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Crônicas de Mosaico – VIII

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Coisas da boemia: antes de chegar no Apolinário tive oportunidade de “fazer um aquecimento” em outro estabelecimento. O que fez com que eu chegasse quimicamente alterado, de uma maneira leve, à oficina. Quando cheguei ao Apolinário, lá estavam posicionados para a oficina, o Rubem, o Gian e o Marcel. O Marcel faz parte da turma virtual, às 18 h, mas está sempre conosco às 20 h. Além deles havia a visita da Rose. Oficineira de outros cursos e eventos.  Rose saiu. Carol chegou.  Trabalhamos sobre fotos de pés e garrafa de vinho, e de chuveiro sob o sol. As crônicas variam. Tristeza, viagens, ironias. São várias as crônicas como o(a)s autore(a)s são vário(a)s.  Um dos problemas de se estar quimicamente alterado é que nos esquecemos de muita coisa que vimos, lemos ou dissemos. Inclusive depois tive que perguntar se eu não tinha sido inconveniente. Felizmente ninguém reclamou. Alguém até me achou divertido.  Terminada a oficina, Rubem foi pegar a Vanessa em outro evento. G...

Segunda semana de novembro de 2022

Esta segunda semana de novembro foi um tanto dolorosa.  Se à segunda-feira já não bastasse ser segunda-feira, ainda foi na segunda-feira, dia 7, que soubemos do falecimento do cantor e compositor Bebeto Alves. Perdem o Brasil e o Rio Grande do Sul. Ele que tão bem soube misturar milongas com pop e rock. Sua saúde se abalou recentemente, diz o noticiário. Há pouco havia sofrido um AVC, e estava em tratamento para câncer de pulmão.  Na quarta-feira, veio a notícia do falecimento de Gal Costa, uma das principais vozes femininas da música popular brasileira. Se não a principal. Uma morte repentina e muito lamentada. Entre tantos relatos sobre sua vida e arte, não vi o que teria causado sua morte. Até recentemente a cantora aparentemente gozava de boa saúde para seus atuais 77 anos.  Na mesma quarta-feira foi divulgada a morte de Rolando Boldrin. Ator, cantor, compositor, ultimamente era mais conhecido como um divulgador da música caipira, que ele considerava a verdadeira músi...

68ª Feira do Livro de Porto Alegre – Versão dos Fartos

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Em evento que pode ser chamado de “feira fora da feira”, ou “feira além da feira”, paralelo à 68ª Feira do Livro de Porto Alegre, no próximo sábado estarei autografando o livro Versão dos fartos, no Bar Apolinário, ali na República, 552, na Cidade Baixa.  Versão dos fartos é uma homenagem da Oficina Literária Santa Sede ao Moacyr Scliar cronista.  Scliar foi um escritor profícuo, que escreveu contos, romances, ensaios. E crônicas.  Nesse livro eu e mais de uma dezena de outro(a)s cronistas o estamos homenageando / imitando.  Apareça!   06/11/2022. 

68ª Feira do Livro de Porto Alegre – I

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O ano vai passando, e, de repente, você é surpreendido por algum evento que chegou sem você perceber.  Foi o que me aconteceu no final do mês passado. O Marcelo Spalding anunciava a banca da Editora Metamorfose na Feira do Livro, em um grupo do aplicativo de mensagens, e convidava a todos a visitarem-na. E eu fiquei pensando com os meus botões, “como assim, a Feira do Livro está começando?” Para quem não a conhece, a Feira do Livro de Porto Alegre, é, bem, uma feira de livros, que acontece na Praça da Alfândega, no Centro Histórico da cidade, entre o final de outubro e a primeira quinzena de novembro. Este ano acontece a 68ª edição. Estive na Feira sábado passado, 5 de novembro.  Estive na barraca da Editora Metamorfose. Falei com o Marcelo e a Bruna. E comprei alguns livros da Editora. Coletâneas de contos, De volta aos anos 60; De volta para os anos 80; Vulcana – contos eróticos, de Adriana Mondadori; Energias renováveis, velharias clássicas – crônicas de Alexandre Beluco; o...

Crônicas de Mosaico – VII

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Há uma primeira nota de esclarecimento a ser feita: esta não é estritamente uma crônica de Mosaico, porque não houve encontro da referida oficina literária, a Santa Sede Mosaico, ou o Mosaico Santa Sede, na semana que passou, pois na quarta-feira, 2 de novembro, foi Dia de Finados.  Mas, justamente porque era véspera de feriado, algumas das pessoas do Mosaico e outras ligadas à Santa Sede invadiram o Apolinário na terça-feira, 1º de novembro, Dia de Todos os Santos.  Ali acontecia outra oficina da Santa Sede, o Aperitivo. Rubem de orientador, Magaly e Rita como alunas. Pelo menos foi o que me pareceu.  Entre os penetras, o Gian, o Altino, a Dio, e, claro, eu. Gian me informou que a Carol também passou por lá, mas muito rapidamente, porque tinha outro compromisso: assistir à apresentação do grupo vocal Sol em Si, no Museu do Trabalho.  Enquanto estávamos ali, o Rubem, a Magaly e a Rita estiveram às voltas com crônicas resenhas. Sim, todos à mesa deram pitacos nos trab...

Crônicas de Mosaico – VI

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Quando cheguei ao Apolinário dia 26 de outubro, o Rodrigo, garçom do estabelecimento, estava à porta. Talvez aguardando a chegada de mais clientes, como seria com o meu caso. Talvez prestando atenção aos desejos dos clientes às mesas na calçada.  O cumprimentei, pedi para abrir uma comanda (as comandas do apolinário são eletrônicas, com cartões chipados), e já pedi um chope.  Junto à mesa da Santa Sede, no fundo do bar, apenas o Rubem e o Marcel.  Havia a possibilidade da presença da Luciana “Luca”, mas, no final ela não pôde ir. Também o Gian não pôde ir, nem a Zulmara. É possível que Sílvia tenha desistido por uma série de contratempos pessoais.  Pelo momento, só havia dois textos a serem lidos. O meu e o do Rubem.  O retrato do dia era de uma cachorra (diz o Rubem que é uma cachorra. Pelo ângulo é impossível saber) com ar meio entediado, fotografada por Ana Marisa.  A crônica do Rubem fez homenagem à Lua, uma cachorra que o acompanhou até há alguns anos,...

Esta semana eu não vou poder visitar a minha tia

Esta semana eu não vou poder visitar a minha tia.  Sabe como é, ela é a favor do presidente da república. E domingo passado, o ex-deputado Bob Jeff resolveu receber a balas os agentes da Polícia Federal enviados para detê-lo (a acusação é que ele teria violado as condições do regime de prisão domiciliar que ele cumpria. Pelo que pude entender, uma das condições impostas para a prisão domiciliar era que ele não usasse redes sociais na internet. Ele usou para chamar uma juíza de “prostituta arrombada”).  Minha tia nem é tão mais velha que eu. Ela é temporã. Nossa diferença é só de treze anos.  Ela era tri minha amiga. Eu era bem moleca, e ela, em geral, brincava comigo e me apoiava até o fim da adolescência dela.  Depois ela começou a trabalhar, e depois eu é que me tornei uma adolescente meio rebelde.  Quando eu me tornei adulta, casei, tive filho, descasei, nós meio que voltamos às boas. Trocando mensagens. Se encontrando uma ou duas vezes por mês para tomar um ...