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Diário - cinema - Negação

Diário - cinema - Negação "Negação" ("Denial", Estados Unidos / Reino Unido, 2016) é um drama sobre a contestação que um negador do Holocausto moveu por difamação no Reino Unido contra a historiadora, especialista em Holocausto, Deborah Lipstadt. O filme tem Rachel Weisz no papel de Lipstadt, e Timothy Spall como o ideólogo neonazista David Irving. A questão colocada era que Irving não queria ser chamado de negador do holocausto, uma vez que, segundo ele, sequer teria havido um holocausto. Pela lei inglesa cabia ao difamador, no caso Lipstadt, provar que não havia caluniado, apenas chamado pelo nome o que as coisas são. Mas como provar que houve um holocausto, diante de uma corte inglesa, quase 50 anos depois dos fatos acontecidos? É nisso que a equipe de defesa de Lipstadt vai tentar se concentrar, para provar que Irving mentia quando negava o holocausto. E é de fato uma estratégia curiosa a da equipe, talvez chocante para o espectador. Um filme, base...

Tempo de Comentar Filmes

Tempo de Comentar Filmes Se em março , eu tinha esperanças de comentar todos os filmes que tinha visto até então, no início deste ano, incluindo os candidatos ao Oscar, posso dizer que consegui. Pelo menos em parte. Eis aí publicado o comentário do filme "Kong". Vale sobretudo como exercício de escrita, porque esses comentários vêm muito atrasados em relação à época que os filmes foram lançados no cinema. É isso. E Está valendo mesmo assim. 11/09/2017.

Diário - cinema - Kong: A Ilha da Caveira

Diário - cinema - Kong: A Ilha da Caveira "Kong: A Ilha da Caveira" (Kong: Skull Island, 2017) é mais uma versão cinematográfica sobre um gorila gigante, que vive em uma ilha remota e desconhecida, e é descoberto pelo moderno homem civilizado. Também pode ser encarado como uma variação da história de "a bela e a fera", embora nesse mais recente filme, a mocinha Mason Weaver (Brie Larson) não seja uma dama que seduz e implora proteção do bichão. King Kong já é uma figura marcante da cultura pop, com inúmeros filmes, desde a primeira versão, em 1933, pela RKO, onde, levado por seus captores, ele acaba escalando o Empire State Building. Na minha infância tive a oportunidade de assistir a versão de 1976, com Jeff Bridges e Jessica Lange. Houve até um álbum de figurinhas que foi vendido à gurizada da época. Pouco tempo depois, foi feita no Brasil uma comédia paródia chamada Costinha e o King Mong. Antes disso os japoneses já haviam colocado o gorila para lutar c...

Sarau Palavra Falada com Fernanda Mellvee - 26/07/2017

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Sarau Palavra Falada com Fernanda Mellvee - 26/07/2017 O Sarau Palavra Falada de julho de 2017 foi com a escritora, professora e mestranda Fernanda Mellvee. Mellvee dominou a cena, e por quase uma hora deu uma aula, ou como disse alguém outro, fez uma apresentação, sobre literatura russa do século XIX. Ela comentou livros de Turgueniev, Dostoievski e Tolstoi. Faltou tempo para que ela falasse sobre Tchekhov, o que deve ter acontecido no sarau seguinte, em 30/08/2017, ao qual não consegui comparecer. O que foi realmente interessante foi falar sobre obras menos conhecidas de autores consagrados como Dostoievski e Tolstoi. Sobre a novela "O Diabo", de Tolstoi, por exemplo, eu nunca havia ouvido falar. Uma novela que ainda conta com dois finais alternativos. Assim, salve o Sarau Palavra Falada, e salve Fernanda Mellvee por conta da sua divulgação da literatura russa do século XIX. Tão distante, tão diferente, e, ao mesmo tempo, tão semelhante a nós. Esta edição ...

Diário - cinema - Silêncio

Diário - cinema - Silêncio "Silêncio" ("Silence", Estados Unidos, 2016) é um drama histórico que retrata a perseguição a cristãos no Japão durante o século XVII. No caso, os padres jesuítas Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver) partem de Macau para o Japão, a procura de padre Ferreira, que havia sido mentor de ambos, e que agora foi dado como apóstata. Para serem guiados no arquipélago eles encontram um japonês expatriado, Kichijiro (Yosuke Kubosuka), que deverá lhes servir de intérprete. No Japão a situação dos cristãos é de fato dura. Estão sujeitos à perseguição e à tortura para que renunciem à sua fé. O filme é baseado em um romance homônimo escrito pelo japonês Shusaku Endo. É outro filme longo (161 minutos), mas que gostei bastante. Acabou gerando uma espécie de crônica mais longa, a qual pretendo publicar em breve. É um bom filme. Um filme para refletir sobre valores, sobre religião e fé. Também um projeto há ...

Diário - cinema - Toni Erdmann

Diário - cinema - Toni Erdmann "Toni Erdmann" (Áustria / Alemanha, 2016) é um filme que se equilibra entre o drama e a comédia, com mais ênfase nesta última. Winfried Conrad (Peter Simonischeck) é um professor de música, meio hippie, meio amalucado, que vive com seu cachorro e gosta de pregar peças em quem estiver por perto. Ele é pai de Ines (Sandra Hüller), uma executiva e consultora, lutando por seus negócios na Romênia. Quando seu cachorro morre, Winfried viaja para a Romênia tentando reconquistar o afeto da filha, o que será bem difícil. Ele acaba assumindo um papel, o de Toni Erdmann, o qual poderá tanto ajudar, quanto atrapalhar, as aspirações da filha em seu trabalho como consultora. É um filme longo (162 minutos) e que tenta tratar com leveza alguns temas pesados:  competitividade no trabalho, desemprego, laços familiares. O filme fez boa carreira internacional, inclusive sendo candidato a melhor filme estrangeiro no Oscar. Foi legal ter assistido. ...

Diário - cinema - Fences

Diário - cinema - Fences "Fences - Um Limite Entre Nós" ("Fences", Estados Unidos, 2016) é um drama baseado na peça de teatro homônima, escrita por August Wilson. Na Pittsburgh dos anos 1950, Troy Maxson (Denzel Washington) é um lixeiro, e também um jogador de beisebol frustrado. É um drama pesado, denso e longo (o filme tem 139 minutos). Mostra como o racismo pode se transformar em abuso, pode levar ao crime, e pode transformar tudo em frustração, autoengano e raiva. O filme é também uma demonstração da capacidade de interpretação de Denzel Washington e Viola Davis. Denzel também dirige o filme. Um belo filme, embora bastante triste. 05/06/2017.