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Deus é uma ideia

Deus é uma ideia “Deus é uma ideia”. Foi assim que um professor falou em uma das tantas aulas da faculdade. Esse professor em particular era uma pessoa bastante curiosa. Nominalmente a disciplina que ele ministrava era economia. Mas o que ele fazia mesmo era ordenar aos alunos que lessem e discutissem um livro de um certo filósofo de orientação marxista tcheco não muito conhecido. No livro do tal filósofo tcheco há uma colocação interessante que dizia, mais ou menos, que não interessava tanto discutir a existência ou não de Deus, quanto estudar as sociedades que produziram certo culto a Deus. Conheci também um pastor de uma igreja protestante que tinha uma abordagem parecida com esta de afirmar que “Deus é uma ideia”. Para este pastor não fazia sentido que os ateus dissessem que “Deus não existe”. “Como assim?” - dizia este pastor - “Primeiro você afirma 'Deus', para depois dizer que 'não existe' ”. Como muitos clérigos, este pastor tinha estudado filosof...

Diário - Leituras - O Brasil e a URSS na Guerra Fria

Diário - Leituras - O Brasil e a URSS na Guerra Fria Recentemente li o livro “O Brasil e a URSS na Guerra Fria, a Política Externa Independente na Imprensa Gaúcha”. Eu havia adquirido o livro na Feira do Livro de 2010, mas só no final do ano passado consegui lê-lo. A primeira advertência a fazer é que este primeiro título é enganoso. O livro trata pouco dos conceitos de Guerra Fria, e dos papeis da União Soviética e do Brasil no contexto da Guerra Fria. Acredito que tal título foi uma jogada de marketing da editora, para tornar o livro mais atrativo. A realidade do livro está no que ficou no sub-título, "A Política Externa Independente na Imprensa Gaúcha", com enfoque principal no jornal Correio do Povo. Trata-se da publicação, com as devidas adaptações editoriais, da dissertação de mestrado em História do autor, Charles Sidarta Machado Domingos. Neste aspecto, de publicação de dissertação de mestrado, a obra é de fato magistral, sendo um bom exemplo das pes...

Diário - cinema - A Invenção de Hugo Cabret

Fui assistir o filme "A Invenção de Hugo Cabret" num dos dia do feriadão do Carnaval. É um belo filme. Mais uma homenagem ao cinema, como o, também em cartaz, "O Artista". É um dos poucos filmes em 3D que vi em que o 3D não me parece um artifício "caça-níquel". E tem a gracinha da Chloë Grace Moretz, que havia trabalhado no filme "Kick Ass". E mais do que isso eu não saberia dizer do filme. Mas, como eu disse, é um belo filme. Meu palpite para o filme vencedor do Oscar de 2012.  23/02/2012.

O Artista

O Artista Porto Alegre, 17 de fevereiro de 2012. Cara Ms. K. Por estes dias, por duas vezes me lembrei de seu filho. Uma foi quando vi num noticiário na TV que uma escola de samba iria usar um grupo de sapateado na sua comissão de frente, neste Carnaval de 2012. O pior é que nem me lembro se a tal escola de samba era do Rio de Janeiro ou de São Paulo. Mas de qualquer maneira me lembrei do seu filho.  Não são muitas as pessoas que eu conheço que praticam sapateado... Também não conheço pessoalmente seu filho, embora eu tenha sabido dessa arte praticada por ele, através de suas palavras. A segunda foi ao assistir ao filme “O Artista”, atualmente em cartaz. O Artista foi um filme que fui assistir com pouca expectativa. Era difícil pensar que um filme mudo pudesse ser grande coisa em pleno século XXI, oitenta anos após os filmes serem falados por padrão. Mas o filme me surpreendeu positivamente. Começa como comédia, e aos poucos se transforma num drama. Portanto, du...

Diário - cinema - Sherlock Holmes 2, O Jogo das Sombras

Diário - cinema - Sherlock Holmes 2, O Jogo das Sombras Neste fim de semana fui assitir ao filme Sherlock Holmes 2. O filme estrelado por Robert Downey Jr. e Jude Law é divertido. Jared Harris como o professor Moriart é muito bom. Há lutas, tiros e explosões para todo lado. E há os característicos momentos de "slow motion" do diretor Guy Ritchie. Mas é isso. A recriação de época pareceu melhor no primeiro filme da série. O enredo é meio enrolado. Mas tudo bem. É um ótimo motivo para comer pipoca e se distrair. 30/01/2012.

Diário - leituras - A Privataria Tucana

Diário - leituras - A Privataria Tucana Li “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., recentemente publicado. Resolvi lê-lo antes de diversos outros porque é um livro que tende a ficar datado. Ou se lê na época do seu lançamento, ou a tendência é nunca mais lê-lo. Ele vai para a pilha de livros a serem lidos em algum futuro que não sabemos quando chegará. O livro é pouco didático, e um pouco dispersivo. Apesar de falar de pessoas ligadas ao PSDB no processo de privatização de empresas públicas brasileiras durante o governo FHC, o autor fala sobre o tiro que levou de traficantes ao investigar o assunto, isto é, o tráfico de drogas, nas cidades satélites do Distrito Federal, fala sobre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e até de Paulo Maluf. O tiro serve para explicar como ele chegou a produzir este livro. Teixeira e Maluf servem para explicitar um modo de agir, mas são citados superficialmente. Apesar do título, este livro fala pouco da privatização em si. O tí...

Aprendendo a ler

Aprendendo a ler Eu aprendi a ler com a vizinha. Eu devia ter cinco ou seis anos, e a vizinha era uma moça no final da adolescência, com paciência o suficiente para ensinar o piazinho vizinho a ler e escrever, com o perdão de tantos inhos. Eu me lembro que em algum momento comecei a escrever algo sobre certo tipo de alimento, talvez grão-de-bico, talvez ervilha, mas mais certamente grão-de-bico. Eu escrevi que o tal alimento era "muinto bom para a saúde", ou algo assim. O "muinto" chamou a atenção do pai da minha "professora", que era advogado, e ele ficou fazendo troça de algo ser "muinto" bom. Enquanto não me explicaram que se devia escrever "muito", e não "muinto", não entendi a galhofa do vizinho, pois para aquele menino de cinco ou seis anos, "muinto" era o correto, pois era isso que ele sempre pensava que ouvia. Um outro belo dia, ou mais provavelmente uma outra noite, meus pais descobriram minhas hab...