li, claro que li. Um adulto lê o livrinho em dez minutos no máximo. Tendo lido o livro, só pude imaginar um pai lendo para sua criança. Óbvio, devo passar o livro adiante, exatamente para que um pai ou uma mãe possam ler para sua(s) criança(s) e se divertirem juntos. 18/11/2015.

E assim se passaram dez anos

E assim se passaram dez anos Quem me chamou a atenção foi o meu filho. Faz dez anos que comecei um primeiro blogue. E a primeira postagem era sobre a Feira do Livro de Porto Alegre que estava sendo montada, lá por 24 de outubro de 2005. Então a 51ª edição. Depois uma explicação para o nome do blogue . Depois, outro comentário rápido sobre a Feira do Livro . Pouco tempo antes devo ter descoberto a blogosfera, e comecei a interagir comentando um blog chamado "Quando Sopra o Minuano" , de Mário Régis Sudo. Pensei haver alguma compatibilidade por conta do Sr. Sudo frequentar uma igreja que eu havia frequentado. Houve algumas acaloradas discussões, até que a radicalização de ideias e imcompatibilidade de ideais fizesse com que eu deixasse de visitar o "Quando Sopra o Minuano". Fui ver e ele continua no ar, mas está inativo desde 2011. Tempo no qual o autor, Sudo, se instalou na Califórnia conforme registrado lá mesmo, no blogue. Depois perceb...

Alternativas

Alternativas Ali estava eu, ouvindo as palavras da médica. O escritório era até aconchegante. Móveis de cerejeira, livros na estante atrás da cadeira da doutora, foto dos netos. Carpete simples. Janelas que davam para a rua, e não para a parede de outro prédio. - Glicose: um pouco acima, mas controlada. Vamos manter a dose do remédio via oral. Um comprimido à noite, e outro pela manhã. A hemoglobina glicada indica que a estratégia está funcionando. Cada item era pontuado por uma pequena pausa. - O colesterol ruim está dentro dos parâmetros, com a ajuda da dessa dose de estatina. - Os índices da tireoide estão bons. - Os índices da vitamina D também estão bons com esta dose suplementar que a senhora está tomando. - Agora vamos olhar esta ecografia abdominal... É. Tudo bem. Nenhum problema detectado nos rins ou na bexiga. Nenhum problema sério no fígado, a não ser este pouco de gordura, a tal esteatose, que muita gente tem. - Por fim, vamos ver a mamografia... É, ...

Diário - leituras - Santa Sede 6: crônicas de botequim

Diário - leituras - Santa Sede 6: crônicas de botequim PENZ, Rubem (Org.). Santa Sede 6: crônicas de botequim. Porto Alegre: Buqui, 2015. Dediquei meus recentes dias à leitura do livro "Santa Sede, crônicas de botequim, safra 2015". É um livro com 81 crônicas, de nove autoras diferentes, Bruna Marçal Cabrera, Marta Leiria Leal Pacheco, Patrícia Franz, Ana Paula Vieira de Moraes,Andrea Troller Pinto, Joana Narvaez, Maria Lúcia Meirelles, Ana Luiza Tonieto Lovato e Paula Luersen, resultantes da oficina de crônicas "Santa Sede", ministrada pelo escritor Rubem Penz, em um bar na Cidade Baixa. Essas oficinas ocorrem desde 2010, no mesmo bar. Rubem Penz é publicitário, escritor, em especial cronista, e possui coluna semanal no Jornal Metro de Porto Alegre, às terças-feiras. Já publicou alguns livros, um deles já resenhado aqui . Esta edição da oficina, como é possivel constatar teve a peculiaridade de ter apenas mulheres oficineiras, gerando uma sé...

Um bar muito cheio

Um bar muito cheio (Relembrando a noite de autógrafos no Apolinário - 15/10/2015) Eu não costumava ser frequentador de noites de autógrafos, mas de um tempo para cá, comecei a ir em algumas. Houve inclusive uma ocasião em que cheguei com uma semana de antecedência . Dito tudo isso, havia uma noite de autógrafos para ir novamente, quinta-feira passada (15/10/2015). O livro que estava sendo autografado era o volume seis das Crônicas de Botequim - Santa Sede (ou será que seria Santa Sede - Crônicas de Botequim, enfim...), livro de crônicas resultante da oficina ministrada pelo Rubem Penz, no bar Apolinário, na Cidade Baixa. Ir ou não ir? Ir. Afinal eu era aluno e ex-aluno dessas oficinas. Outros oficineiros combinaram de ir. Então vamos. Para variar era uma noite relativamente quente de primavera em Porto Alegre. Além disso, eu chegaria lá quente, pois seria uma caminhada longa, desde o centro da cidade até o bar. É cansativo subir a Marechal Floriano. ...