2026, sexagésimo ano, ano do Cavalo do Fogo
E assim chego ao sexagésimo ano. Novamente um cavalo de fogo, sessenta anos após o ano em que nasci.
O que pode significar plenitude, um ciclo completo.
Ou simplesmente velhice.
Não reclamo. Apenas constato. Comento.
Não há do que reclamar. Tem sido mais bom do que mau.
Talvez mesmo uma vida acima da expectativa que se tinha quando nasci em 1966. Ano da Graça do Senhor de 1966. Ano do Cavalo de Fogo.
Passando por um cavalo de terra em 1978, um cavalo de metal em 1990, um cavalo de água em 2002 (e lembrando que em 2002 foi o último ano em que a seleçao brasileira de futebol masculino ganhou a Copa do Mundo da categoria), um cavalo de madeira em 2014 (ano do infame 7 a 1, que deixou um tanto de gente traumatizada. Mas o meu trauma em futebol havia sido superado com a conquista de 1994. 1994 não foi ano do cavalo).
Agora são tempos de balanços. Já dá para olhar para trás e avaliar perdas e ganhos.
É tempo de se distrair e esquecer pequenas coisas acontecidas recentemente, e atribuir esse esquecimento à idade.
Tempo de pensar mesmo se livrarias são como um paraíso. Parece que são mesmo. E parece que morrer nesse caso é como perder um paraíso.
Tempo em que muitas vezes as coisas se apresentam a mim como uma despedida. Por exemplo, um cartaz de cinema de um filme recente que não vi e não sei se verei, como Sirat; ou um filme antigo que não vi e não sei se verei, como São Paulo S.A.
Sim, de uns tempos para cá penso nas coisas, em certas coisas, como filmes, por exemplo, e me parece que me despeço delas.
Isto não é uma lamúria, é só uma constatação. Ou uma reflexão.
É um sentimento de viver nos descontos do tempo de um jogo de futebol, mas sem saber por quanto tempo o juiz vai prolongar o jogo. Como dizem, o jogo só acaba quando termina.
Talvez eu me sinta um pouco como Joe Gideon diante de Angelique.
E assim vou-me indo pelo meu sexagésimo ano.
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Emoji copiado de Emoji Terra
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28/02/2026, 07/04/2026.

Muito bom te ler durante o café das manhãs. 🤩
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