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Mostrando postagens de dezembro, 2025

Pausa de final de ano 2025

O blogue faz uma pausa nos próximos dias e deve retornar em meados de janeiro de 2026.

A ternura dos ursos pardos

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Como se sabe, ursos pardos fizeram parte do Presépio.  Estavam lá junto com as vacas, as cabras, as ovelhas, os burros, os camelos, galinhas e galos. À época já eram domesticados. Não é possível esquecer que uns novecentos anos antes do nascimento de Jesus, após uma maldição do profeta Eliseu, ursas mataram 42 rapazes naquela parte do mundo.  É isso que explica a onipresença de ursos por todo lado aqui no sul da América do Sul, nesta nossa valerosa Porto Alegre.  Posam sentados, com seus, talvez três metros de altura. Sorrisos discretos. Muitos com toucas de Papai Noel.  Estão espalhados pelas lojas da principal rede de supermercados da região. E também na porta dos principais shopping centers.  Fazem companhia aos papais noéis, estes com seus casacos vermelhos e botas para frio. Muito afim com o verão que acompanha o Natal no hemisfério sul do mundo.  E aí é que está. Os ursos estão por todo lado, mas as demais figuras do presépio foram esquecidas.  N...

Um evento em dezembro: confraternização de fim de ano da Oficina Santa Sede

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Para o registro no blogue: estive na confraternização de final de ano da Oficina Santa Sede, Crônicas de Botequim. Aconteceu dia 5 de dezembro passado, no Mosaico Cultural, onde também vêm sendo realizadas as reuniões/aulas da oficina. O Mosaico Cultural fica na Travessa Octavio Correa, 39, Cidade Baixa, aqui em Porto Alegre.  Foi um momento de confraternizar e trocar livros no tradicional amigo secreto ad hoc. Rubem Penz, o organizador da oficina, fez o balanço de atividades do ano. Foram diversas oficinas com diversos encontros. Três livros coletivos publicados. Mentir para menos, o livro da chamada safra 2025. Calafate, coletânea de crônicas-conto inspiradas pela obra folhetinesca de Nelson Rodrigues. Intromissivas, o livro da masterclass, que homenageou Otto Lara Resende. Além disso houve a publicação das obras solo de Iara Tonidandel, Quando o chão tremer… Voe; e de Edgar Aristimunho, com o livro Hospitalares.  Houve ainda um jubilamento. Foram comemorados os quinze anos ...

Bizarrices de uma instituição financeira

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Recebi uma fatura de cartão de crédito. O cartão de crédito da fatura estava cancelado já havia alguns anos. O valor da fatura era negativo. Ou seja, a fatura não precisava ser paga.  Contudo a situação esdrúxula me fez entrar em contato com a instituição financeira emissora do cartão. Como sabemos, os bancos vivem da usura. E os problemas que causam aos clientes costumam ser recorrentes e conhecidos. Emissão de cartões de crédito não solicitados; débitos indevidos e de históricos desconhecidos em conta; venda de produtos que já temos ou não precisamos, em especial seguros ou títulos de capitalização.  Minha história com essa instituição aconteceu há uns quatro ou cinco anos e foi de alguns desgostos.  Começa com a solicitação de um cartão de crédito que oferecia “cashback” quando isso era novidade (“cashback” significa “dinheiro de volta”, mas falar “cashback” parece soar melhor para nós que “dinheiro de volta”. “Cashback também soa melhor que “desconto”). Ou, pelo menos...

Despedida do livro Escuta essa voz

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Em breve devo passar adiante o livro Escuta essa voz, de Cleo de Oliveira. Trata-se de um livro de contos, que adquiri lá por 2016.  Não lembro de muita coisa, mas algo que me marcou é que as histórias eram, talvez, menos violentas do que eu estava acostumado a ler em livros de contos. Essas pequenas histórias que tem a sua tensão e o seu drama. Sim, algumas histórias do livro são violentas, mas na minha lembrança não são a maioria.  Comigo ele já cumpriu sua função principal: ser lido.  OLIVEIRA, Cleo de. Escuta essa voz: contos. Porto Alegre: wwlivros, 2015. . . 04, 15/12/2025. 

09/12/2025: sem publicação

O blogueiro metido a cronista está de folga.  Se tudo der certo, uma nova crônica deve ser publicada em 16 de dezembro de 2025. 

Meus eventos de novembro de 2025 – IV – Um sábado no 12º Festival do Japão no RS

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Tive alguns eventos neste mês de novembro de 2025 e que quero relatar no blogue. O quarto evento foi o 12º Festival do Japão no Rio Grande do Sul.   O Festival do Japão no Rio Grande do Sul já se tornou uma tradição como se pode notar, afinal algo que se realiza pela décima segunda vez já deixou de ser provisório. Esse evento anual que, se não me engano, começou na área da Academia da Brigada Militar, na Avenida Aparício Borges, está acontecendo faz três anos no Parque de Exposições de Esteio. A edição ocupou três pavilhões do local. O Festival celebra a cultura japonesa, tanto a milenar quanto a recente. Isso significa, por exemplo, que há apresentações de taikôs, os tambores japoneses, e artes marciais, como o kendô. E também a recente cultura pop japonesa, como karaokê, e personagens de mangás e animes (animês?),  e filmes e séries com monstros e super-heróis. Muitos “cosplayers”, isto é, pessoas fantasiadas como personagens dessa cultura pop japonesa.  O Festival...

Meus eventos de novembro de 2025 – III – Sessões de autógrafos da Editora Cinco Gatas

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Tive alguns eventos neste mês de novembro de 2025 e que quero relatar no blogue. O terceiro evento foi uma sessão de autógrafos ocorrida no Dado Food Hall, dentro do Shopping Bourbon Country, no dia 5. Havia duas escritoras amigas, escritoras e amigas, autografando.  Eu estava informado sobre Dênia DaRosa, autora de livros que as pessoas chamam de prosa poética, e que eu chamaria até de poesia prosaica. Além de seus, se não me engano, três livros publicados nessa área, ultimamente ela também vem se dedicando à escrita de livros infantis. Assim, Dênia foi o primeiro motivo pelo qual fui àquela sessão de autógrafos. Seu novo livro se chama “A roupa que me despe”. Foi adquirido com autógrafo, e está na fila das leituras.  A primeira surpresa foi encontrar lá a escritora Adriana Machmann. Ou seja, eu não sabia que Adriana Machmann estaria lá. Machmann tem desenvolvido carreira de sucesso como escritora, com obras individuais e em coautoria. Naquele dia estava lançando A culpa é da...

Meus eventos de novembro de 2025 – II – Sessão de autógrafos da escritora Leine Luchese, Toda forma de amor

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Tive alguns eventos neste mês de novembro de 2025 e que quero relatar no blogue. O segundo evento foi uma sessão de autógrafos, também na 71ª Feira do Livro de Porto Alegre, mas não foi assim “a” sessão de autógrafos. Digamos que foi uma sessão de autógrafos íntima.  A amiga e colega escritora Leine Luchese esteve no final da tarde do dia 3 de novembro autografando exemplares da coletânea de contos na qual ela participou. O livro se chama Toda forma de amor, organizado por Marcelo Spalding, e publicado pela Editora Metamorfose.  O título escrito por Leine se chama Leveza e conta a história de Helena e Carolina, com bastante sutileza, ou leveza como diz o título. E mais do que isso, não consigo dizer sem que tire o prazer da leitora ou do leitor ao ler o conto.  Foram alguns minutos de atenção e conversa junto à banca da editora durante a Feira naquele final de tarde.  . Emoji copiado de EmojiTerra . 16/11/2025, 04/12/2025.

Primeiro de dezembro de 2025

– De novo? – Pois é. Fiz de Novo. Que nem a Britney Spears. Vou continuar fazendo. É meu jeito de me expressar. – Semana passada foi sobre a mãe. – Sim. Dona Nadir. Faz umas duas ou três semanas que se completaram trinta anos que ela se foi. – E agora é o pai. – Sim. O Seu Oswaldo. Se estivesse entre nós, estaria completando 109 anos. – Pouca gente completa 109 anos. – De fato. A expectativa de vida para os homens no Brasil é de pouco mais de 70 anos. Justamente a idade com que ele se foi. 73 anos em 1990. Se bem que naquela época, faz 35 anos, a expectativa de vida masculina devia ser menor. – Mas por que mesmo essa fixação em falar de quem já se foi? – Não é bem uma fixação. Acontece que as datas se repetem ciclicamente. Anualmente. Sabe como é. A gente fica usando efemérides o tempo todo para escrever esse tipo de texto. Vou comentar sobre as efemérides que movem o comércio no final do ano: até umas décadas atrás o ano vinha vindo (o ano vir vindo é uma otima construção!) e quando c...